30 de out de 2009

Black Hat SEO é feio e mau

Black Hat SEO é feio e mau

As práticas de otimização são excelentes e não causam mal algum ao seu site. Elas podem demorar algum tempo para ter resultado, mas no fim compensam o esforço.

Maaaaas...como o mundo é por vezes feio e mau, existem técnicas não éticas que podem agilizar o resultado, melhorar o posicionamento do seu site ou aparecer em primeiro em diversas buscas por palavras-chave de uma forma um tanto quanto arbitraria e marginal...adoro essa palavra!. E a mais significativa de todos: errada.

Estas técnicas são conhecidas como Black Hat, e é uma forma de "otimização" extremamente proibida pelo google e outros buscadores...

Por falta de experiência, algumas empresas ainda usam este tipo de artificio para posicionar seus websites mas nós que somos caras espertos não faremos isto pois a utilização destas práticas pode ser tentadora a primeira vista, mas se forem descobertas pelos sites de busca, podem ser punidas com perda de posicionamento ou até a exclusão do site dos resultados das buscas....o famoso "banimento".

O caso mais famoso de Black Hat descoberto foi o da BMW Alemã. Quando um site de busca visitava o site, ela exibia um conteúdo diferente do que era exibido para um visitante. O caso foi descoberto e o Google excluiu o site da BMW dos resultados de sua busca.

Para depois dizer que não sabia, vamos ver algumas destas técnicas.Mas não façam isto em casa!

Keyword Stuffing

Vimos que quanto mais uma palavra-chave aparece em um texto, maior a probabilidade dela ser retornada em um resultado de busca. Então para aumentar a quantidade de vezes que a palavra-chave aparece é utilizada a técnica de Keyword Stuffing onde a palavra-chave é inserida repetidas vezes no conteúdo da página como em meta tags, título da página ou no corpo do texto.

Texto invisível

Para aumentar a quantidade de palavras-chave ou para colocar palavras-chave populares que não tem haver com o texto, é utilizada a técnica de texto invisível ou do inglês: invisible text.
A técnica consiste em inserir um texto na mesma cor que o fundo da página. Por exemplo, se a página tem fundo branco, a cor do texto também é branca. Assim, usuários que visitam a página não conseguem visualizar este texto, porém, como os bots de busca são máquinas, eles apenas coletam o texto independente da cor e indexam este conteúdo.

Cloaking e Doorway page (ou os inofencivos htmls omitidos)

São técnicas com a mesma finalidade, exibir conteúdo diferente para sites de busca do conteúdo para navegadores. A principal diferença, é que o cloaking checa o IP ou navegador do visitante enquanto o Doorway usa redirecionamento por meta, javascript ou até o clique do usuário para uma página cheia de palavras chaves que muitas vezes são vistas somente pelos buscadores (aquela coisa de redirecionamento quando vc entra no tal site X).

Link Farms

Esta técnica é mais complexa. Nela vários sites são criados com links apontando uns para os outros ou para apenas uma página criando artificialmente popularidade para os envolvidos. Se vc quer fazenda vai para o farmville que é mais inofensivo!

Over-Submitting

A tentação de ter sua página em todas as ferramentas de busca do mundo é grande e para isto existem programas que inserem em poucos segundos um pedido de inserção do seu site. Tenha cuidado com estes serviços, pois o envio excessivo de pedidos para sites pode ser considerado como spam. Prefira sempre o cadastramento manual.
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5 de out de 2009

Globalizando experiências

Globalizando experiências

Em conversa com um colega, sobre usabilidade do menu do Xbox360, eu comentei que tenho medo da usabilidade do Ipod. Ele obviamente retrucou revoltado pois adora a usabilidade deste pequeno brilhante da Mac.

Pééééééra...eu não disse que não é usual. Acredito realmente que funciona muito bem nos equipamentos onde esta forma de interface foi projetada. Porém, como sou uma "filosofa, de qualquer coisa, de plantão" pensei nas interfaces cleans da web.

Tenho medo de que, este formato Mac e outros tantos, onde o menos é mais, influencie a criação de interfaces para sistemas ou websites corporativos de forma que possa impactar a experiencia de navegação do usuário.

Ao procurar uma solução para agrupar e expor informações via web, seja em um site ou mesmo sistemas internos temos que pensar em duas premissas básicas: intuitividade e conhecimento de massa pois a intuitividade tem que funcionar para uma quantidade variada de pessoas que se comportam na web de formas distintas.

Pensando na empresa que vai usar as telas sempre temos que focar, além de dos conceitos padrões, na grande maioria dos usuários que poderão acessar este sistema e não terão conhecimentos aplicados nestas tecnologias mais elitizadas como os iphones, smartphone e outras afins.

A arquitetura de uma informação deve gerar telas para serem utilizadas diariamente tanto pelo atendente quanto pelo diretor e ambos com certeza vivem realidades tecnologicas e de cultura internet diferentes. Precisamos integrar os dois em uma plataforma que ambos se sintam confortáveis para passar suas boas 8 horas ou mais navegando e trabalhando nela.

Você pode me dizer revoltadíssimo: "Mas a tecnologia anda rápido e hoje o ipod e "rodar a roda" quase todos os mp(zilhões) tem!". Sim, tem. Hoje a maioria destes aparelhos "rodam a roda" e são hiper minimalistas e basta usar a primeira vez para se tornarem adaptados a este formato...mas ainda vai ter a moça que trabalha na contabilidade que nunca viu "setinha clean" para ir e voltar. Isto também se aplica à web. Vai ter sempre alguém que não tem habito de navegar na web fora do horário comercial e sente dificuldade em seu cotidiano de trabalho pois os sistemas ou websites estão fora do padrão intuitivo deles.

O que quero dizer é que ao criar uma tela para navegação para um volume grande de pessoas com perfis "sócio/econômico/internet" muito diferentes temos sempre que pensar no todo, na experiência comum, olhar com muito cuidado os testes de usabilidade, as entrevistas, buscar colher informações que montem um quadro de ação eficiente quando for a hora de "arquitetar" da informação. Não adianta ousar sem primeiro embasar. Esta é a diferença marcante para o sucesso do projeto.

O bacana disso tudo é que o campo é vasto, a tecnologia a todo tempo cria novas formas de facilitar a interação com o usuário e novas interfaces acabam sendo velhas conhecidas em pouco tempo, mas ainda sim é importante ter a delicadeza (sim delicadeza) de organizar as informações, no momento da concepção das telas, de forma a não deixar perdido nenhum componente do grupo/empresa que está solicitando este site ou sistema e principalmente deixar claro para o cliente a importancia de certos agrupamentos.

Não adianta inovar para a metade dos usuários. Ainda que o processo de cultura internet corra na velocidade da luz sempre vai haver um hiato entre as "novidades para mim" e as "novidades para ele".

Globalizar a experiência do usuário no sistema que estamos desenhando é fundamental para o bom resultado do projeto. Por isto antes de inovar, reflita sobre todos os grupos. Com certeza essa visão ampliada será um grande aliado para o sucesso do seu produto final.
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