17 de set. de 2010

Conteudo de um site e seus efeitos na memória

No inicio os sites eram coisas bem basicas, sem interações, algo bem parecido com o que tinhamos nos meios de comunicação convencionais com a diferença de que no universo virtual, o valor de exibição de produtos e serviços era muito menor do que os meios convencionais.

O tempo passou, os especialistas se formaram e hoje temos uma web totalmente diferente e interativa onde opiniões coletivas podem ser ouvidas e ter um peso de decisão entre um grupo.

Assim como ela cresceu em interação, cresceu também em informação. Segundo o Tobeguarany, hoje circulam diariamente na internet milhoes de dados. Há no brasil cerca de 67,5 milhões de internautas segundo o Ibope/Nielsen  em pesquisa feita em dezembro de 2009. Em setembro eram 66,3 milhões. Ou seja: em apenas 3 meses surgiu 1,2 milhão de novos brasileiros e brasileiras com mais de 16 anos na internet. O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet.

Para comportar toda esta gama de informações de forma a ser interpretada e gerida pelos seus usuários é necessário organiza-las.



Sim, por isto que surgimos, nós arquitetos de informação, no contexto de planejamento e organização das informações, pois ficou claro que quanto mais globalizada nossa informação estiver sendo exibida maior numero de internautas irão acessa-las, entende-las e compra-las (quer seja uma idéia, produto ou serviço).

Falando em arquitetura de informação, milhões de informações sendo geradas e entendimento imediato pelos internautas não podemos deixar de pensar em meios claros de indicação de conteúdo através de uma série de boas práticas. Algunas destas boas práticas requerem muito estudo e ainda estão perdidas nos conceitos dos responsáveis pela arquitetura de informação de alguns núcleos.

Não dá para pensar em AI sem organização de informações. E o estudo aplicado desta organização vai te levar a caminhos muito próximos da neurolinguistica, vai te mandar para dentro da psicologia e obviamente a biblioteconomia será a sua grande amiga pelo resto de sua vida (enquanto arquiteto de informação).

Portanto, minha intenção neste artigo é passar um pouco das metodologias que podemos inserir no processo da organização das informações e como elas atuam e refletem no usuário.


O PRIMEIRO PASSO: A MEMÓRIA

Antes de entrar espefcificamente nestas metodologias, quero abrir um parenteses que acho bem pertinente, no que diz respeito a  controle e extruturação léxica, vamos entender como nossa memoria funciona no instante que se depara com uma nova informação:
 
Segundo Atkinson e Shiffrin (1971), existem três tipos diferentes de memoria: sensorial,curto prazo e longo prazo.

A memoria sensorial é onde chega em primeiro momento, a informação que capitamos de tudo que nos cerca mas ela permanece apenas alguns segundos. Esta primeira etapa da memória guarda uma copia quase exata do que foi observado e escutado e a medida que a atenção se prende ou não ela vai evoluindo e passando para outro estágio da memória, ou se perdendo.

Prendida a atenção nestes segundo, a informação é repassada para a memoria de curto prazo, também chamada memória de trabalho, tem uma capacidade limitada. Segundo Miller (1956), são mais ou menos sete pacotes de informações relevantes (sete palavras, série de numeros, etc).

A informação nesta etapa do processo permanece de 15 a 20 segundos. Se a atenção continuar presa será enviada para o estágio de longo prazo, caso não, a informação se perderá definitivamente.

Fixada a informação por mais de aproximados 20 segundos ela passa para a  memoria a longo prazo, que possui uma capacidade ilimitada de armazenamento de informações, contudo, como disse Papalia (1988) quantas mais associações existirem entre o que se quer recordar e o que ja se sabe mais possibilidade de fixação da informação.

Com as informações acima fica mais do que comprovada a necessidade urgente de deixar caminhos claros para que o usuário entre, navegue e forme uma idéia sobre o que ele está vendo dentro do site.Fazendo um paralelo com a duração da visita de usuários a sites cujo conteúdo não seja atrativo para o usuário podemos perceber claramente que um site ruim fica retido por um breve tempo de 1 a 20 segundos dentro da memória do internauta e, caso ele consiga encontrar processos claros e interessantes ele navegará mais tempo, prestará mais atenção e consequentemente irá ser fiel áquele conteúdo.


SOBRE VOCABULÁRIOS CONTROLADOS


Portanto, voltando ao motivo do artigo, uma técnica muito interessante para auxiliar no processo de "catalogação" mental de um site pelo usuário é a utilização de vocabulario controlado. O objetivo principal do vocabulario controlado é trazer coerencia na descrição de objetos e conteúdos para facilitar o encontro e memorização das informações.

Em sua definição, Mary S Woodley diz que o vocabulario controlado é constituido por nomes, palavras e outras informações que incluem normalmente sinonimos e relações hierarquicas para criar referências cruzadas de tal forma que se organize uma coleção de conceitos para referência e encontro de informações.


Ok Iris você já me enrolou demais. Como que eu utilizo esse tal vocabulario e onde ele se aplica?


Simples caro e paciente leitor: o uso do vocabulario controlado pode estar presente em todos os tipos de sites cuja informação permitam ao usuário reconhecer padrões comuns dentro do site.

Alguns tipos de vocabulários controlados são listas contendo assuntos, algum tipo de glossários o dicionários com termos especificos; anéis de sinônimos que podem ser utilizados para corrigir erros comuns de digitação, como a falta de acentos; taxonomia que é a forma mais utilizada para a organização do conhecimento e o Thesaurus que podemos entender como um tipo de Índice alfabético-estruturado.

Com a utilização de um vocabulário controlado, estruturando as nomenclaturas de menus e links de forma que fiquem concatenadas, claras e de fácil entendimento, é um passo bem significativo para que o usuário entre no site, olhe e tenha sua atenção presa por tempo suficiente para conhecer o que está sendo oferecido a ele, avaliar e dar continuidade a sua navegação. Sem contar que, se ele entendeu a mensagem e gostou do que viu, vai espalhar esta informação para os seus núcleos sociais.

