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20 de mai. de 2018

UX e Scrum de boas é possível, sim!




Zoeiras a parte, percebo que vivemos realidades muito mais exigentes no que diz respeito a experiências de navegação em ambiente virtual.

Ao mesmo tempo em que a alta complexidade permeia a construção de produtos digitais, há um movimento grade de adequação das equipes às propostas ágeis de construção, e para este contexto onde complexo e ágil caminham juntos, se faz necessário um olhar mais personalizado ao público usuário.

Por esse motivo precisam ser suas necessidades, cultura e contexto para complementar as entregas de modo a atender com sucesso a necessidade que vem preencher o produto.

A combinação do ágil, vou me referir a partir de agora ao Scrum, com a UX vem sendo desenhada a anos, mas no dia a dia, a aplicação ainda está um tanto nebulosa e conflitante com formas de gerenciamento de projetos, culturas das empresas e mesmo atuação dos papeis dentro deste contexto.
Isso porque, quando se pensa em ágil em UX e Scrum se pensa nos processos isoladamente e não na integração dentro de um time.

Eu e alguns colegas de área (Product Owners e Scrum Masters com anos de UX a mochila), de alguns lugares do planeta, temos conversando muito sobre este tema e por isto resolvi dividir com vocês as impressões em comum.

Lembrando que o que você vai ler não se trata de ponto pacifico do tema e sim de observações empíricas da aplicação no dia a dia do Scrum integrando profissionais UX em seu time, o que significa que você pode ter encontrado outras saídas para os problemas identificados abaixo.

Contextualização


Talvez haja um pouco de confusão na tentativa de integração da disciplina nos times de desenvolvimento. É importante esclarecer que UX é sobre a criação de soluções. UX não é produção. Desenvolvimento é produção. São dois processos completamente diferentes projetados para saídas específicas.

A integração só poderá ser harmônica quando este entendimento é abrangido. Muitos PO’s por não entenderem o papel do UX no projeto e por não ter vivência ou mesmo não estarem acostumados com este perfil, tendem a tratar o assunto com uma abordagem produtiva quando na verdade ela é pré-produção. É criação de soluções que por contexto, devem ser entregues ao time de desenvolvimento junto com as demais documentações da Sprint.

Entendi... Mas preciso de UX Design Por quê?


UX é a garantia de que o produto que está sendo entregue será utilizado de forma ampla e com sucesso. Ele imprime aos fluxos a maior possibilidade e entendimento, identificação e adesão a necessidade que foi levantada para se criar a solução que está sendo entregue.

A menos que dentro do time de desenvolvimento tenham simpatizantes da causa usuária, sempre serão priorizados os padrões e ferramentas que atendam o negócio como um entregável que funcione, sem o foco na pessoa que irá utilizar.

Por conta disto, padrões e fluxos são orientados a entregas funcionais e não adaptadas ao “jeito” de quem vai utilizar a ferramenta. O UX libera a equipe deste penso e garante menos frustrações e maior envolvimento da persona com o produto.

Sentimento da equipe de desenvolvimento.


A equipe de desenvolvimento de um time ágil está acostumada a se envolver holisticamente no projeto (código, testes, criação de histórias, etc.) e se o UX não costuma ouvi-los, acabam se sentindo criativamente limitados, como se fossem apenas “caras que codam” e se desmotivam muitas vezes tirando a importância do UX designer.

Sim, existem perfis de desenvolvedores que são focados apenas em seguir as diretrizes das documentações fornecidas, mas isto não deve se aplicar a um time Scrum que por padrão é integrado, curioso e multidisciplinar.

A grande questão: O time de desenvolvimento precisa apenas aceitar os designs fornecidos pela equipe de UX?

O time deve colaborar com UX da mesma forma que colabora com o P.O ajudando a identificar problemas e desafios técnicos, lacunas nos requisitos e recomendando bibliotecas de componentes que possam ser aproveitadas.

Mundo ideal: se possível, desenvolvedores participando de pesquisas, para ouvir a necessidade dos usuários e conversar com a UX sobre como implementar as soluções sob um ponto de vista mais técnico, ajudado a propor soluções alinhadas com as limitações de construção do produto.

Dedicar um tempo para entender e acreditar no produto pode ser muito motivador para os desenvolvedores, pois podem ajudar a identificar os pontos cegos e as oportunidades que a equipe de UX e PO pode ser negligenciada, se sentindo cada vez mais integrados e parte do time.

Sentimento do UX


A equipe de UX geralmente tem alguns problemas quando o time de desenvolvimento começa a discutir os projetos, pois muitas vezes acreditam que devem se concentrar apenas no desenvolvimento e deixar para eles (a equipe de UX) que são os especialistas em design, a criação da experiência do usuário.

