2 de jul. de 2013

Consumidores preferem o design adaptável


Uma pesquisa feita pela Netbiscuits  mostrou que as pessoas preferem navegar em celulares, smartphones e tablets, encontrando o conteúdo procurado em sites adaptados, ao contrario do que muitas marcas pensam, quando criam aplicativos que duplicam o site no intuito de tornar a navegação no conteúdo mais amigável..

Isto mostra que amigável mesmo é navegar no site original, portanto é muito importante estruturar o site para ser visto por vários devices. Talvez os aplicativos possam ficar restritos a apoio de marca em promoções e destaques de produtos/serviços.

Foram entrevistados 5000 consumidores de informação online em 10 mercados, incluindo o Brasil, para entender o comportamento destes dentro deste universo.

Alguns pontos interessantes desta pesquisa:
  •   De todos os entrevistados, apenas 27% dos consumidores costumam baixar aplicativos dos sites de suas marcas preferidas;
  •  76% dos entrevistados disseram que não navegariam em um webisite  que não fosse adaptado para celular;
  • Ao navegar ou procurar informações na web móvel, 79% dos entrevistados disseram que preferem ter a opção de usar um site móvel, não um aplicativo do site;
  • 18% que estavam felizes apenas usando aplicativos nativos. 
"Estes pontos de vista são essenciais na definição de como as marcas se envolver com seus clientes online" disse Sally Applin, um antropólogo social e Ph.D.

É um momento de pensar se vale a pena as marcas investirem em aplicativos que substituem seu site e que não possuem o conteúdo e a usabilidade natural do site.

Talvez a saída mais eficiente para que estas marcas saiam na frente, seja implementar um design adaptável para todas as telas em todos os ambientes de internet móvel. Não é mesmo?
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18 de jun. de 2013

Adeus ao neolítico da internet. O mundo está acordando

Ontem eu participei de um ato cívico, talvez com o mesmo fervor que nossos pais e avos tenham tido a décadas atrás. Sentada na minha sala, entre meus textos sobre experiência de usuário, felinas enlouquecidas e desenhos do bob esponja de fundo eu pude ver toda a movimentação do Brasil em torno de um ideal e ajudar compartilhando as informações em minhas redes sociais.

Milhões de brasileiros nas ruas e outros tantos online gritando pelos seus direito. Duas massas gigantescas, uma real e outra virtual, com uma única voz. E tudo isto por causa de um facilitador indispensável: a internet.
Pude ver as mídias sociais passando de vitrines de pessoas felizes  para algo mais real e urgente, onde os posts que não faziam menção ao ato cívico ficavam perdidos, esquecidos num mar de informações sobre o que se passava no Brasil e no mundo.

 Há tempos atrás eu falava dessa apropriação das ferramentas sociais que a internet permite, e estes últimos tempos pudemos perceber o cunho social em sua mais plena forma de exercício, ligando pessoas que talvez nunca se vejam pessoalmente, a modelos e causas importantes e definitivas para uma melhora quer seja local ou mundial.

Que fique claro que meu foco aqui não é a politica nem o descontentamento das pessoas com seus países, mas sim a facilitação que a internet permitiu esse expressar e muito mais, foi além, permitiu articular e concretizar.

Eu lembro também que eu falava sobre a fase de “testes” que a internet estava passando, o surgimento das celebridades e sua rápida ascendência e queda e como todos nós a explorávamos para encontrar seu sentido na nossa sociedade criada pelas mídias sociais. Tudo sempre começou conversando com nossos conhecidos, depois as marcas buscaram se apropriar de espaços dentro deste contexto e conversar com seus clientes  (talvez um começo do amadurecimento) e agora vemos também atividades de cunho democrático acontecendo. Primeiro eu conversei com meu vizinho, depois com a marca do meu carro e agora eu converso com e sobre meu país.