Falando exclusivamente de links que podem ser encontrados dentro do site, quer seja dentro de estruturas primarias de menus ou hipertextos, dar nomes que sejam coerentes fazem uma grande diferença no processo cognitivo do internauta e otimiza o tempo que ele gasta para entender o conceito. Abaixo um exemplo:

Entendimento rápido e eficiente
Contato = Fale Conosco = Contate-nos = lugar onde posso encontrar informações para entrar em contato com os donos do lugar.



Entendimento confuso (em alguns casos frustrantes)

A NomeDaEmpresa quer falar com você = A empresa quer me dizer alguma coisa muito séria e talvez esteja querendo me vender algo...tenho medo...

FaleNomeDaEmpresa = A empresa quer falar alguma coisa para mim? Mas eu não quero saber pois se ela não me disse ainda nas páginas que vi...boa coisa não é...eu que quero falar com ela...

Faça-nos uma visita = Eu lá quero visitar a empresa? Se quisesse não estaria navegando na internet...pessoas loucas...


Com este exemplo muito particular dá para termos uma idéia da importância do controle de vocabulario no que se refere a informações de links de menu principal.


E AGORA? O QUE FAZEMOS COM AS INFORMAÇÕES DE CONTEÚDO DO SITE?


Também é muito importante a organização interna das informações, quer sejam menus secundários ou hierarquia de conteúdo. Uma boa opção são os chamados mapas mentais, cognitivos ou conceituais, que são tipos de processamentos mentais que ajudam na organização através de modelos que simulam o raciocínio que o usuário terá para chegar até determinado local dentro do ambiente web.


MAS O QUE SÃO MAPAS MENTAIS?


Segundo a definição da Wikipédia, mapa mental, ou mapa da mente é o nome dado para um tipo de diagrama voltado para gestão de informações de conhecimento, para a compreensão e solução de problemas na memorização e aprendizado.

Há algo que temos que concordar: os caminhos que o usuário irá percorrer nem sempre serão aqueles que acreditamos ideais. Ainda que sejam óbvios temos que testar, encontrar onde pode estar o ponto cego da navegação e prever antecipadamente as ações que o usuário pode fazer.

Organizar fluxos que sejam baseados em mapas mentais é uma boa alternativa, desde que estes mapas estejam sendo preparados com uma visão impessoal, buscando sempre um modelo que permita a diagramação do pensamento de um modo mais coletivo, voltado para o público que acessará aquelas informações que serão exibidas.

Desta forma, pensando em modelos mentais que englobem o publico alvo do produto ou serviço apresentado, a não linearidade do resultado vai trazer um tipo de estrutura semelhante á estrutura da memoria. Desta forma mais uma vez conseguimos passar pelos 2 primeiros estágios de captação que a nossa memória tem, sengundo Atkinson e Shiffrin (1971), de forma bem positiva.

Falando ainda sobre mapeamentos, gostaria de citar a opinião de Whitaker sobre este assunto:
"...Um mapa cognitivo é uma representação mental, análoga a um mapa físico do espaço. Embora o mapa cognitivo não seja perfeitamente verídico, provê um quadro de referência na mente para basear decisões e gerar escolhas de navegação. Com o mapa cognitivo, o navegante pode se movimentar por rotas não previamente percorridas, recuperar a rota quando perdido, e tomar atalhos. O conhecimento é adquirido através de uma experiência extensiva em um ambiente."

Agora que já entendemos um pouco mais sobre os processos de memorização e de como a organização do conteudo de um site pode marcar o sucesso ou o fracasso de uma experiencia digital, sabemos que os caminhos mais claros serão os mais acessados.
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15 de set. de 2010

Especificação  de Arquitetura de Informação orientada ao todos traz resultados eficientes

Especificação de Arquitetura de Informação orientada ao todos traz resultados eficientes

A web quando foi criada não trouxe em anexo os profissionais que iriam geri-la, promove-la e contextualiza-la no mundo real. Por conta disto e a falta de profissionais web presentes no big bang da rede mundial, ainda hoje vemos as mais variadas disciplinas brigando, se apaixonando, se casando e enfim, construindo um lar real para o incontável numero de informações que passam a cada piscar de olhos pelas telas dos computadores.

Por conta desta constante adaptação nós podemos ver desfilando  alegremente pelo Team das agências e empresas de TI, variadas formações profissionais que contribuem para os novos desafios promovidos pela web, dentro da arquitetura de informação, ajustando todo o compasso desta, até então mal utilizada,
forma comunicação.

Nesse emaranhado de novidades e "nascimentos" muita coisa mudou e se adaptou às novas exigências deste mercado digital cada vez mais presente e ativo. Ainda no contexto de evolução contínua podemos ver as disciplinas que cuidam da experiência  e resultado durante a navegação, se encontrando e somando expertise para trazer uma melhor e mais fiel experiência para o internauta.

E o resultado desta multidisciplinaridade em equipe é a geração de bons trabalhos digitais que repercutem
diretamente em retorno para a empresa, atingindo um quase equilíbrio entre cliente e usuários satisfeitos.

Mas embora o entendimento da necessidade de integração de disciplina seja uma realidade em constante aprimoramento, ainda existem alguns ângulos do processo que ficam perdidos. Um deles é o a interpretação dos protótipos dos Arquitetos de Informação.

Por conta dos autores se originarem de diversas áreas, e pelo fato da profissão ainda estar se consolidando em muitos ambientes de desenvolvimento web (quer seja agência ou consultoria), são criadas especificações
com estilos muito particulares e ao serem apresentadas para a equipe, geram um entendimento deficiente que poderá se converter em resultados menos claros, equipe stressada e descontentamento geral.