Outro ponto bastante desmotivador é quando o time de desenvolvimento, PO e Scrum Master tem um entendimento equivocado do UX onde acreditam que apenas criam telas bonitas quando na verdade, sua contribuição é um processo de desenho do projeto como um todo o que impactará significativamente o sucesso do produto que será entregue.

Belê, mas como fazê-lo no Scrum?


Por sua proposta ágil é imprescindível o entrosamento da equipe e uma certa criatividade do UX designer para incorporar e adequar suas expertises. É necessário aplicar o aspecto adaptativo, colaborativo do UX tanto no contexto do produto a ser desenvolvido quanto à comunicação com a equipe.

Resumindo a ópera: A mesma empatia que temos com o usuário quando identificamos a solução para o problema, devemos utilizar para solucionar os problemas internos de entendimento de proposta de design do projeto.

Se você é um UX que acabou de sair da faculdade louco para aplicar tudo o que aprendeu ou leu aqui no blog e caiu direto num time de Scrum.... Muita calma neste momento.

Não dá para introduzir as cadeiras aprendidas na faculdade e nem as rotinas de uma equipe de UX ao pé da letra, dentro de um contexto de Sprints, time boxes e time de desenvolvimento multi-perfis. Aproveite o momento para evoluir alguns outros aspectos da profissão como adaptabilidade e criatividade pois vai ser fundamental este treino para gerar um resultado eficiente sem frustrações.

Pensar no futuro

Nas conversas que tive com os colegas (vale lembrar que Nielsen também observou este comportamento em seu estudo de caso) fomos unanimes no entendimento de que, assim como o P.O deve estar sempre à frente do time no entendimento do backlog e na criação das US’s, o UX designer também deve trabalhar "no futuro" construindo as experiências paralelamente a construção do entendimento da história junto aos stakeholders.

Se há documentos gerados para entregar ao time na planning, o UX deve compor estes documentos juntamente com o P.O (quer seja descritivos, wireframes ou protótipos).

Nesse modelo executado empiricamente, acreditamos ser mais e assertiva a construção das ideias que já vem amparadas pelo contexto da experiência do usuário e quando as histórias chegarem ao time de desenvolvimento, já terão sido validadas em nível de UX e a construção das US's será mais objetiva, tanto para o time quanto para os envolvidos.

Tá mas... Qual o papel da UX no time?

O mesmo papel dos demais membros do time, entregar as Sprints com todos os critérios de aceitação compreendidos. Temos que parar de mistificar a entidade UX e trata-la como tratamos o desenvolvedor, o designer e o testador e o PO. Todos fazem parte da equipe e entregam o mesmo produto.

E vale também, o UX se fazer integrar com o time, sendo parte, conversando e entendendo os pontos de vista de todos, dentro das Sprints e cerimonias.

Tá, mas e quando o UX tem que desenhar o layout também?

Mundo ideal? Design no futuro também. Não rolou, pois sobrecarregou o UX com as análises de backlog, deixando ele sem tempo de desenhar para a planning? Volta para o time, veste o chapéu de UI que te pertence neste momento e faz a mágica acontecer!

O Product Owner (PO) com a última palavra

Em alguns casos, quando a demanda UX pode impactar diretamente a entrega da Sprint, o PO decide se será absorvida ou descartada. Quando a decisão é entre uma proposta UX e alguma solução o time de desenvolvimento, não importa o que decida, alguém ficará frustrado.

Tá, mas... O PO deve mandar na UX?


Não vamos confundir P.O com ditador. Na ótica do Scrum, somente se UX impactar diretamente no aceite da história em que está envolvido, o PO vai ter que tomar uma decisão sobre o assunto.

Se houver uma necessidade comercial que conflite com a necessidade do usuário e o time não conseguir integrar uma solução que maximize a experiência do usuário e atenda necessidades do negócio do cliente, o PO terá a palavra final, pois é responsável por um produto bem-sucedido.

Dica para a vida: Quanto mais o PO estiver ciente da necessidade do usuário, mais significativa a condução será neste sentido. Algumas pessoas que conheço, como eu, migraram para PO com essa expertise para equilibrar essa demanda necessária para o sucesso do produto.

Havendo oportunidade, promovam dentro de suas equipes pequenos bate papos sobre a importância do usuário ser acolhido dentro da proposta de desenvolvimento ágil pois além de contribuir para o entendimento do UX ainda irá gerar um importante vínculo entre o time.

Radicalismo na utilização do Scrum

Muitas vezes por falta de experiência ou de esquecimento do empirismo que permeia todo o framework, sua aplicação é levada ao pé da letra como se o Scrum guide um passo a passo a ser seguido ao pé da letra.