Isto que está acontecendo deixa claro para mim a importância e o “assentamento” da função da internet como veiculo de comunicação muito rápido e eficiente. A televisão, que até então era nosso modelo de informação instantânea, não consegue ser tão imediata mesmo com boletins especiais parando sua programação rotineira e os repórteres desse novo modelo de comunicação são os mesmos embaixadores das marcas dentro de suas mídias sociais.

Fica muito claro que vivemos um momento impar e histórico não somente no quesito politico, até porque não é este o ponto do texto, mas no que diz respeito a comunicação social. Aquele período neolítico da internet onde as pessoas davam seus primeiros passos sociais com os outros povos porém ainda ficavam sem saber o que fazer,  está passando de fase. Estamos mais maduros no que diz respeito aos potenciais informativos e comunicativos que a rede pode oferecer e isto nos modifica.

E isto é grande e valioso e nós, que estudamos e aplicamos soluções para a internet estamos construindo uma historia muito significativa. Romantismos e idealismos a parte, este momento é aquele em que encontramos nosso lugar neste espaço cibernético e por isto, empresas, criativos, desenvolvedores, temos que ficar bem cientes de que o internauta tem voz, anda em grupos e é ouvido.

E isto não é tarefa de uma determinada expertise pois é uma mudança de pensamento e atinge a todos. O desenvolvedor, o designer, o dono da empresa e o atendimento tem que saber que as coisas estão mudando no digital e não podemos perder tempo em “modinhas” pois o seu internauta não está ligando para ela. Ele quer mais e além.

Se isto ainda não estava claro para algumas marcas que os últimos acontecimentos deste mês sirvam de alerta. O mundo acordou. Não foi só o Brasil.

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28 de fev. de 2013

Que cara tem um processo de UX



Então, como quase tudo na vida em que a proposta é a excelência ou simplesmente um resultado consistente é preciso pensar antes de fazer.

E pensar, seguido de uma organização das idéias traz para a ação, a cereja que encanta e uma experiencia positiva. Não pode ser diferente com os produtos digitais. E para gerar este elemento “cereja” é gerado a partir dos processos de UX. 

As vezes (e talvez pelo fato de profissionais UX serem novatos em muitos nichos), estes processos não são muito claros e definidos e fica a pergunta no ar: Qual a cara desses processos?

Falando de um modo macro, temos algumas fases claras para cumprir que são:

Estratégia → Investigação → Análise → Design de Produção

Clareou? Não?

Aqui embaixo tem três gráficos bem legais de processos de UX. Se quiser pode copiar ou se inspirar para criar o seu próprio processo. Boas ideias!


Vieram daqui ó:
http://uxmastery.com/what-does-a-user-centred-design-process-look-like/
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20 de fev. de 2013

O que os Lideres de UX podem aprender com Phil Jackson

Estava eu lendo um artigo e não aguentei. Traduzi, “IRISei” e trouxe para compartilhar com vocês.O artigo foi escrito para os profissionais UX mas com certeza cabe a leitura para todos os lideres de áreas. Bom proveito!

Liderar uma equipe de profissionais talentosos de UX não é fácil. Administrar as energias criativas e os egos que vem com cada um deles, descobrir maneiras de nivelar o tratamento de toda a equipe considerando suas divergências, manter os projetos sob controle e ainda ter a consideração e admiração da equipe não é tarefa fácil. Aliás, não é tarefa e sim uma manobra radical de snowboard (para refrescar as idéias em tempos de calores extremos) nunca antes tentada.

Parece impossível né? Mas existem outras profissões de certa forma semelhantes: ser técnico da NBA.

Olha a realidade do cara: Disputar jogadores com o mercado, fãs enlouquecidos (tudo bem... os UX não estão com essa bola toda, eu sei), proprietarios que veem o campeonato como unica fonte de dinhe, digo, sucesso e o famoso drama da equipe que nunca é a mesma em duas temporadas seguidas. Drama. Muito drama!