Empolgadamente eu descrevo abaixo algumas linhas sobre especificações geradas pelo trabalho da arquitetura da informação. Não entendam como regra básica pois muita coisa ainda esta se adaptando, mas com alguns princípios poderemos fazer produtos que sejam claros e de boa interpretação para todas os
envolvidos no processo.

Para que serve uma especificação de AI?
Sitemaps, fluxo de transações, wireframes, métricas de performance, plano de implementação, matriz de
escopo e o que mais sua imaginação puder lembrar servem para uma única e exclusiva função: Orientar.

Mas orientar quem?
Cliente - Orientar para entenda a dimensão, premissas, organização de informações e fluxos que o projeto dele comporta;
Gerente de Projeto - Orientar no escopo e prazos do projeto;
Designers - Orientar no que diz respeito a localização dos blocos de informações de cada tela;
Desenvolvedores - Orientar como será o fluxo da navegação em cada seção;

Check list  que vale a pena dar uma conferida
Para que sua especificação seja interpretada de forma correta por iodas as pontas do projeto (cliente - equipe) é importante verificar se ele está cobrindo a maioria das sugestões abaixo:

- Cada projeto pode receber um tipo de protótipo. projetos onde o design de interação fale mais alto como hotsites e portais promocionais devem ter um wire mais aberto (sem detalhamentos que engessem os criativos) e extremamente conversado com a equipe pois juntos vão criar a melhor experiência para o produto/serviço que será ofertado.

- Projetos mais complexos como e-commerces devem conter, pela quantidade de UX e controle de vocabulário, uma arquitetura mais detalhada e, idealmente gerar protótipos navegáveis.

- Extranets ou intranets, onde a encontrabilidade é um fator fundamental devem ter seus wireframes construídos juntamente com os desenvolvedores do projeto (analistas e programadores) para que não seja criado um ambiente implementável apenas com linguagens alienígenas ou pertencentes a um futuro distante.

- Nem sempre o protótipo conseguirá cobrir as espectativas e entendimentos da equipe e/ou do cliente portanto temos que usar todas as outras possibilidades de especificações como sitegramas, vocabulários controlados e a própria especificação funcional das telas.

- O wireframe tem a intenção de ajudar o designer a estruturar o site ou sistema e não ensinar o design como fazer o seu layout. Se você é um arquiteto que antes era designer cuidado com os super protótipos. Tenha modos e respeite a linha de ação da disciplina que você não mais professa :P

- Wireframe por default, e para melhor entendimento do conceito de "protótipo", não tem cor e nem imagens. Porém não sejamos xiitas demais! Se o cliente tem dificuldade de abstrair o protótipo para a realidade dele pense com carinho na possibilidade de inserir imagens que estejam contextualizadas com o negócio dele(em
tons de cinza).

- Se existem telas que são complicadas até para você, arquiteto de informações, imagina para o cliente ou equipe que certamente não ficou lendo e decorando as 10 heurísticas do Nielsen. Seja um bom AI e explique bem cada passo deste fluxo de forma clara para todos os envolvidos.

- A equipe contribui muito no processo de criação da AI. Fale com as demais disciplinas e você verá que além do entendimento global haverá algumas boas idéias que você  pode, antes de finalizar a especificação, integrar na sua arquitetura. Não seja muito na sua, converse!

Não esqueça que especificações de AI não são diários particulares de suas experiências no projeto e sim livros que se tornarão  best-seller para todas as pessoas envolvidas na construção do website ou sistema web. Oriente-se!
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3 de ago. de 2010

Encontrabilidade além da Otimização para Buscadores

Encontrabilidade além da Otimização para Buscadores

Esta super pérola eu encontrei no site Usabilidoido. Vale a pena ler e ouvir a palestra.

A resposta para a pergunta "como fazer para o site da minha empresa ou produto aparecer em primeiro lugar nos resultados do Google?" é mais complexa do que parece. Não se trata de uma questão técnica, mas de estratégia de negócio. De nada adianta otimizar uma página web se o posicionamento dos produtos e serviços que a empresa oferece não estão alinhados com os padrões de busca dos consumidores. Os consumidores também buscam em outros meios além da Internet e esta estratégia deve abranger também estes meios. 

Aqui vai um audio muito bacana de uma palestra sobre encontrabilidade
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27 de jul. de 2010

Entrevista da Unoeste - USABILIDADE

Entrevista da Unoeste - USABILIDADE

1- Como estão os estudos de usabilidade atualmente?
Desde muito tempo os estudos de usabilidade estão sendo aplicados em diversas áreas de nosso dia a dia porém houve um crescimento significativo da busca pela usabilidade dentro do ambiente virtual devido ao grande crescimento de sites mais complexos e informativos. Deste crescimento ficou evidente a necessidade de organizar melhor todo o material exposto para facilitar e deixar mais objetiva  a experiencia do internauta.

2- O meio acadêmico tem mais influência ou quem dita mais as regras nessa área é o mercado e seu empirismo?
O meio acadêmico tem muita influência e atualmente é quem dita as regras mas a experiencia de usabilidade em internet tem se aliado a algumas outras áreas tanto empíricas  e demanda de mercado. Mas há conflitos claros entre estas correntes.

3- Como você vê os avanços na área?
No que diz respeito a usabilidade sendo aplicada em ambientes digitais vejo uma aceitação plena e como resultado, o crescimento da mesma.

4- Quais são as tendências no que tange a usabilidade hoje em dia? E o futuro, tem como prever um pouco?
Acho que a tendencia de usabilidade aplicada a ambientes web é crescer e ganhar reconhecimento de sua necessidade para uma experiencia virtual completa e positiva. Sendo otimista, acredito que um futuro breve teremos muitos profissionais focados diretamente em experiencia de usuário (User Experience UX) buscando cada vez mais as melhores práticas e técnicas visando a experiencia de navegação perfeita.