Esse tipo de movimento acaba trazendo frustração pois tudo o que sair do “escopo” será considerado como uma prática errada e muitas vezes não sobrará espaço para a adaptação de algumas tarefas, incluído UX, dentro das cerimônias e time-boxes.

Tenha sempre em mente que o movimento ágil é bem claro quando diz que processos não substituem as habilidades de um time de desenvolvimento, dessa forma o papel de um processo é dar suporte ao time de no seu trabalho e não ditar regras de trabalho.

Alinhamento da equipe através das cerimonias

Esse último ponto vale para todos os envolvidos e devemos sempre levar em consideração em se tratado de uma proposta ágil: Pessoas de expertises diferentes, interagindo em níveis diferentes de expectativa, conhecimento, cultura e formação podem tornar o processo de desenvolvimento cansativo e frustrante se não houver sinergia, por isso, as cerimonias devem ser respeitadas e aproveitadas para atualizar o status de cada um dentro da Sprint e integrar a todos.

Espero ter contribuído para essa união fantástica acontecer aí no seu local de trabalho também. Se tiver alguma coisa que faz e que é diferente do que propus, por favor compartilha com a gente aí embaixo para que juntos possamos criar uma forma bacana e eficiente de integrar UX e Scrum em nosso dia a dia.

Até mais!

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10 de nov. de 2015

E-commerces gringos com checkouts inspiradores



Hoje em dia tem e-commerce de tudo e a medida que a oferta venda de produtos aumenta no meio digital, aumenta também a quantidade de pessoas que compram online.

E o que a gente encontra por ai? E-commerces atraentes que fazem brilhar os olhinhos do cliente mas que as vezes esquecem que depois de escolher o produto, ele vai ter que entrar num túnel - para muitos deles negro, tenebroso e duvidoso – do fechamento do carrinho, finalização da compra, o checkout.

Uma coisa é certa: Ninguém em sã consciência vai largar os dados do cartão de crédito num site qualquer. Observamos o grau de confiança que ele demonstra durante toda a navegação, mas é na hora de fechar a compra que dá o veredito.

Pensando nisso e por ser uma compradora online inveterada e diversificada (sério! Vou de figuras de ação a energia solar), resolvi trazer umas informações bem legais de um artigo que li. Ele apresenta uma lista de e-commerces gringos com checkouts simpáticos e inspiradore.

Para alguns pode ser mais do mesmo, para outros pequenas simplicidades que são esquecidas na hora do corre corre do projeto de e-commerce e para quem estiver começando no mundo das vendas online e precisa de dicas,  dará uma ideia clara de como criar uma página de checkout que aumente as conversões e transforme visitantes em clientes.

Vamos lá!

Apple
http://www.apple.com/




Ofere uma opção bem simpática chamada Guest Checkout que dá o conforto para o cliente de não precisar preencher todos os seus detalhes antes de fechar a compra. Alguns e-commerces brasucas tem a compra em 1 click. É disso que estamos falando!
O lado B desta feature é que os dados do usuário não ficam registrados.

Bellroy
http://bellroy.com/



Express checkout. Em 1 página você finaliza a compra e consegue ver todas as informações que está inserindo num único local. Simples e eficiente para os públicos que não tem tempo e nem muita paciência na hora de concluir uma compra online.

Nixon 
http://www.nixon.com/us/en/



Esse exemplo é para os mais clássicos que ainda apostam nas etapas para concluir a compra. Ele utiliza uma barra de progresso que mostra para o cliente o tempo todo onde ele está e quanto falta para concluir.
Outra coisa bacana é que inclui links para política de transporte marítimo, política de devolução, detalhes sobre a garantia do produto e aviso de privacidade para trazer mais confiança aos clientes.

Amazon
http://www.amazon.com/



Isso é legal! Sign in enxuto. Você insere o e-mail ( que vai ter que inserir de qualquer jeito mesmo, sendo novo ou não por alí) e depois avisa se é cliente ou é novo cliente.

Made
http://www.made.com/



Tem um timer! Os designers deste site adicionaram um cronômetro de contagem regressiva na página para criar um senso de urgência nos compradores.

Além do timer, a página também mostra o quanto os consumidores estão economizando em suas encomendas, tornando-os mais confiantes sobre sua decisão de compra. Uma seduçãozinha para finalizarem a compra.

Zappos 
http://www.zappos.com/



Para gerar maior sensação de conforto e confiança na hora de fechar a compra, eles posicionaram selos de segurança, cadeado (simbolizando a compra segura) e logotipos de cartões de créditos tradicionais no mercado.
Além disso, para fechar a confiança com chave de outo, ele permite editar as compras durante o processo de fechamento e até mesmo remover itens.