Mas, dentro de toda essa loucura, existe um treinador bem sucedido: o grande Phil Jackson que é considerado o maior treinador de todos os tempo.
Ele definitivamente é o cara. Abrazucando a coisa toda, podemos dizer que ele é alguma coisa parecida com o nosso técnico da seleção de vôlei, o Bernardinho.



Com esse skill todo prosa, o que pode os UX leaders aprender com este grande mestre no que diz respeito a integração de equipes?

1 - Desenvolver a quimica da equipe com abordagens indiretas
Ao contrario do padrão consolidado no mercado que seria unir a equipe com reuniões obrigatórias, com o intuito de aprenderem a conviver e gostar uns dos outros, Phil sugere uma outra forma menos direta: cinemas, ler livros relacionados ao tema em grupo, saídas para se divertir em cassinos (realidade deles lá nas gringas! Não tente fazer isto no Brasil.) e por ai vai. Nesse modelo ele obteve participação total de sua equipe sem baixar o moral ou perder a química através do confronto direto das reuniões obrigatórias.

Trazendo para nossa realidade, sempre estamos muito sensíveis sobre o que pensam da qualidade e valor do nosso trabalho como membros de uma equipe e para evitar o risco da aproximação direta, vale tentar alguns métodos divertidos indiretos, tais como happy hour depois do trabalho, lançar mais elogios em reuniões, celebrar eventos pessoais (por exemplo aniversários) e o que mais a criatividade e o estilo de cada equipe permitir!

2 - Fazer todos se sentirem parte da equipe
Phil diz que dois jogadores mais difíceis de trabalhar foram Michael Jordan e Kobe Bryant. Ambos passaram anos em times em que eram as únicas estrelas e portanto o peso de cada jogo era colocado diretamente sob seus ombros, sem equipe de apoio compatível com o nível de cada um. Por conta disto, mesmo quando entravam em equipes com o nível adequado, o residual de suas experiencias anteriores se manteve, levando os colegas a se sentirem inadequados dentro do time.

Phil modificou isto sentando e conversando com ambos. Explicando que a marca de um grande jogador é a capacidade de fazer todos os seus colegas jogarem melhor e isto fez com que Jordan confiasse mais na equipe e o fez perceber que eram jogadores fortes. E Kobe também passou a reconhecer as habilidades de seus companheiros.

É dificil criar uma situação onde todos se sintam valorizados e respeitados, e fica mais evidente com membros mais juniores, pois eles podem se sentir desvalorizados ao lado de membros mais experientes. E para criar uma cultura de grupo onde todos se sintam valorizados, é preciso mais do que elogios regulares.

Antes de qualquer coisa todos devem saber quem é quem e o que faz cada um. E você, como líder  deve mostrar a especialidades de cada um e por que cada diferencial é tão somatório na equipe e fundamental para o sucesso do grupo. Também é uma boa idéia conversar regularmente com todos os membros de forma individual, para avaliar seu valor e tranquiliza-lo quanto a isto.



3 - Criar funções de liderança situacional para todos os membros da equipe
Quando Phil treinou a dupla Kobe e Shaq ele criou dois principais esquemas ofensivos, onde cada jogador seria a primeira opção e a decisão de qual esquema usar era simples: equipe com bom centro, Kobe atacaria, caso contrario, Shaq.

Você pode pensar em determinadas situações em que cada um dos membros de sua equipe pode lidar melhor. Todo mundo se destaca mais em algum aspecto e você pode usar isto como oportunidade para este membro. Assim você libera a criatividade e capacita as pessoas a falar, destruindo aqueles pensamentos pré concebido que geralmente equipes que não tem entrosamento possuem.

4 - Ensina-los a agir quando você não está presente
Durante as temporadas finais como treinador, Phil Jackson tinha muitos problemas de saúde que tornaram impossível para ele estar com sua equipe regularmente. Apesar disto eles ainda ganharam um campeonato e isto foi possível porque a sua equipe sabia agir quando ele não estava por perto.