5- Quais são os sites ou portais que você considera referência em usabilidade? Por quê?

Ainda não tenho portais que posso considerar totalmente referencia em usabilidade pois como ainda há muita coisa sendo aprendida, apreendida e implementada, muitas áreas de um mesmo site podem estar muito bem organizadas e outras não, no que tange a usabilidade.

6- Onde entra a experiência do usuário nessa área? E os testes de usabilidade?
A experiencia do usuário e seu comportamento são fundamentais para bons resultados. Os testes de usabilidade devem ser implementados durante várias etapas do projeto que vão desde composição de wireframe como testes pós implementação.

7- Além da usabilidade, quais os outros conceitos que, se colocados em prática, ajudam o usuário a chegar o mais próximo o possível da “experiência perfeita” na web?

Arquitetura de informação deve conter além de sérios estudos de usabilidade, taxonomia/folksonomia, semântica, analise heurística e o benchmark.

8- O que você acha que um portal multimidiático de uma faculdade de comunicação precisa ter?
Uma boa arquitetura de informação deixando todos os caminhos e saidas claras para qualquer tipo de internauta que ele venha a receber.
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Entrevista da Unoeste - SEO

Entrevista da Unoeste - SEO

Então...essa semana eu respondi uns questionários bem bacanas para um pessoal que está fazendo um TCC lá na UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista, Presidente Prudente -  e achei pertinente compartilhar aqui pois os conteúdos são bem interessantes e as perguntas bem instigantes... Fiquem à vontade para contribuir!

Meditemos pois:

1- No que consistem exatamente as iniciativas de SEO?
Consiste em preparar o site seguindo algumas diretrizes em codificações , usabilidade e conteúdo para serem reconhecidas e bem ranqueadas pelos buscadores.

2- Como fica essa realidade tendo em vista a constante mudança que há nos critérios dos buscadores?

Infelizmente ainda não exite um comunicado antecipado de quando o Google - pegando por base o Google e otimizando sites para ele já se consegue bons resultados em vários buscadores pois muitos deles seguem o mesmo padrão ou utilizam seu robo para retorno de resultados -  irá modificar suas diretrizes. Com o aumento de estudos neste segmento e a intensa busca por usabilidade ser um critério bastante claro para o Google, já podemos prever algumas boas praticas.

3- Juntamente com interatividade e usabilidade, SEO é um dos requisitos principais no planejamento e na implantação de um site ou portal?

Com certeza

4- Atualmente, quais são as dicas para bom posicionamento de um site nos buscadores? De quanto em quanto tempo os padrões tendem a mudar? Há como prever isso?

Como disse anteriormente não existe um comunicado oficial (usando a premissa de Google como sistema de busca mais utilizado) do zoogleia informando antecipadamente suas mudanças. O ideal , também sugerido pela própria ferramenta, é deixar o site o mais claro possível e organizado para o internauta pois a ferramenta utiliza como critério muitas técnicas baseadas em experiências humanas de busca.

5- No que tange apenas às buscas de notícias, há regras específicas?
Não há regras especificas porém o tratamento da otimização deve levar muito em consideração textos em html, nomenclatura das paginas e utilização de palavras chaves com coerência.

6- Como é o mercado de SEO atualmente?

É um mercado que dia a dia cresce mais, juntamente com a demanda de informações na rede e muitos bons especialistas tem surgido neste mercado.

7- Há pesquisas acadêmicas sobre o assunto ou prevalece o empirismo do mercado nos estudos de SEO?
Há muitas pesquisas acadêmicas inclusive que viraram livros.

8- O que você acha que um portal multimidiático de uma faculdade de comunicação precisa ter?
Bom conteúdo, boas mídias sociais, boa otimização e bom relacionamento com sites sérios e criteriosos para troca de links.
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20 de jul. de 2010

Um e-commerce que fale a linguagem universal dos clientes

 Este final de semana eu tive que deixar o frio de Porto Alegre de lado e visitar minha irmã light user. Adoro o aspecto dela ser light pois sempre testo alguns modelos de navegação que acho interessantes e funcionais. Os resultados geralmente são bem surpreendentes.

Desta vez, como estou bem envolvida em e-commerces, resolvi mostrar para ela que comprar perfumes e maquiagem pela internet pode ser algo fantástico em termos de praticidade e custo benefício, aproveitando também para testar alguns mapeamentos mentais.

O resultado não poderia ter sido diferente: quebrada a resistência de inserir os números do cartão de crédito e convencida da segurança do site, ela comprou um cosmético e finalizou sua compra satisfeita e surpreendida pelas vantagens desta transação comercial online.  Acredito que os e-commerces ganharam mais uma compradora compulsiva de maquiagens e perfumarias.

E falando sério, uma vez que a experiência de compra foi positiva sempre voltamos às compras virtuais e  o avançar das bandas e a cultura internet vem solidificando cada vez mais esta ferramentas de compras online tão cobiçada por lojas físicas. E para quem ainda duvidava da potência de um bom e-commerce pode claramente perceber que em tempos atuais é uma excelente forma de adquirir produtos, a preços justos e entregas garantidas em prazos cada vez mais curtos.


Mas como tudo na vida nem sempre é flores, precisamos saber que ao construir uma "loja virtual" existem muitos pontos a considerar para que ela seja eficiente e resulte positivamente em conversão de vendas. E isto vai desde bons produtos, boas formas de entrega e feedbacks para clientes até arquitetura de informação e uma grande dose de user experience (UX).

Para que o ecommerce proporcione ótimas experiências de compra para todos os tipos de internautas (sim existe uma long tail bem clara no comportamento deles que falarei mais adiante em um único artigo), eu listei abaixo alguns pontos (e alguns exemplos bons e outros ruins) que devemos considerar na hora da elaboração da arquitetura.