Dune Londreshttp://www.dunelondon.com/



Resumo da compra no inicio do processo de compra. E ele ainda garante que os clientes saibam exatamente o quanto estão pagando à medida que passam pelo processo de checkout.
Esse recurso garante que os clientes não estão sendo pagando taxas escondidas. É uma experiência de compras clara e simples.

Simplyhike
http://www.simplyhike.co.uk/



Isto parece óbvio mas ainda não é! Sites com várias opções de entrega com valores, prazos claros é importantíssimo.

E várias opções de pagamento, incluindo paypal, pagsguro e boletos é algo a se considerar seriamente na hora de montar uma loja online.

Esse recurso ajuda a um e-commerce loja diminuição carrinho de compras abandono e aumentar as conversões.

Se você gostou e quer ler o artigo original com mais informações clica aqui



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10 de mar. de 2015

Dados, conteúdo e informação

“A informação não é uma moda passageira. Ele nem sequer foi inventada na era da informação. Como conceito, a informação é velha como a linguagem.”

As vezes, durante o trabalho, fico me questionando sobre as equipes UX que convivo e sobre a compreensão de todos sobre o que é a informação e o significado de sua arquitetura dentro de um projeto.

Tem um livro bastante interessante de Abby Covert, chamado “How to Make Sense of Any Mess” que coloca de forma simples e simpática, este ponto tão importante e crucial que é a arquitetura da informação nos projetos, que muitas vezes tem ficado esquecido em meio a tantos novos expertises e demandas do mercado. 

Abaixo vou trazer alguns pontos legais que gostaria de dividir com vocês;

 Primeira coisa que precisamos resgatar é o entendimento de que informação não é uma coisa.

Ela não é objetiva e sim subjetiva e representa tudo o que o usuário irá interpretar a partir do arranjo ou sequencia de “coisas” que encontra.

Exemplificando, imagine que está procurando por uma fatia de bolo de chocolate em uma confeitaria.

Quando você entra na loja, pode constatar que existem várais fatias de um apetitoso bolo de laranja, lindamente arranjadas no expositor. E ao lado delas, existe um prato com uma única fatia de bolo de chocolate.




Quando olha para a fatia solitária pensa logo que deviam existir mais fatias neste prato e que possívelmente compraram todas, restando apenas a que está sendo apresentada no balcão.

A maioria das pessoas iria pensar neste sentido pois foi criada uma crença social, baseada em evidencias que se repetiram ao longo dos dias do consumidor, que em um expositor, havendo um único produto, possívelmente os demais do mesmo tipo já foram comercializados. Certo?

Agora imaginemos esta mesma única fatia de bolo estratégicamente colocada no meio do prato e cercada de pequenos fios de chocolate. Alguns desavisados poderiam pensar que trata-se de uma fatia “especial”, uma receita única que foi desenvolvida e está ao alcançe daquele que a comprar.



O que aconteceu neste exemplo é que, quando reorganizamos o prato de bolo, com a inteção de mudar a forma como as pessoas interpretam a mensagem que ele está passando estamos arquitetando informações.

Percebam que, embora no exemplo dado acima, pudemos organizar as fatias com a intenção de mudar o significado da comunicação, não estamos realmente fazendo a informação seguir o curso planejado pois isto é uma tarefa que só os usuários podem fazer.

São eles que apropriam o significado informativo apresentado. Isso nos remete a um outro ponto bastante importante que tem ficado esquecido também: Informações não são dados ou conteúdos. Os dado são fatos, observações e perguntas sobre algo.

É o penso que o usuário está colocando para entender a informação que está sendo apresentada. No exemplo do bolo é a reflexão que ele irá fazer para entender se a fatia é a ultima disponível para venda, se é um produto especial, etc.

Já o conteudo pode ser a própria fatia, os fios de chocolate, palavras, documentos, imagens, videos ou seja lá o que estiver organizando. A informação é a resposta que cada pessoa deu para este conjunto de dados e conteúdos.

E tem uma outra questão importante que também está atrelada a informação: A ausência de conteúdo ou dados pode ser tão informativa quanto a presença dos mesmos.

Ainda no exemplo da fatia de bolo de chocolate, caso estivesse no expositor apenas o espaço vazio, com a etiqueta informando o preço, ainda assim, estão sendo fornecidas informações arquitetadas para que o usuário conclua da forma que melhor contextualizar a “não informação”.

Ainda neste exemplo, o usuário pode pensar que o produto é muito popular, logo está esgotado ou simplesmente que não existem bolos de chocolates para serem vendidos nesta confeitaria.