Sejamos sensatos, a menos que você seja um deus com onipresença garantida no mercado, jamais conseguirá estar todo o tempo presente com sua equipe. E para certificar-se de que eles não ficarão correndo e gritando de um lado para o outro em sua ausência, sem saber o que fazer, é importante que exista uma transferência gradual de responsabilidade de cada membro. Isto não significa abrir mão de sua autoridade e sim dar-lhes bastante confiança em suas habilidades.

Quer um exemplo simples? Ao analisar um novo projeto, vá até algum membro de sua equipe e peça opinião sobre fluxo, depois vá a outro e pergunte o que acha sobre a interação. Coisas simples como estas demonstram que você confia neles para tomar decisões por conta própria.

Como a liderança é o seu trabalho e para garantir a integração positiva da equipe é importante mostrar a eles como trabalhar juntos e dar a cada um deles um senso de valor. Phil Jackson usou este modelo e teve sucesso. Um grande líder tem que entender os talentos de sua equipe, suas personalidades, o que precisam para se sentir satisfeitos e o valor de alcançar o objetivo final, juntos.

Quer ler também de onde veio o assunto todo?
http://uxmag.com/articles/lead-your-ux-team-like-phil-jackson


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2 de out. de 2012

Chegamos nas pequenas agencias!


Então é oficial: os Arquitetos de Informação, Designers de experiência, Analistas de usabilidade, etc, entraram também nas pequenas agencias digitais.

Invadimos uma área habitada anteriormente por designers, programadores, atendimentos, planners e uma série de perfis consolidados no mercado. E nossa gloriosa tarefa é organizar, e muitas vezes acompanhar com micro-consultorias, várias destas áreas sem deixar qualquer má impressão ou desconfortos.

Tudo muito bom, porém tem um detalhe: eles já faziam muito bem seus trabalhos sem nossa presença e muitos deles sabem boas práticas do segmento, possuem anos de experiencia em seu oficio enquanto muitos de nós viemos de skills diferentes e mal completamos uma década nesta labuta. Claro que devemos considerar exceções.

Multifacetas da formação
Para exemplificar comigo mesma: enquanto publicitária e analista de sistemas por formação; estudante de usabilidade com ênfase na infância; estudiosa (leia-se nerd) de psicologia, might beanz, filosofia, história, culinária para dummies, sociologia e nerfs; cantora whatever; estagiaria de dona de casa – que sirva de exemplo meu estrambótico skill –  sou arquiteta de informação e desenhista de experiencias. É facilmente perceptível que construí de forma empírica o meu conhecimento sobre AI, UX e só depois começaram as especializações. E lá no início, por muito tempo fui considerada “aquela mala sem alça” que caiu de paraquedas na equipe.

Sinceramente sou bem humorada demais para me incomodar e hoje em dia, embora as equipes me respeitem como profissional, tendo meu espaço garantido no staff, incorporei a nova distinção ao me apresentar com toques de humor: “arquiteta e mala sem alça”, “designer de experiência e mala sem alça” e por ai vai. As pessoas sorriem e pronto, primeiro gelo quebrado! Sem contar que estes conhecimentos “aleatórios” no inicio geradores de certas desconfianças, hoje compõem minhas pesquisas e estudos de forma significativa e sistemática.

Mas o caminho que inicia no estranhamento, quando surgimos dentro das agencias, e vai até a total absorção da nossa modalidade profissional pede paciência,  pois o nosso desafio é, além de suprir as necessidades de UX e AI do projeto, criar estabilidade social dentro da equipe mostrando que chegamos para somar. E isto pode demorar um pouco, pois no caminho existem vários pequenos obstáculos a se ultrapassar.

Porque estes estranhos estão aqui?
Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que isto não é uma constante em nossos ambientes e muito menos algum tipo de desabafo e sim o resultado de varias conversas com colegas de classe que me inspiraram a escrever estas mal-traçadas linhas digitais. Tem muita agencia que nos ama e nos quer! 

