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11 de mar. de 2019

O que é Internet das Coisas?



Já imaginou um futuro não muito distante, onde seus eletroeletrônicos podem funcionar sincronizada e simultaneamente a partir de uma banda larga conectada?

Isto não é cenário de filmes futuristas ou da casa do Tony Stark (Iron man – Marvel) e sim um conceito de conexão em rede via internet inovador que aos poucos, ganha espaço dentro de nossas casas. A famosa internet das coisas ou Internet of Things (IoT).

Como funciona?
Através de dispositivos (os equipamentos do nosso dia a dia), rede (internet) e um sistema de controle, a Internet das Coisas conecta objetos para trocarem informações entre si pela rede, com o intuito de facilitar as tarefas cotidianas dos usuários.

Para simplificar, imagine a sua casa. Agora pense na sua cafeteira iniciando o preparo do café, segundos depois de você desligar o alarme do seu despertador.

Seu fogão te avisando, através de sua smart TV, quando sua carne está assada ou mesmo sua geladeira anunciando que a bebida está gelada através do seu relógio naquele final de semana de festa em casa.

Aplicações
As aplicações do conceito são diversas e podem ser implementadas em vários segmentos do nosso cotidiano:
  • As lâmpadas da casa alterando os tons de acordo com a claridade do ambiente ou se apagando quanto todos saírem do local;
  • Um aspirador de pó robô que inicia a limpeza após o horário comercial;
  • Nos dias frios, o aquecedor e a lareira pode se ativar minutos antes de você chegar;
  • Carros avisando o fabricante e caso de defeito, evitando acidentes;
  • Tratores e guindastes fazendo trabalhos noturnos automaticamente, através das coordenadas dos satélites;
  • Dispositivos inteligentes vestíveis que monitorem os dados vitais do paciente, otimizando o atendimento e facilitando o diagnóstico nos hospitais;
  •  Berços que monitoram o sono dos bebes, detectando alterações nos sinais vitais durante a noite e informando os pais.

A internet das coisas é uma iniciativa que visa auxiliar e melhorar nossa mobilidade dentro das nossas tarefas cotidianas, permitindo a integração dos nossos objetos de uso diários.

E isto não é parte de uma realidade distante pois já existem muitos objetos da nossa rotina e estilo de vida que já estão inteligentes e conectados.

Já pensou como essa tendência pode influenciar positivamente seu dia a dia?

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2 de out. de 2012

Chegamos nas pequenas agencias!


Então é oficial: os Arquitetos de Informação, Designers de experiência, Analistas de usabilidade, etc, entraram também nas pequenas agencias digitais.

Invadimos uma área habitada anteriormente por designers, programadores, atendimentos, planners e uma série de perfis consolidados no mercado. E nossa gloriosa tarefa é organizar, e muitas vezes acompanhar com micro-consultorias, várias destas áreas sem deixar qualquer má impressão ou desconfortos.

Tudo muito bom, porém tem um detalhe: eles já faziam muito bem seus trabalhos sem nossa presença e muitos deles sabem boas práticas do segmento, possuem anos de experiencia em seu oficio enquanto muitos de nós viemos de skills diferentes e mal completamos uma década nesta labuta. Claro que devemos considerar exceções.

Multifacetas da formação
Para exemplificar comigo mesma: enquanto publicitária e analista de sistemas por formação; estudante de usabilidade com ênfase na infância; estudiosa (leia-se nerd) de psicologia, might beanz, filosofia, história, culinária para dummies, sociologia e nerfs; cantora whatever; estagiaria de dona de casa – que sirva de exemplo meu estrambótico skill –  sou arquiteta de informação e desenhista de experiencias. É facilmente perceptível que construí de forma empírica o meu conhecimento sobre AI, UX e só depois começaram as especializações. E lá no início, por muito tempo fui considerada “aquela mala sem alça” que caiu de paraquedas na equipe.

Sinceramente sou bem humorada demais para me incomodar e hoje em dia, embora as equipes me respeitem como profissional, tendo meu espaço garantido no staff, incorporei a nova distinção ao me apresentar com toques de humor: “arquiteta e mala sem alça”, “designer de experiência e mala sem alça” e por ai vai. As pessoas sorriem e pronto, primeiro gelo quebrado! Sem contar que estes conhecimentos “aleatórios” no inicio geradores de certas desconfianças, hoje compõem minhas pesquisas e estudos de forma significativa e sistemática.

Mas o caminho que inicia no estranhamento, quando surgimos dentro das agencias, e vai até a total absorção da nossa modalidade profissional pede paciência,  pois o nosso desafio é, além de suprir as necessidades de UX e AI do projeto, criar estabilidade social dentro da equipe mostrando que chegamos para somar. E isto pode demorar um pouco, pois no caminho existem vários pequenos obstáculos a se ultrapassar.

Porque estes estranhos estão aqui?
Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que isto não é uma constante em nossos ambientes e muito menos algum tipo de desabafo e sim o resultado de varias conversas com colegas de classe que me inspiraram a escrever estas mal-traçadas linhas digitais. Tem muita agencia que nos ama e nos quer! 