 Neste caso o espaço vazio entre os demais bolos expostos é o conteúdo e a impressão e observações que as pessoas fazem acerca desta ausencia são os dados e a conclusão é a informação decodificada.

Neste exercicio de pensar juntando dados e conteúdos, surge mais uma vez a informação e nos exemplos acima, pudemos perceber que pode ser projetada para atender diferentes necessidades.

Mais um exemplo bacana: Se você rasgar o conteúdo de seu livro favorito e jogar as palavras no chão, a pilha resultante não é o seu livro favorito. Se você definir cada palavra de seu livro favorito e organizar as definições em ordem alfabética, você teria um dicionário, não o seu livro favorito.

Se você organizar cada palavra de seu livro favorito, reunindo as palavras definidas de forma semelhante, você tem um dicionário de sinônimos, e não o seu livro favorito.

Nem a sopa de letrinhas no chão, nem o dicionário nem o dicionário de sinônimos é nada parecido com o seu livro favorito, porque foi a arquitetura das palavras criadas quando o autor escreveu o livro que determinou como você iria interpretar e utilizar a informação resultante.

 E vamos falar de usuários: aqueles cabras que se relacionam com as informações. Quando usamos a palavra usuários, estamos nos referindo a alguém que está consumindo algo, no caso em questão: a informação.

O que podemos resumir desta conversa toda a partir deste ponto é que: a Informação é trasmutada pelo usuário de acordo com o que ele interpreta e entende dos dados e conteúdos fornecidos a ele. Certo?

Outra coisa importante que nunca podemos esquecer: O usuário é, na grande maioria das vezes, uma pessoa.

E quando se trata de pesoas interpretando coisas, percebemos como são complexas e cheias de contradições estas criaturas podem ser, pois são únicas e baseiam suas crenças, julgamentos e entendimentos nas memórias e aprendizados culturais, sociais e tudo aquilo que contribuiu para sua construção enquanto pessoa.

Por conta disto tudo, temos uma maneira particular e única de interpretar e se relacionar com o mundo ao redor e com as informações que dele provém.

E para a arquitetura de informação, cujo sentido acontece através da interpretação que as pessoas dão a um conjunto de dados e contextos, isto se torna desafiador.

 E digo mais, só a arquitetura de informação vai além da manipulação dos conteúdos e ultrapassa corajosamente as bordas da realidade atual, perguntando, pesquisando e inspirando mudanças na forma como as pessoas abordam e interagem com a informação web.

Em tempos de excesso de contextos, conteúdos e dados, se torna fundamental que a informação seja organizada de forma que as pessoas entendam do modo mais objetivo e simples possivel.

Para que isso aconteça, seja qualquer coisa que você for dentro de um projeto digital, antes de tudo, seja AI.

 Leia um artigo com esta informação e muito mais aqui 
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8 de ago. de 2014

Como a UX pode influenciar no ROI de sua empresa


Todos nós sabemos que quando nossos clientes contratam um serviço de desenvolvimento ou criação de qualquer produto web, a coisa que ele mais quer é aumentar seu ROI.
Oi? RÓI? Dos Menudos
(só os nascidos nos anos 80 podem entender)
Então, para aqueles não familiarizados com o termo, ROI (rói) é a sigla para Return on Investment.
Na nossa tradução brazuca fica Retorno sobre Investimento  e consiste na observação da relação de dinheiro ganho e/ou perdido em um determinado investimento. Se você está acostumado a trabalhar com o Google Adwords deve ouvir direto este termo.
Então pensei na dificuldade que algumas empresas sentem em passar a importância da UX dentro do projeto e achei um artigo gringo super legal que dá alguns pontos importantes de defesa na hora de fechar o projeto.
Vamos a eles:
Os custos de desenvolvimento reduzido 
O planejamento cuidadoso no início do processo de concepção de um produto vai economizar tempo, dinheiro e esforço a longo prazo.
Um estudo realizado por Smith & Reinersten considerou que as decisões-chave do sistema de design feitas durante os primeiros 10% do processo de concepção de um produto pode determinar 90% do custo e desempenho do produto.
A dica: um investimento em UX, com direito a testes de usuários, irá salvar o projeto de correções impactantes no final.
Custos de suporte reduzidos
Um produto com melhor usabilidade minimiza potenciais problemas de suporte ao cliente e consequentemente, reduz os custos de suporte.
Um estudo realizado por Pressman constatou que 80% dos custos durante o ciclo de vida de um software se originam na fase de manutenção e para dar uma dramatizada no cenário, o estudo também constatou que a maioria desses custos surgem porque as necessidades de navegação do usuário não foram previstas e/ou satisfeitas.
Então colega, é a hora de chegar ao cliente e dizer que “Investir em usabilidade ajuda a resolver esses problemas durante a fase de projeto, onde podem ser tratados a um custo muito menor. “
Aumento de Vendas
Não estamos falando nenhuma novidade quando afirmamos que uma melhor usabilidade para os clientes faz com que fiquem mais propensos a consumir o produto/serviço oferecido, não é mesmo?
Vamos aos fatos: mais um estudo realizado pela Creative Good descobriu que proporcionar uma melhor experiência para seus clientes pode aumentar o número de compradores em 40%.
Outro estudo de UI descobriu que, ao fornecer "informação suficiente para os seus clientes na hora certa” você pode aumentar as vendas em seu site em até 225%.
#sonhodeconsumodasempresas
Conclusão
Agora já sabe como impressionar o cliente na hora de fechar o projeto! Na reunião você só precisa acrescentar os benefícios de se investir em usabilidade e fazer com que entendam que estes não terminam com o usuário. Vão além: um projeto de usabilidade adequado poupa dinheiro em suporte e desenvolvimento e também pode aumentar a receita da empresa com maiores vendas
Lembre seu cliente de que o  tempo e o dinheiro que irá investir em UX fornecerá uma série de benefícios a longo prazo.
Quer ler o artigo na integra clica aqui ó 
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20 de fev. de 2013