Mas para aqueles que estão iniciando em sua empresa, uma área que cuida de informação e experiencia, ou mesmo se você resolveu mudar de ares ou está entrando em uma agencia onde será o primeiro a levantar nossa bandeira, aqui vão algumas informações que será legal saber:

·      Se sua empresa abriu vaga para AI, UX ou se está sendo convidado a ser o primeiro profissional com este perfil, é sinal de que havia uma demanda reprimida e provavelmente as equipes estão envolvidas demais em suas especialidades e se tornou fundamental alguém que esteja exclusivamente trabalhando com a organização das informações e a experiência do usuário dentro do produto digital;

·       Embora usabilidade, arquitetura de informação e experiencia de usuários não sejam coisas que surgiram da noite para o dia como o Nissim Ourfali, estávamos um pouco restritos a grandes agências e grandes projetos. Hoje a experiência é fundamental – as agencias e seus clientes perceberam que quem gosta compartilha – e todos precisam ter um olhar exclusivo para garantir este diferencial decisor.

Desmistificando o mala
Somos frenéticos. Temos que ser. Definitivamente, a imagem do profissional sentado, recebendo jobs pela manhã e entregando no final da tarde não nos pertence, e por conta disto, estamos o tempo todo conversando com todas as áreas, quer seja acompanhando, desenhando ou testando.
Detemos muita informação de projeto e integramos algumas expertises, e por conta de todas essas “andanças” é que surgem as famosas má impressões e a consagração dos malas.

Não estou dizendo nos parágrafos acima que somos como já diria chefito, “monstros sagrados” do digital. Não caro leitor, NÃO somos monstros sagrados e sim adquirimos o fator “corre pela agência e fala com todos” por conta de estarmos constantemente em todas as pontas alinhando e aparando arestas informativas enquanto o projeto estiver em nossa bancada. Ah! E também não somos gerentes de projeto, pois nosso foco é informação e experiencia!

"Mas Iris, no meu trampo tem um cara que se acha só porque trabalha com UX!." Caro leitor, te garanto que esta não é uma característica de formação da classe e esta pessoa não exemplifica o artigo que estas lendo.

De qualquer forma, vamos pensar em coisas simples que podem mostrar de forma simpática o fator “agregador” de benefícios que vem no ato da adoção de um arquiteto ou experienciador para a equipe:

·         Sabemos que tudo o que é novo, e entra no processo dentro de um ambiente profissional, causa certa comoção. Isto acontece quer seja com o café que mudou ou com as novas diretrizes e não poderia ser diferente com um novo profissional que vem orientar a informação e definir a melhor experiencia para a navegação;

·         Todas as vezes que entramos em um projeto, desoneramos alguém de tarefas que poderiam estar atrapalhando a entrega final. Quer um exemplo? Olha que beleza para o diretor de arte se nós pensarmos juntos o modelo de experiencia ideal e suas interações. E melhor! Além de otimizar o tempo ele ainda recebe wireframes – se o projeto pedir – com toda a organização informativa;

·         Os projetos ficam mais fáceis de conduzir em todas as pontas quando alguém se ocupa em definir experiencias e informação e o resultado pode ser um produto muito mais contextualizado e com menos refações.

Viu só. Ainda que seja certa forma nova, a inserção de Ais, Uxs, etc é muito importante. É o inicio de uma nova etapa no modelo de negócios da empresa onde as premissas começam a se agregar à boa experiencia. Todos somam e podemos ajudar a deixar isto claro para todos.

Lembrando sempre que o processo de integração não é apenas conhecimento de área e sim a soma deste com doses de empatia, profissionalismo, determinação e paciência  E esta receita de "juntar" não está pronta, mas pode ser um bom começo! E você? O que tem a dizer? 