 Bom senso na promoção com imagem
É importante ( por mais que o cliente insista no contrário) evitar e alertar sobre a utilização excessiva de banners nas telas de apresentação dos produtos. Além de poluir demais a navegação, tira o foco e muitas vezes transmite uma sensação agressiva fazendo com que o usuário os trate como ponto cego.

Hoje em dia, sites brasileiros são lotados de informações, e como todos praticamente são unanimes em utilizar este artifício no estilo "vendedor chato querendo fechar a meta do mês", nos passa a impressão de ser um procedimento comum e extremamente importante para a decisão de compra, mas na verdade é muito forte e impactante positivamente a limpeza e o foco nas telas de vendas virtuais. 
Exemplo de poluição excessiva: Com tantos banners informando ofertas, o internauta não consegue nem ver os produtos oferecidos na primeira página do site. Resultado confuso na hora de navegar

Dica
Procurar inserir as informações de forma mais atraente dentro do fluxo da navegaçã compondo (não interfirindo) nos caminhos naturais das pesquisas do internauta ou transformar os banners, caso seja possível, em informações textuais.


Links com cara de links
Sempre deixar claros os links ainda que sejam de informações complementares. Nunca utilize tons de cinza  pois os usuários podem ter a impressão de estarem desabilitados e assim, perder alguma informação que os levaria à tomada de decisão na hora da compra.
O link de saiba mais sobre previsão de entrega está em tons muito claros e sem sublinhado padrão podendo desta forma transmitir ao internauta a sensação de informação desabilitada.

Dica: Quando os links não permitirem muito destaque, procure deixar alguns padrões básicos que são facilmente reconhecidos universalmente como o sublinhado e a coloração azul.


Não fuja dos padrões funcionais de navegação
Não tente inovar em caminhos e formatos universalmente padronizados.  Lembre-se que uma boa experiência de usabilidade implica na rapidez em encontrar as informações e as saídas. Se tiver uma idéia bacana e muito mais eficiente do que a já utilizada perfeito! Vá em frente! Caso contrário não crie novidades que podem acabar atrapalhando o fluxo de compra de alguns tipos de internautas.
As informações de valores e formas de pagamento estão distantes do produto, dificultando assim a visualização 


Dica: Pense sempre que seu cliente quer rapidez e a experiência pode começar a ser frustrante quando, demora ainda que segundos, para encontrar as saídas ou as informações.


Cuidado com o cruzamento de páginas e seções (Cross Seling)
Cuidado com cruzamentos de links para facilitar a busca do usuário. Muitas vezes estes cruzamentos são bem vindos pois sabemos que cada usuário tem uma forma pessoal classificação, então prepare-se pare que um tenis seja encontrado tanto em esporte quanto em calçados e celulares em eletro-eletrônicos ou telefonia.

Para este tipo de situação, acaba sendo comum na tentativa de facilitar a vida do usuário criar algumas telas de entradas diferentes para cada tipo de cruzamento de links, mas acredite: isto pode atrapalhar muito mais do que orientar.
No exemplo abaixo temos 2 telas de perfumaria totalmente diferentes dentro de um mesmo ecommerce. 

Dica: Não crie uma nova tela de entrada. Faça uso de links de acesso e deixe os breadcrumbs bem claros para que seu cliente consiga visualizar seus roteiros facilitando o entendimento do fluxo. Além de ser muito mais prático para seus programadores.


Clareza e objetividade nos menus
Deixe muito claro em seu menu principal os produtos que seu ecommerce está oferecendo. Alguns exemplos muito bons de menus são os quepermitem de forma rapida que o usuário possa ter uma ampla noção dos produtos ofertados e até ajuda a entender alguns titulos principais que podem de alguma forma, ter uma interpretação diferenciada para cada usuário.
Menu expansivel bem claro e com boa hierarquia


Acesso fácil para todos os níveis de usuários
Lembrar sempre que existem dois tipos de navegadores dentro de um site: os browsers que tem a navegação focada na busca e nos searchers que preferem fazer explorações no site portanto, mais uma vez é importante deixar várias formas de busca para atender a todos os tipos de usuáraios.


Algumas possibilidades bem claras de acesso para todos os tipos de navegadores em formatos que não comprometem nenhum tipo de pesquisa
Dica: Deixar sempre o campo de busca fixo na navegação global do site (para os browsers) e muito bem organizado o breadcrumb e os links de navegação interna facilitando a exploração (searchers). Isto implica arquitetura de informação e design que destaque estas saídas.
Ampliando espaço da tela de detalhes do Produto
Embora ainda seja algo muito novo para os ecommerces brasileiros, o uso de menus de navegação dentro das páginas de detalhes do produto é quase nulo pois o foco principal neste momento é o processo de compra que se inicia.

O usuário quando entra nesta página já está muito interessado no produto e possivelmente a um passo da compra, ou seja, na etapa final de uma sequência de telas que culminará no carrinho de compras.

Formato de detalhes de produto sem navegação lateral. 
Dica: Use o espaço do menu para ampliar a quantidade de informações interessantes sobre o produto, para deixar a imagem com mais destaque e para utilizar novos blocos de informações que orientem o cliente a ter uma compra mais tranquila e segura.

É importante ressaltar que este formato é funcional apenas quando o menu de primeiro nível está permitindo uma visão global de todos os níveis fundamentais da navegação.

Usabilidade com encontrabilidade
Muitas vezes, tentando facilitar a vida do usuário a encontrar rapidamente o item desejado, tendemos a usar muitas facilidades esquecendo que para alguns tipos de usuários pode ser muito interessante ele ver outros produtos relacionados também.