O que os Lideres de UX podem aprender com Phil Jackson

Estava eu lendo um artigo e não aguentei. Traduzi, “IRISei” e trouxe para compartilhar com vocês.O artigo foi escrito para os profissionais UX mas com certeza cabe a leitura para todos os lideres de áreas. Bom proveito!

Liderar uma equipe de profissionais talentosos de UX não é fácil. Administrar as energias criativas e os egos que vem com cada um deles, descobrir maneiras de nivelar o tratamento de toda a equipe considerando suas divergências, manter os projetos sob controle e ainda ter a consideração e admiração da equipe não é tarefa fácil. Aliás, não é tarefa e sim uma manobra radical de snowboard (para refrescar as idéias em tempos de calores extremos) nunca antes tentada.

Parece impossível né? Mas existem outras profissões de certa forma semelhantes: ser técnico da NBA.

Olha a realidade do cara: Disputar jogadores com o mercado, fãs enlouquecidos (tudo bem... os UX não estão com essa bola toda, eu sei), proprietarios que veem o campeonato como unica fonte de dinhe, digo, sucesso e o famoso drama da equipe que nunca é a mesma em duas temporadas seguidas. Drama. Muito drama!

Mas, dentro de toda essa loucura, existe um treinador bem sucedido: o grande Phil Jackson que é considerado o maior treinador de todos os tempo.
Ele definitivamente é o cara. Abrazucando a coisa toda, podemos dizer que ele é alguma coisa parecida com o nosso técnico da seleção de vôlei, o Bernardinho.



Com esse skill todo prosa, o que pode os UX leaders aprender com este grande mestre no que diz respeito a integração de equipes?

1 - Desenvolver a quimica da equipe com abordagens indiretas
Ao contrario do padrão consolidado no mercado que seria unir a equipe com reuniões obrigatórias, com o intuito de aprenderem a conviver e gostar uns dos outros, Phil sugere uma outra forma menos direta: cinemas, ler livros relacionados ao tema em grupo, saídas para se divertir em cassinos (realidade deles lá nas gringas! Não tente fazer isto no Brasil.) e por ai vai. Nesse modelo ele obteve participação total de sua equipe sem baixar o moral ou perder a química através do confronto direto das reuniões obrigatórias.

Trazendo para nossa realidade, sempre estamos muito sensíveis sobre o que pensam da qualidade e valor do nosso trabalho como membros de uma equipe e para evitar o risco da aproximação direta, vale tentar alguns métodos divertidos indiretos, tais como happy hour depois do trabalho, lançar mais elogios em reuniões, celebrar eventos pessoais (por exemplo aniversários) e o que mais a criatividade e o estilo de cada equipe permitir!

2 - Fazer todos se sentirem parte da equipe
Phil diz que dois jogadores mais difíceis de trabalhar foram Michael Jordan e Kobe Bryant. Ambos passaram anos em times em que eram as únicas estrelas e portanto o peso de cada jogo era colocado diretamente sob seus ombros, sem equipe de apoio compatível com o nível de cada um. Por conta disto, mesmo quando entravam em equipes com o nível adequado, o residual de suas experiencias anteriores se manteve, levando os colegas a se sentirem inadequados dentro do time.

Phil modificou isto sentando e conversando com ambos. Explicando que a marca de um grande jogador é a capacidade de fazer todos os seus colegas jogarem melhor e isto fez com que Jordan confiasse mais na equipe e o fez perceber que eram jogadores fortes. E Kobe também passou a reconhecer as habilidades de seus companheiros.