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15 de ago. de 2012

10 principios de UX do Google


Os 10 princípios, listados pelo pessoal da GoNow:
1. Foco nas pessoas: suas vidas, trabalhos, sonhos. De nada adianta a premissa “se você construir, eles [os usuários] virão”.
2. Cada milisegundo importa. “Somos tão preocupados com o tempo de nossos usuários, que cada busca feita no Google apresenta o tempo que o sistema levou para retornar o resultado”.
3. O simples é poderoso. “A simplicidade é complexa de ser definida. Pois agrega vários elementos: facilidade de uso, rapidez, acessibilidade, coisas desse tipo. Mas no Google a gente começa o design pelo fundamental, ou seja, pela funcionalidade mais importante do produto”.
4. Envolva os usuários “iniciantes” e atraia os usuários “experientes”.
5. Atreva-se a inovar. “O Google sempre incentiva o teste de novos layouts, desde que a gente atenda à demanda dos usuários”.
6. Design para o mundo. “Nossos pesquisadores trabalham para entender o contexto cultural de cada usuário para que a gente entregue o design certo para cada audiência, para cada tipo de cultura”.
7. Atenda às necessidades de hoje e de amanhã, não espere pela segunda versão do produto.
8. Agrade aos olhos sem distrair a mente. “O conteúdo reina. Toda importância vai para o conteúdo que o usuário está buscando, tudo o que está em volta são “distrações” para que o foco seja fundamentalmente o conteúdo”.
9. Seja digno da confiança das pessoas. “Temos que garantir que o produto cumpra as funções às quais ele se propõe”.
10. Adicione um toque “humano”: não trate as pessoas como se fossem máquinas e computadores. “As interfaces devem criar uma espécie de diálogo com os usuários. A comunicação tem que ser de pessoas para pessoas, precisa ser direta e informal”.
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29 de jun. de 2012

Social Media também é UX


Li este artigo e achei muito legal traduzir uns pedaços e compartilhar com vocês.
O termo "Guru das mídias sociais" tornou-se quase um palavrão dentro da comunidade web. Na verdade, apesar de a maioria de nós, UX designers,  sermos os primeiros a adotar redes sociais como o Facebook ou Twitter, consideramos  este meio de comunicação algo que deve ser de responsabilidade unica dos especialistas das midias sociais.

Porém, mídia social deve ser uma preocupação dos UX designers . Ela é uma parte integrante da experiência do usuário, e nós somos os designers dessa experiência.

A experiência do usuário não ocorrer dentro de um único canal (como um site ou página do Facebook). Os usuários se movem entre múltiplos canais e assim, todos  precisam ser concebidos para uma experiência de usuário consistente.

Atualmente, nosso pensamento sobre mídias sociais raramente vai além do "share this", o escondido botão na parte inferior de cada página.

Descrição: http://auslieferung.commindo-media-ressourcen.de/www/delivery/lg.php?bannerid=3452&campaignid=1018&zoneid=68&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.smashingmagazine.com%2F2012%2F06%2F04%2Fsocial-media-is-a-part-of-the-user-experience%2F&cb=57119bee94
Indo Além "Share this"
Recentemente estava criando um seguro de viagens e ao preencher o formulário on-line me deparei com um "share this" na parte inferior. Por que alguém iria partilhar um formulário de seguro de viagem?

Mesmo que o fizessem, qual dos seus amigos iria olhar esta tela e preencher o formulário?Provavelmente nenhum deles!
Será que alguém realmente compartilhar um formulário de seguro de viagem?

O problema aqui foi que o "share this" foi aplicado indiscriminadamente em todo o site, num formato de informação global. 

Não houve um penso estratégico para tornar esse “share this” algo relevante. Provavelmente devido a limitações técnicas, no entanto, só porque algo é mais fácil tecnicamente não é desculpa para comprometer a experiência dos usuários.

Comparei isso com um site ambiental que visitei. Ao ler artigo me deparei com o seguinte fato chocante:

"Apenas 1% dos 560 milhões de moradores da cidade vivem na China estão respirando ar que seria considerado seguro de acordo com orientações da UE."

Esta é uma informação que vale a pena compartilhar. E o fizeram! Bem próxima a esta citação havia a opção de compartilhar com amigos no Facebook.