Grande quantidade de filtros e de niveis de menu no intuito de deixar rápido o caminho para o produto em bsuca podem complicar a vida do usuário que se sentira perdido, depois ficará em duvida sobre onde deve clicar culminando em uma busca não encontrada.

Dica: Pense no e-commerce como uma loja fisica cheia de produtos categorizados e  disponibilizados em varias seções (prateleiras), e esta atenção deve ser ainda maior quando loja virtual de loja fisica, pois o cliente certamente a tratará, em algum momento, como sua extensão.

Deixe seu internauta conhecer as novidades do seu ecommerce
Sempre que for inserir funcionalidades não conhecidas por todos os tipos de internautas lembre-se de colocar tags de informação sobre como funciona para que fique claro.

Landingpages
Landingpages como o próprio nome indica são páginas nas quais o internauta será enviado ao clicar em seções específicas do ecommerce seja através de links de menu ou banners comerciais. Esta página deve conter em destaque informações do produto procurado.

Evite utilizar as áreas "vazias" com informações que não são referentes ao item exibido. isto funciona exatamente como aqueles vendedores chatos das lojas que ficam querendo empurrar todos os itens ao mesmo tempo convencido de que vamos ter que comprar algo...e com certeza, ao encontrar este tipo de funcionario real a nossa reação automatica é caminhar até a saida mais rápida. Pense sempre nisso.

Esqueça os mitos
Alguns mitos criados de tempo em tempos devem ser seriamente repensado na hora de arquitetar seu e-commerce. Um tipo clássico de revisão necessária é sobre a rolagem extensa. Usuários usam o scroll sim se o conteúdo apresentado na tela for interessante e bem distribuido.

Então pense muito bem na disposição dos blocos antes de tirar a rolagem pois a página pode perder muito em exposição comercial.
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8 de jun. de 2010

Sobre SEO e SMO

Sobre SEO e SMO

Um texto que explica de forma simples a diferença entre SEO e SMO que ainda causa um certo stress entre as comunidades. Foi escrio por Olthuis Cameron, surfista e SEOman. Tentei traduzir de forma não "macarrônica" mas se sentirem que fui muito mobral entrem no link original.

A comparação de SEO e SMO

Search Enginner Optmization (SMO) Social Media Optimization (SMO) , se você ainda não ouviu já, é um termo que foi recentemente inventado por Rohit Bhargava , que se refere ao processo de garantir que um site é fácil de ligação para as ferramentas de mídias sociais, utilizando as diferentes fontes de mídia social, incluindo blogs, bookmarking sites e sites de compartilhamento de mídia.

É importante saber quando e porque utilizar cada técnica de otimização.

Semelhanças

Linkability - Se as pessoas não têm um bom motivo para linkar para você, então eles provavelmente não têm uma boa "razão" para visitar seu site. Tenha cuidado com a definição: linkability(encontrabilidade) e linkbait (links de isca) não são a mesma coisa. Algumas das chaves para linkability são: conteúdo, design e usabilidade.

Bom conteúdo - Este quase não precisa de uma categoria individual, pois parte do linkability é o bom conteúdo. Mas um ponto que devemos salientar: você pode ter um bom conteúdo mas precisa dar um motivo às pessoas que traduza isto como um bom link.

Pull marketing - Ambos SEO e SMO são a maneira de atrair pessoas para um site sem necessariamente trazer uma mensagem específica, mas mostrando-lhes que o valor do seu website pode trazer para eles.

Diferenças

Canais - Isso é óbvio, mas precisa ser mencionado, SEO é ferramentas de busca, principalmente os 3 grandes, Google, Yahoo e Microsoft. SMO é sobre as "novas" fontes de mídia social que surgiram, incluindo blogs, bookmarking sites, sites de compartilhamento de mídia, etc .

Público Alvo - Muitas vezes, as pessoas que estão verificando suas mensagens no MySpace como se estivessem procurando novidades num shopping (de forma rápida).

Objetivos - Com o SMO pode estar focado em construir uma comunidade ao mesmo tempo com SEO que você pode estar focado em vender algo. Ambos SEO e SMO também pode compartilhar os mesmos objetivos.

Participação - Com SMO você deve participar ativamente nas mesmas atividades que o público faz com SEO não há tanta participação.
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7 de jun. de 2010

Pequenas empresas. Grandes AI's.

Pequenas empresas. Grandes AI's.

Já é ponto pacífico que, durante a concepção de um projeto web, a presença de usabilidade e práticas de AI são fundamentais para o sucesso e atingimento das metas e isto gerou um crescimento considerável na busca por capacitação de profissionais voltados para planejar e organizar as informações que serão expostas no website ou sistema.

E paralelo a este crescimento, muitos conceitos e melhores práticas circulam através de livros, artigos ou fóruns, com textos que giram em torno deste processo. Desta forma, algumas empresas de desenvolvimento web, que ainda não dispõe de equipes com experts neste segmento, passam a conhecer as metodologias e sua importância em um mercado digital crescente e em constante transformação.

Podemos ver também os conceitos de usabilidade e “encontrabilidade” - "findability como Peter Morville nomeou a facilidade de encontrar informações na web - refletidos nos atuais buscadores (lá vem ela novamente falando do Google...) que dia a dia indexam e organizam suas diretrizes com algumas pérolas das boas praticas do AI.

Embora exista muito material interessante sobre o assunto, a analise e arquitetura de informações, como todas as partes envolvidas no projeto web, requer muito conhecimento sólido e aplicado para garantir a qualidade do resultado para o seu cliente.

Sabendo disto, algumas empresas, na intenção de posicionar seu negócio de forma correta dentro do ambiente digital, contratam grandes agências que utilizam uma gama de profissionais durante todo o projeto, garantindo assim o sucesso com um custo proporcional à demanda solicitada.