É dificil criar uma situação onde todos se sintam valorizados e respeitados, e fica mais evidente com membros mais juniores, pois eles podem se sentir desvalorizados ao lado de membros mais experientes. E para criar uma cultura de grupo onde todos se sintam valorizados, é preciso mais do que elogios regulares.

Antes de qualquer coisa todos devem saber quem é quem e o que faz cada um. E você, como líder  deve mostrar a especialidades de cada um e por que cada diferencial é tão somatório na equipe e fundamental para o sucesso do grupo. Também é uma boa idéia conversar regularmente com todos os membros de forma individual, para avaliar seu valor e tranquiliza-lo quanto a isto.



3 - Criar funções de liderança situacional para todos os membros da equipe
Quando Phil treinou a dupla Kobe e Shaq ele criou dois principais esquemas ofensivos, onde cada jogador seria a primeira opção e a decisão de qual esquema usar era simples: equipe com bom centro, Kobe atacaria, caso contrario, Shaq.

Você pode pensar em determinadas situações em que cada um dos membros de sua equipe pode lidar melhor. Todo mundo se destaca mais em algum aspecto e você pode usar isto como oportunidade para este membro. Assim você libera a criatividade e capacita as pessoas a falar, destruindo aqueles pensamentos pré concebido que geralmente equipes que não tem entrosamento possuem.

4 - Ensina-los a agir quando você não está presente
Durante as temporadas finais como treinador, Phil Jackson tinha muitos problemas de saúde que tornaram impossível para ele estar com sua equipe regularmente. Apesar disto eles ainda ganharam um campeonato e isto foi possível porque a sua equipe sabia agir quando ele não estava por perto.

Sejamos sensatos, a menos que você seja um deus com onipresença garantida no mercado, jamais conseguirá estar todo o tempo presente com sua equipe. E para certificar-se de que eles não ficarão correndo e gritando de um lado para o outro em sua ausência, sem saber o que fazer, é importante que exista uma transferência gradual de responsabilidade de cada membro. Isto não significa abrir mão de sua autoridade e sim dar-lhes bastante confiança em suas habilidades.

Quer um exemplo simples? Ao analisar um novo projeto, vá até algum membro de sua equipe e peça opinião sobre fluxo, depois vá a outro e pergunte o que acha sobre a interação. Coisas simples como estas demonstram que você confia neles para tomar decisões por conta própria.

Como a liderança é o seu trabalho e para garantir a integração positiva da equipe é importante mostrar a eles como trabalhar juntos e dar a cada um deles um senso de valor. Phil Jackson usou este modelo e teve sucesso. Um grande líder tem que entender os talentos de sua equipe, suas personalidades, o que precisam para se sentir satisfeitos e o valor de alcançar o objetivo final, juntos.

Quer ler também de onde veio o assunto todo?
http://uxmag.com/articles/lead-your-ux-team-like-phil-jackson


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7 de mar. de 2012

O comportamento na era da informação



O comportamento na era da informação

Depois de calorosas conversas com colegas de profissão, onde o ponto crítico girava em torno de evolução dos produtos web e interações com mídias sociais, fiz uma pequena reflexão, pontuando as mudanças significativas que ocorreram neste processo.

Qual o tamanho dessa informação?

Nós que trabalhamos com o digital sabemos que o momento da informação é diferente e reflete em nosso comportamento, pois ainda estamos nos adaptando e aprendendo alimentar corretamente este novo “comunicar sem palavra falada”. Sabemos que esta informação expressa emoções, intenções e vontades por isto é um período de grandes mudanças que afetam cultura, sociedade, entretenimento e principalmente economia.

Falamos mais via web e as mídias sociais nos ajudaram a enxergar nossa voz de usuário participativa e muitas vezes decisória, ao mesmo tempo em que evidenciou (e para alguns obrigou) a necessidade de informação nos sites que oferecem produtos ou serviços.

Por exemplo, vou criar um e-commerce, meu foco é venda de produtos então crio um leque amplo de produtos e tenho que ser bastante abrangente nas informações dos produtos, quer sejam principais (diretas sobre o produto) e acessórias (dicas, sugestões, feedbacks, etc.).

Se não envolver o consumidor criando uma atmosfera de credibilidade e confiança não atinjo meu objetivo e isto acontece quando não deixamos margens para dúvidas e inseguranças. A empresa tem que estar lá visceralmente e esta presença deve transmitir credibilidade, eliminar dúvidas e evitar interpretações equivocadas.

Ah Iris, mas vamos fazer do site um livro de 800 paginas?