Qual a experiencia para o usuário?
1.    Foi específico.
Em vez de um discreto "Compartilhar esta página", ele identificou o conteúdo que vale a pena compartilhar.
2.    Facilitou o compartilhamento.
Seguindo o mantra Steve Krug, de " Não me faça pensar ", ele disse ao usuário o que compartilhar e fez o processo fácil em um único botão.

Este é o nível de pensamento que todos nós devemos ter ao criar um "share this” nas páginas de um site. No entanto, não são apenas os “share this” que requerem atenção, mas também os nossos botões "Sigam-nos".

SIGA-NOS. Por que eu deveria segui-lo?
Estava querendo comprar uma Canon, mas ao chegar ao site, uma das primeiras coisas que vi foi um "siga-nos no Facebook". 

Às vezes os ícones de “siga-nos” podem ser uma distração para a principal tarefa do usuário.

Da minha perspectiva esta era uma distração. Eu tinha vindo para o site para comprar uma câmera, não para seguir o varejista no Facebook. 

Este "call to action” pode me distrair e me levar para longe do objetivo do site que é vender e ganhar dinheiro.

Mas enfim, completei minha compra e apareceu uma tela de agradecimentos, onde fui apresentado à opção  "continuar comprando". 

Porquê? Por que eu iria continuar a fazer compras? Eu tinha acabado de fazer compras, por que eu iria começar de novo?

Em vez de um link redundante, agora era a hora de pedir às pessoas para seguir a loja nas midias sociais. Eu tinha terminado meu objetivo e cumprido o objetivo principal do site. Agora era o momento perfeito para ir para uma nova chamada à ação.

O "ask" teria sido ainda mais poderoso, se eles me dessem uma razão para segui-los. Com tantas marcas, celebridades e outros, pedindo-me para segui-los, por que eu deveria seguir este site de comércio eletrônico? O que teria de relevante para mim?

Se em vez de simplesmente pedir-me para "segui-los", acrescentariam alguma coisa, tipo:
"Siga-nos no Facebook para conselhos úteis sobre como obter o máximo de sua câmera nova."
Talvez eu me convencesse a segui-los.

Indo Além compartilhar e seguir
Todas as grandes redes sociais estão constantemente se aperfeiçoando para tornar mais fácil a interação e o cross entre todas as outras plataformas da marca.

Twitter oferece uma variedade de maneiras de integrar estreitamente com o seu site. Um dos meus preferidos é o Hovercard Twitter.

Ferramentas como o Disqus não integra apenas com uma rede social, mas com muitos.

Com tantas ferramentas disponíveis para adicionar funcionalidade social, não temos nenhuma razão para não fazê-lo. No entanto, adicionar estas ferramentas básicas em nossos sites é só o começo. Acredito que o verdadeiro poder da mídia social está apenas começando a ser explorado.

Social By Design
No Facebook têm uma frase: "Social by design". Isso se refere ao seu compromisso de colocar o social no centro de tudo que fazem. Para eles, a rede não é apenas sobre o conteúdo gerado por usuários, mas sobre a interação entre eles.

Creio que este princípio se estende para além da rede social e pode ser aplicado a muitos outros sites também. 

Somos seres sociais, portanto, muito do nosso comportamento e tomada de decisão é ditada por outros. Isto é bem entendido nas mídias offline e é algo que precisamos levar a sério no online também.

Se estivermos considerando um carro para comprar, onde comer fora ou simplesmente uma escola, gostamos de ouvir dicas e opiniões  dos nossos amigos, certo?

On-line também somos criaturas sociais. Ao comprar na Amazon, valorizamos as opiniões de quem já comprou, muitas vezes mais do que as informações descritas do produto. Igualmente estamos mais propensos para opinar, quando vemos que muitos já o fizeram.

Quando se trata de compras, vamos colocar mais peso em opiniões de consumidores do que material de marketing.