Atualmente, grandes projetos de Ai e UX ainda estão restritos à grandes organizações por conta de seu alto custo de implementação. E as pequenas empresas que pretendem colocar seus websites de acordo com os princípios adequados e com verba menos substancial, acabam por encontram muitas agências que ainda não tem um time completo para atendê-las.

A pergunta que me fizeram a um tempo atrás é: como uma agência com equipe enxuta pode fazer um projeto, que tenha em um de seus estágios de concepção a Arquitetura de Informação, que traga um resultado eficiente no negócio digital de seu cliente?

Eu acredito firmemente que ser uma agencia pequena não impede que o trabalho de AI seja realizado de forma eficaz e correta e muito menos impede de ter uma equipe robusta. A cada dia que passa mais profissionais bem formados estão dispostos no mercado. E não estou falando apenas no âmbito da AI ou UX. Se a sua empresa ainda não encontrou um deles basta atentar para alguns cuidados importantes na hora de montar sua equipe. Deixo abaixo algumas dicas importantes que podem ser diferenciais:

Qualificação de Profissional
Antes de começar qualquer projeto com informações e competências que não temos domínio, é imprescindível aprender sobre o assunto, pois além de dar mais segurança em defesas e apresentações para o cliente, garante sua qualidade.

Se sua empresa ainda não dispõe de verba para contratar um profissional experiente em Arquitetura de Informação e Usabilidade saiba que existem muitos cursos com bons professores e excelentes escolas. É importante fazer uma boa pesquisa no mercado para investir na formação ideal. Definido o curso procure dentro de sua própria empresa um profissional com perfil mais analítico, organizacional e veja se ele não quer aprender sobre o assunto.

O que isto tem de bom? Multidisciplinaridade. Se o seu htmler gosta de Taxonomia e já comentou alguma coisa sobre behaviorismo acredite, ele é um forte candidato a ser seu mais novo aliado na arquitetura de informação. Invista nele pois muitas vezes um curso pago para um profissional que está dentro de casa, pode ter um custo/benefício bem positivo a curto prazo.

Multidisciplinaridade
Uma equipe com profissionais de mesma disciplina conseguem fazer um bom projeto mas uma equipe multidisciplinar além de faze-lo bem consegue o resultado esperado pelo cliente, pois a existência de variados profissionais na equipe ou pessoas com conhecimentos abrangentes sobre web evita visões parciais do todo.

Por exemplo: se fizermos uma AI com moldes mais técnicos sem foco no negócio gera um site bem organizado e encontrável, porém sem a dinâmica que encanta o usuário durante sua experiência de navegação. Por outro lado, se o foco for o webdesign e/ou webmarketing o resultado pode ser um site com total foco no negócio mas com falta de usabilidade, correndo o risco de gerar uma experiência frustrante para o usuário.

Alguns pontos importantes que a multidisciplinaridade pode oferecer ao projeto de uma pequena agência:
• Criação de testes de usabilidade internos a fim de poder avaliar melhor a performance do projeto;
• Escolha de tecnologias, garantindo a facilidade de implementação e manutenção;
• Design melhor em longo prazo;
• Marketing focado na expectativas do cliente usando as tecnologias apropriadas para a realização dos objetivos;
• Pensamento constante no foco do negócio e no atingimento do objetivo.

Compreender o negócio do cliente e seu contexto
O entendimento pleno do foco do negócio da empresa de seu cliente deve ser comum a todos os membros da equipe. Desta forma os objetivos estabelecidos serão mais claros e encaixados dentro da própria estratégia da empresa.

“Mas Iris, meu cliente é tão pequeno que nem tem estratégia”. Olha ai uma boa oportunidade de você fideliza-lo e ainda agregar valor ao negócio dele. Quem garante que daqui um tempo ele não será grande?

Entenda ou se necessário desvende o foco comercial dele, dê sugestões para dar apoio a estes objetivos de negócio e no final do projeto - por conta do caminho para a organização das informações ter ficado mais claro para seu arquiteto - seu cliente receberá um sistema ou website que vai sustentar sua estratégia trazendo a ele uma grande vantagem competitiva. E com certeza quando ele crescer não vai esquecer de você.

Mediar necessidades de cliente e usuário
Algumas vezes, quando se apresenta protótipos do site ou sistema para o cliente, uma coisa fica muito clara: a vontade dele não é a mesma que a do usuário. Prepare-se com boas e embasadas defesas pois terá que lidar com isto de forma a não prejudicar o bom andamento do projeto.

Não seja espartano. Tente o equilíbrio. O fundamental é pensar no contexto do negócio e tentar harmonizar fatores como tempo, orçamento e outros que aparecerem. Ideal é buscar sempre a melhoria para o usuário pois é a partir desta conscientização que o negócio virtual terá seu sucesso.

Lembre-se sempre que acima de tudo bons projetos dependem da equipe e sempre, quanto mais bem formada e preparada ela está, mais a sua empresa ganha espaço dentro do mercado digital.

E um fator muito importante para resultados positivos dentro de ambientes digitais é certamente é a facilidade que o usuário precisa para encontrar a informação que se deseja expor. E este resultado só uma boa arquitetura consegue produzir.
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16 de abr. de 2010

A verdadeira face do Benchmark

A verdadeira face do Benchmark

Recapitulando nosso cotidiano virtual, uma série de informações circula diariamente via web. O volume é tamanho que os profissionais de desenvolvimento web, em todas as etapas do projeto, busca encontrar obrigatoriamente o caminho mais facilitado para posicionar as informações: uma elaborada AI, testes de UX, uma série de elementos gráficos simpáticos e agradáveis e códigos enxutos e modernos que facilitem tanto a indexação pelos buscadores (sim... Mais uma vez estou falando do Google) quanto a navegação dos usuários.