Mas para aqueles que estão iniciando em sua empresa, uma área que cuida de informação e experiencia, ou mesmo se você resolveu mudar de ares ou está entrando em uma agencia onde será o primeiro a levantar nossa bandeira, aqui vão algumas informações que será legal saber:

·      Se sua empresa abriu vaga para AI, UX ou se está sendo convidado a ser o primeiro profissional com este perfil, é sinal de que havia uma demanda reprimida e provavelmente as equipes estão envolvidas demais em suas especialidades e se tornou fundamental alguém que esteja exclusivamente trabalhando com a organização das informações e a experiência do usuário dentro do produto digital;

·       Embora usabilidade, arquitetura de informação e experiencia de usuários não sejam coisas que surgiram da noite para o dia como o Nissim Ourfali, estávamos um pouco restritos a grandes agências e grandes projetos. Hoje a experiência é fundamental – as agencias e seus clientes perceberam que quem gosta compartilha – e todos precisam ter um olhar exclusivo para garantir este diferencial decisor.

Desmistificando o mala
Somos frenéticos. Temos que ser. Definitivamente, a imagem do profissional sentado, recebendo jobs pela manhã e entregando no final da tarde não nos pertence, e por conta disto, estamos o tempo todo conversando com todas as áreas, quer seja acompanhando, desenhando ou testando.
Detemos muita informação de projeto e integramos algumas expertises, e por conta de todas essas “andanças” é que surgem as famosas má impressões e a consagração dos malas.

Não estou dizendo nos parágrafos acima que somos como já diria chefito, “monstros sagrados” do digital. Não caro leitor, NÃO somos monstros sagrados e sim adquirimos o fator “corre pela agência e fala com todos” por conta de estarmos constantemente em todas as pontas alinhando e aparando arestas informativas enquanto o projeto estiver em nossa bancada. Ah! E também não somos gerentes de projeto, pois nosso foco é informação e experiencia!

"Mas Iris, no meu trampo tem um cara que se acha só porque trabalha com UX!." Caro leitor, te garanto que esta não é uma característica de formação da classe e esta pessoa não exemplifica o artigo que estas lendo.

De qualquer forma, vamos pensar em coisas simples que podem mostrar de forma simpática o fator “agregador” de benefícios que vem no ato da adoção de um arquiteto ou experienciador para a equipe:

·         Sabemos que tudo o que é novo, e entra no processo dentro de um ambiente profissional, causa certa comoção. Isto acontece quer seja com o café que mudou ou com as novas diretrizes e não poderia ser diferente com um novo profissional que vem orientar a informação e definir a melhor experiencia para a navegação;

·         Todas as vezes que entramos em um projeto, desoneramos alguém de tarefas que poderiam estar atrapalhando a entrega final. Quer um exemplo? Olha que beleza para o diretor de arte se nós pensarmos juntos o modelo de experiencia ideal e suas interações. E melhor! Além de otimizar o tempo ele ainda recebe wireframes – se o projeto pedir – com toda a organização informativa;

·         Os projetos ficam mais fáceis de conduzir em todas as pontas quando alguém se ocupa em definir experiencias e informação e o resultado pode ser um produto muito mais contextualizado e com menos refações.

Viu só. Ainda que seja certa forma nova, a inserção de Ais, Uxs, etc é muito importante. É o inicio de uma nova etapa no modelo de negócios da empresa onde as premissas começam a se agregar à boa experiencia. Todos somam e podemos ajudar a deixar isto claro para todos.

Lembrando sempre que o processo de integração não é apenas conhecimento de área e sim a soma deste com doses de empatia, profissionalismo, determinação e paciência  E esta receita de "juntar" não está pronta, mas pode ser um bom começo! E você? O que tem a dizer? 

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31 de ago. de 2011

O destino final para as mídias sociais

O destino final para as mídias sociais

Bom... Já é de conhecimento geral que eu sou uma apaixonada pelo movimento humano dentro da web. E por conta disto as redes sociais são grandes laboratórios que utilizo para conhecer comportamentos digitais auxiliando a criação de interações mais focadas na arquitetura de informação.

E de uns tempos para cá, observando os movimentos destas ferramentas e do Google, um termo tem acompanhado meus dias de forma muito intensa: rede social fragmentada.

Falando em termos seculares, um texto de Mauricio Valentin fala sobre a fragmentação social. Um termo que simboliza o resultado da definição das épocas.  Alguma coisa como um conjunto de fatos, que influenciaram transformações sociais, gerando conflitos em um âmbito de identidade pessoal e coletiva e seus devidos reagrupamentos.

Na linha de raciocínio de Stuart Hall, o desenho abaixo ilustra essa "ruptura" do sujeito (aquele do eu, tu, ele...) e os conflitos de identidade ocasionados pelos processos de globalização.


Resumindo a ópera, Hall, acredita que as velhas identidades, por tanto tempo estabilizando o mundo social estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo. Super pertinente se pegarmos este gancho olhando a realidade digital que estamos inseridos.

Exatamente neste cenário do "conhecimento antropológico e social da coisa toda", que me chamou a atenção alguns pontos citados por Tom Pick em um texto que fala sobre o fim (para onde vai levar) das mídias sociais. Alguns de seus apontamentos me fazem perceber que vivemos um momento de desfragmentação social na  internet.