Por exemplo, embora a Amazon permita ler as opiniões de outros compradores, seria ainda melhor se as opiniões de amigos de confiança (por exemplo, seus amigos do Facebook) fossem as primeiras a serem vistas na página. Uma opinião de um desconhecido é bom, mas um comentário de um amigo é muito melhor!

Lembram-se do site ambiental que mencionei anteriormente? Ele me permitiu compartilhar uma citação específica, no entanto eu seria ainda mais impulsionado a compartilhar o link, se abaixo do botão de compartilhamento mostrasse alguns dos meus amigos que já tivessem partilhado a citação. 

Eu confio no julgamento dos meus amigos. Se eles compartilharam, então deve realmente valer a pena compartilhar!

Se eu puder ver um dos meus amigos já twittou algo, eu sou mais propensos a fazer o mesmo a mim mesmo.

Alguns sites já estão começando a aproveitar as nossas redes de amizade. Um exemplo é a Etsy , uma empresa que vende produtos feitos à mão. 

Você pode fazer login no site pelo Facebook  e ele vai sugerir produtos adequados para os seus amigos com base em seus interesses. 

Embora as sugestões não sejam perfeitas, são muito mais eficientes do que sugestões genéricas de "presentes para ele" ou "presentes para ela".
Etsy usa Facebook para sugerir presentes para seus amigos.

E isto não precisa ser limitado a e-commerces. Um site tipo Globo.com poderia usar os tweets e comentários sobre um artigo como uma indicação de temas populares que poderiam ser abordados com mais profundidade. 

Você poderia até pedir diretamente que os usuários sugerissem idéias de produtos ou serviços novos que eles desejem. Tradicionalmente, este tipo de pesquisa de audiência e desenvolvimento de produtos tem sido um negócio caro, mas a mídia social oferece a possibilidade de obter este tipo de feedback  gratuitamente.

O problema com a super utilização das mídias sociais
Muitos de nossos sites são sociais por acaso, e não "estrategicamente" sociais. Uma nova midia surge e a gente integra e pronto. Nem consideramos o quadro maior.

O autor cita seu próprio site como exemplo. Como muitos, este site tem evoluído ao longo de vários anos e neste ínterim. foram adicionadas novas funcionalidades sociais.
·         Comentar sobre um post de blog.
·         Contribuir para uma discussão no fórum.
·         Juntar-se à página do Facebook.
·         Seguir no Twitter.
·         Comentar sobre as mensagens de áudio que lançamos.

Com tantas opções, ninguém podia acusa-lo de não ter um site social. O problema é que a conversa fica fragmentada e aquelas postagens no Twitter não contribuem com as que postaram no Facebook. Igualmente, os comentaristas do blog vão perder a discussão encontrada no fórum.

Isso é porque foram adicionadas novas midias, porem não integradas de forma pensada para criar uma comunicação ampla e consequentemente mais completa. 

Se o site fosse projetado com o social em mente desde o início seria assim o cenário:
  1. Quando criassem uma nova postagem no blog, poderia criar um tópico no fórum.
  2. Comentários postados no blog iriam aparecer no fórum e vice-versa.
  3.  Igualmente, quando o post fosse liberado, também pode ser enviado para o Twitter e Facebook. 
  4. Se alguém respondeu em qualquer uma dessas redes sociais, a resposta seria inserida nos comentários do site.
Embora não seja perfeito (por exemplo, usuários do Twitter ainda não veriam os comentários feitos por usuários do Facebook de forma orgânica), é um passo a frente. 

O papel do Site
Esse é o ponto: Seu site deve ser o centro de interação social, e não o cara sentado nas arquibancadas vendo tudo acontecer ao redor. 

Ele tem o potencial de reunir conversas através de múltiplas redes e permitir aos usuários interagir com os amigos, quer comprar uma câmera ou compartilhar uma citação inspiradora.

Meditemos pois. E se quiser ver o texto completo o link é: http://www.smashingmagazine.com/2012/06/04/social-media-is-a-part-of-the-user-experience/
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