Desta necessidade, muitos sites institucionais, portais e sistemas muito bem projetados são publicados na web são considerados objetos de estudos (os famosos "sites referencias"), onde são mapeados os padrões de AI e Usabilidade e como resultado desta analise, estes “pedaços” interessantes são agregados a novos projetos que surgem após estas pesquisas.  É o  Bechmark incorporado também na web de uma forma muito produtiva e ainda muito mal interpretada pela comunidade de designers de interface.

Conceituando, benchmark é uma metodologia de nivelamento de performance já muito usada em diversos segmentos de organizações reais que consiste em estudo de melhores resultados dentro do nicho de mercado, permitindo assim um reconhecimento dos pontos fortes, padrões, comportamento e processos. 
Com esta análise em mãos começam a ser implantadas as melhores práticas à empresa que solicitou a metodologia. Sempre visando a excelência de seu projeto. Em termos de internet, esta pesquisa sendo feita em ambiente virtual, nos permite ter e ser autores de novas excelentes práticas para desenvolvimento soluções para internet.
E como tudo na web é muito ágil, o padrão de excelência que o benchmark procura reconhecer é constantemente modificado com a mesma rapidez que surgem novos tipos de soluções em qualquer segmento web.
Resolvi escrever sobre Benchmark, pois este mês estive bem envolvida em alguns projetos que me fizeram olhar com mais respeito para esta prática. É uma forma rápida de aprender e entender a necessidade do publico em questão e corrigir o problema, observando coisas muito boas que já estão no mercado.

"Mas Iris... você está falando de copiar coisa alheia e isto é coisa do capeta" - Sim... É verdade... Copiar é feio, mas Benchmark não é copiar o site alheio... Ou pelo menos não deve ser. Ao contrário ele é medidor de desempenho. Eu pesquiso entre os nichos, descubro o que existe de melhor, estudo este melhor e a partir do resultado crio o meu projeto usando um padrão mais adequado para a absorção das informações do site pelo meu futuro usuário. Isto sim é um Benchmark bacana!

"Então Iris... eu quero criar coisas que ninguém nunca criou... Quero viajar na concepção do meu website. Não estudei tanto para copiar coisas dos outros!" - Super legal a iniciativa de ser a vanguarda da classe, porém devo alertar para o seguinte: caso suas manobras radicais não estejam bem embasadas elas podem, na hora dos testes com usuários, se mostrar uma tremenda decepção. E digo mais: infelizmente isto é algo bem comum de acontecer em alguns projetos ditos “geniais”.

Não se irrite meu caro leitor com minha aparente ortodoxia, com certeza se você criar uma solução inovadora no Ai e nos testes for um sucesso, perfeito! Parabéns! Mas se não tiver esta centelha divina ainda dentro de você não faça muxoxo quando encontrar em suas navegações diárias, um menu comportando um banner institucional ou promocional. Abra sua mente, analise o procedimento e se achar viável, insira este padrão na sua caixinha de possibilidades da boa arquitetura.

Para fechar este assunto de forma compilada, abaixo vou destacar alguns conceitos de benchmarking para web:

Conceito
Benchmark aplicado a web é a pesquisa dos melhores padrões utilizados nos diferentes websites com ênfase naqueles que apresentam características de Ai e UX eficientes e comprovadas.
No benchmark a pesquisa, avaliação e comparação não representam um fim, mas um meio para apoiar um processo de melhoria. É uma forma de aprendizagem, pois procura as melhores práticas para determinados segmentos de web, seguido de uma cuidadosa análise para encontrar o melhor meio de implementar aquele "padrão" encontrado dentro do seu projeto. Sem esquecer um aspecto extremamente importante neste processo: a ética.

Processos
•    Planejamento - Desenho e concepção visando a solução dos fatores críticos para o sucesso do site;
•    Pesquisa - Identificar as melhores práticas e adquirir dados;
•    Análise - Comparar o desempenho e identificar áreas de melhoria;
•    Adaptação - Implementar as melhores práticas encontradas fazer testes para confirmar se estes padrões atendem aquilo que o site se propôs diante de seu publico alvo.

Benefícios
•    Introdução de novos conceitos de avaliação e novos padrões;
•    Melhora o conhecimento sobre seu cliente e sobre o projeto;
•    Identificação clara das áreas que precisam de melhorias (áreas críticas);
•    Estabelecimento de objetivos viáveis e realistas (sem viagens mirabolantes em busca do projeto perfeito);
•     Melhorar o conhecimento da própria organização;
•    Melhora o conhecimento dos concorrentes de mercado dentro da web;
•    Aprendizado focado no que há de melhor no mercado.

Enfim, Benchmark é uma metodologia bem orientada e séria que só tem a acrescentar em qualquer projeto de sites institucionais, portais ou mesmo sistemas. Utilize, comprove e depois me conte.
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3 de mar. de 2010

O que é geração Y

O que é geração Y

Achei super interessante, em tempos de definições, esta denominação de gerações. Abaixo uma breve explicação retirada da wikipédia:

A Geração Y, também referida como Geração millennials ou Geração da Internet[1]  é um conceito em Sociologia  que se refere, segundo alguns autores, à coorte dos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela Geração Z.
[editar] Características

Esta geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica.

Os seus pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a sua auto-estima.

Cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas.

Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo.

Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de telefonia celular para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores.

Enquanto grupo crescente, tem se tornado o público-alvo do consumo de novos serviços e na difusão de novas tecnologias. As empresas desses segmentos visam atender esta nova geração de consumidores que se constitui um público exigente e ávido por inovações.

Preocupados com o meio ambiente e causas sociais, essa nova geração tem um ponto de vista diferente das gerações anteriores que viveram épocas de guerras e desemprego, com o mundo praticamente estável e mais comodo a liberdade de expressão, esses jovens conseguiram se preocupar com valores esquecidos como vida pessoal, bem-estar e enriquecimento pessoal.

Se você se identificou com o tema, na revista Galileu tem uma matéria fantástica sobre.
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