Para explicar, começo falando sobre a liberdade de comunicação proporcionada pelas redes sociais que, ao contrário do que se acredita, estamos ainda em um momento de fascinação pelas possibilidades permitidas, sem determinados controles que definiriam certa estabilidade.

Olhando o cenário de forma rápida, parecemos estar adaptados, mas se pensarmos filosoficamente (Stuart Hallmente falando),  vivemos "conflitos de identidade" (qual midia usar? para que? para onde vamos depois do Facebook?) ocasionados pelo "processo de globalização" (acessos a diversas mídias sociais). 

Olhando por este prisma é fácil perceber que ainda estamos criando o "conjunto de fatos" para influenciar a transformação sócio virtual, e embora todos pareçam bastante confortáveis, ainda exploramos as potencialidades e aprendendo a tirar o melhor proveito destas plataformas de sociabilização virtual.

Pensando em termos de futuro podemos imaginar como ideal a integração e natividade total entre estas mídias, definindo "modus-operandus" claros como ferramentas de comunicação. E o que definirá esta adaptação será o desaparecimento ´dessa fragmentação que vivemos hoje, unificando a gestão das mídias sociais em uma plataforma bastante amigável. Lindo não?!

Tom Picks e seu amigo Richard Jones ( vale a pena ver o texto dos caras com o ponto de vista deles ), apontam alguns sinais interessantes que sobre a chegada deste momento:

1- Como sinal de maturidade das mídias sociais, elas viriam por padrão mencionado dentro da tela de contato do site como hoje aparecem endereços físicos e telefones de uma forma nativa e não como um adicional que relacione modernidade ou status. Ah vai... A gente já está caminhando para isso ;)

2- Esta mídia social seria menos fragmentada, universalizando as necessidades e funcionalidades em uma única ferramenta, diferente de nossa realidade pois temos login e senha em várias delas e agregamos a cada uma um valor resultando em diversidade de redes sociais. Exemplificando: facebook/amigos, linkedin/trabalho, foursquare/entretenimento e por ai vai. 

Dentro dessa lógica de englobar acessos, fornecer um único login (não sei porquê isto me lembra o Google...) é algo que será muito superestimado. As pessoas estão sobrecarregadas com o número de diferentes contas de que precisam ter para acessar cada uma das mídias sociais que se propõe participar. A ferramenta de gerenciamento final irá fornecer um login único para todos os indivíduos permitindo monitoramento, participação e análise dos resultados (hum....empresas...). 

Uau! Filosófico e não para por ai \o/

Neste contexto surgirá um dashboad para gerenciamento de múltiplas contas, fornecendo atualizações de status destas contas simultaneamente e  seu gerenciamento baseado em contatos e não plataformas (O Gmail permite sincronizar e gerenciar várias contas de e-mail).

Mídias sociais tem que ser multi-plataforma. Um usuário deve ter uma experiência PRODUTIVA em qualquer dispositivo de um telefone inteligente para um PC desktop com um grande HD monitor.

Hoje é realidade absoluta o crescimento do Facebook, Twitter, Linkedin e até mesmo o Google+ (ainda pequeno em termos de Brasil), nos indicando que já temos alguns caminhos apontados para o futuro. Tom Picks comenta que no momento em que cessar o surgimento de novas mídias sociais será dado início a uma preocupação em criar ferramentas que auxiliem as empresas a gerir suas comunicações através de canais sociais e a maturidade e a estabilidade das mídias sociais acontecerá.

Quando é que as mídias sociais tornam-se uma tecnologia madura? Isso é difícil dizer em ordem cronológica, pois a maioria de seus profissionais ainda vive o êxtase da descoberta. Ainda passamos pouco tempo analisando essas mídias como ferramenta, porém se prestarmos atenção, alguns movimentos já existem para estes novos caminhos e muita gente já sabe que estas mídias precisam de gestão. 

Não dá para dizer que esta "ferramenta" tem um nome, mas de forma ampla pode se chamar de mídia social de gerenciamento de sistemas (SMMS). 

Que me desculpem os "especialistas", mas é fascinante olhar e perceber que ainda vivemos um caos com ferramentas perdidas e embaralhadas que nos custam administra-las, dar significado e sentido de forma eficiente e produtiva.

Ainda que existam muitos profissionais para administra-las, pela falta de gerenciamento único e experimentação das plataformas, o direcionamento é amplo o suficiente para se prever apenas a linha do horizonte: tendências e possibilidades. E esta indefinição fica muito clara quando vejo pessoas perguntando "Saímos do Orkut e migramos para o Facebook, e depois? Para onde iremos?”

Isto é positivamente interessante pois denota que há um processo de fragmentação acontecendo que irá gerar este resultado definitvo em termos de ambientes sociais no digital. É um mergulho profundo em novas formas de se relacionar e estamos aprendendo a lidar com todas elas. É a idade contemporânea digital se formatando para permitir a adesão e experiencia de comunicação perfeita... Aí fica minha pergunta: Será?

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