Não leitor aflito! Não falo em quantidade, mas em qualidade. Imagine hoje, pegando o gancho que o usuário produz informação que se espalha. Esta informação disseminada é de uma empresa que não se expressou corretamente (vendeu algo que não pode entregar, promete algo que não vai cumprir, deixou de falar algo importante ou falou tanto que nem foi lido), pode ser tão negativa que o prejuízo desta simples ação de um “carinha” qualquer não chegaria perto do valor de um investimento em organização desta informação toda.

E a coisa não para por ai. O número de pessoas conectadas cresce proporcionalmente a medida que novos aparelhos com acesso a internet são disponibilizados (smartphones, tablets, etc), aumentando a necessidade vários formatos de visualização desta informação toda. E isto muda o ambiente e tratamento. Sim senhores responsáveis por organizar estas informações todas, somos obrigados a sair da nossa zona de conforto das diretivas já conhecidas da profissão e olhar além, prevendo e comportando estes novos formatos de conteúdo.

Você consegue perceber que não falamos deste volume de dados em mensuráveis em caracteres, mas em qualificação e racionalização dessas informações que podem resultar em retirar informações desnecessárias ou inserir complementares?

O comportamento do projeto

Relembrando o básico: quando uma pessoa entra no ambiente internet, quer encontrar, entender e gostar daquilo que esta vendo ou mesmo buscando. Nosso objetivo enquanto profissional da área é encontrar a forma mais simples para isto acontecer.

Ao contrário de alguns anos atrás, existem ferramentas e softwares que ajudam a trazer esta simplicidade e encontrabilidade para dentro do projeto e para isto é necessário sinergia. A convergência de tecnologias não é mais uma “frase de impacto” para “causar” impressões positivas em quem a lê ou escuta, mas uma necessidade para absorver e fidelizar os consumidores de web. Para nós que lidamos com informação, essa troca é fundamental para a gerência e desenvolvimento de produtos eficientes.

Não temos necessidades de ter formações em psicologia, antropologia, e outras porem a multidisciplinaridade é fundamental. Calma... Você não precisa sair fazendo desde Planejamento até SEO, mas é importante que saiba o que significa e o impacto da área no projeto. Além de melhorar a conversa entre colegas vai despertar o olhar amplo (que é muito superestimado atualmente entre os clientes e empregadores). Entenda o mercado, tendências, perfil de cada público e tudo que nos trouxer informações fiéis sobre o comportamento dos consumidores virtuais e sobreviverá com louvores a essa empreitada de criar uma solução web de sucesso.

Tá... Mas e ai?

Você falou da informação que mudou, da exigência do consumidor e disse também que se ele não gostar do site vai sair falando mal por ai e o pior...tem gente que vai acreditar.

Ah! Falou também que os caras que vão fazer o site tem que pensar numa vibe “para o infinito e além” do Buzz Lightyear (To Infinity and Beyond) e conversar com várias áreas para achar a melhor forma da empresa aparecer bem aos olhos do cliente e comprar o produto. Sem esquecer que está todo mundo acessando o site em vários aparelhos e a informação tem que sair legal em todos eles.

Agora me diga como eu faço para falar com o consumidor e sair bem na conversa. Tem como?! Quem é esse cidadão que vai conhecer e espalhar na web?!

Olha leitor carente de atenção... O sucesso depende dos fatores que citou acima e também de entender seu publico. Abaixo alguns lembretes importantes na hora de comunicar dentro da web:

A acessibilidade virtual é uma realidade e hoje, pessoas de qualquer nível de conhecimento em internet podem acessa-la através de computadores, celulares, notebooks ou outros devices e por isto o conteúdo deve estar disposto claramente seja qual for o aparelho que irá acessá-lo.

Consumidor produz conteúdo e este deve ser considerado e estudado, pois pode transmitir informações importantes sobre produto e sobre a organização da informação que se referiu.

Cross Media harmônica para os meios de comunicação funcionarem de forma eficiente nesta era de informação é importante que haja uma troca entre eles.

Resumindo a ópera as mudanças são significativas, porém a regência da comunicação continua intocável:

Ainda temos um emissor (o site da empresa), que envia a mensagem por um canal (internet) sem ruídos (Banda larga? Não! Sem ruídos que atrapalhem a mensagem e não seu carregamento).

O usuário (receptor) que precisa encontrar a informação entra no site, recebe e decodifica a mensagem e depois feliz por ter entendido, envia seu feedback pelo canal (compra, entende, responde ou seja qual for a ação que seu produto web queira que ele tenha) que será absorvido pela empresa.

Uma boa dose de conhecimento prático, boas metas e olhares para estes pontos citados podem render um bom caldo. Não é?
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