18 de nov de 2015

Momento da verdade online. O que é?

Há um bom tempo eu e um colega fizemos uma palestra sobre este tema que acho ainda muito atual, por isso resolvi dividir com vocês.

Abaixo alguns depoimentos e frases provocativas que nos fazem pensar e entender um pouco mais a grande experiência online que está acontecendo no ZMOT.

Trata-se de um resumo sobre o livro ZMOT – Conquistando o momento zero da verdade, escrito por Jim Lecinski. É um livro do Google, onde o autor fala sobre o momento no qual você pega seu computador, celular ou algum outro dispositivo conectado à Internet e começa a se informar sobre um produto ou serviço que está pensando em experimentar ou comprar.

Esta pratica tem se tornado constante e fundamental para a tomada de decisão na hora da compra pela internet.

Nos Estados Unidos, 84% dos tomadores de decisão no estudo macro de 2011 da Shopper Sciences usaram recursos on-line para se orientar. Foi solicitado a esses compradores que classificassem o grau de influência que tinha cada fonte. Para aqueles que usaram fontes on-line, essa foi a principal estatística: 54% compraram usando a comparação de produtos on-line.

Isto significa que seu produto ou serviço tem que estar presente na internet com informações precisas, verdadeiras, dicas e comparativos que envolvam as pessoas a ponto de tomarem a decisão de compra favorável a você.

Como começou essa história toda de Mot’s?
Jan Carlzon lançou um livro que é um dos clássicos da administração, “A hora da Verdade”
Ele narra a história de quando era o presidente da companhia aérea escandinava SAS e, para sair da maior crise da história da companhia, criou um novo modelo de gestão sendo o cliente o ativo de mais alto valor da companhia, Jan chama de “hora da verdade” aquela em que o cliente entra em contato com o serviço da empresa.


É ali que ele cria sua percepção da empresa, na hora da sua experiência com a marca. Não interessa a propagando que ele viu ou o que falaram sobre a empresa, é na hora da experiência dele que sairá uma opinião.

Modelo mental tradicional trazido no livro de Jan Carlzon
Estímulo.
O pai está assistindo a um jogo de futebol e vê um anúncio de câmeras digitais. Ele pensa, “parece boa”.

Prateleira (Fmot – Primeiro Momento da Verdade).
Ele vai até sua loja de produtos eletrônicos favorita, onde ele vê um maravilhoso display da mesma câmera digital.
A embalagem é excelente. Um vendedor jovem responde todas as suas perguntas. Ele compra a câmera.

Experiência (Smot – Segundo Momento da Verdade).
O pai chega em casa e a câmera grava lindas fotos de seus filhos, exatamente como anunciado. Um final feliz.
O novo modelo mental
Quando os consumidores ficam sabendo de um produto hoje, sua primeira reação é ‘Vou pesquisar na Internet’.
E assim eles embarcam em uma jornada de descobertas: sobre um produto, um serviço, um problema, uma oportunidade.
Hoje você não está atrás de seus concorrentes. Você não está atrás da tecnologia. Você está atrás do seu consumidor - Rishad Tobaccowala - Executivo principal de estratégia e inovação, VivaKi 
... A pré-compra se tornou uma parte enorme do comportamento do consumidor. No passado, isso era algo confinado a itens de grande porte como carros ou aparelhos eletrônicos caros ou casas.
Agora as pessoas se envolvem na descoberta antes de comprar até mesmo coisas muito banais...
... É a maneira com que as pessoas compram hoje - Bob Thacker - Conselheiro estratégico de gravitytank e ex-CMO do OfficeMac
...Estamos entrando em uma era de reciprocidade. Nós agora temos que envolver as pessoas de um modo que seja útil para suas vidas. O consumidor está tentando atender suas necessidades e nós temos que estar presentes para ajudá-lo com isso. Falando de outro jeito: como podemos trocar valor em vez de apenas enviar uma mensagem? - Kim Kadlec - vice-presidente mundial Global Marketing Group, Johnson & Johnson
Como acontece um ZMOT -  Momento Zero da Verdade?
  • Ele acontece on-line, normalmente começando com uma pesquisa no Google, Bing, Yahoo, YouTube ou qualquer outra ferramenta ou mecanismo de pesquisa;
  • Acontece em tempo real, em qualquer momento do dia. Cada vez mais, acontece em movimento: as pesquisas em dispositivos móveis no Google crescem cada vez mais.;
  • O consumidor está no comando, extraindo as informações que deseja em vez de recebê-las passivamente de outras pessoas;
  • É emocional. O consumidor tem uma necessidade que deseja satisfazer e um investimento emocional para encontrar a melhor solução;
  • A conversa é multidirecional: profissionais de marketing, amigos, desconhecidos, sites e especialistas, todos têm algo a dizer e competem para captura sua atenção.

MOTs na prática
ESTÍMULO
Entrei de férias e quero fazer uma viagem com a família para um ponto turístico muito comentado.

ZMOT
Entro na internet para pesquisar hotéis. Enquanto estou lá, leio análises de outras pessoas que ficaram no mesmo hotel (o SMOT deles, o meu ZMOT) e olho mapas de localizações de hotéis.

FMOT
Finalmente reduzo as opções para duas escolhas e acesso os sites para ver fotos e os preços antes de fazer uma reserva on-line.

SMOT
Minha família e eu vamos viajar, nos divertimos muito e, no último dia, nós chegaremos no aeroporto um pouco antes da hora e teremos um tempo de espera. Enquanto aguardo o embarque e ainda motivado pelo maravilhoso tempo passado no passeio, pego meu telefone celular e posto minha própria análise do hotel em um site de viagens.

Antes mesmo de pegar o avião para casa, meu SMOT está se tornando o ZMOT de outra pessoa. Um MOT leva a outro.

Qual o grau de importância do ZMOT na tomada de decisões?
O Google pediu à Shopper Sciences para fazer um estudo completo de 5.000 compradores em 12 categorias, desde gêneros alimentícios até carros e produtos financeiros. Veja abaixo o gráfico contendo as fontes de informação que buscaram para ajudá-los na tomada de decisão?
Busca também:
  • Obter indicação on-line de um amigo;
  • Tornar-se um amigo ou seguidor de uma marca;
  • Ler blogs em que o produto foi discutido;
  • Ver a marca mencionada em um site de rede social como o Facebook.
Esta é a primeira vez na história em que o boca a boca se tornou um meio arquivado digitalmente - Brett Hurt - Fundador e CEO, Bazaarvoice
O que é o boca a boca digital?
  • Os consumidores conversando diretamente através de e-mails, redes sociais, bate-papos e mensageiros instantâneos ou postando vídeos no YouTube e outros sites;
  • Análises em sites de comparação de preços;
  • Comentários e classificações que aparecem próximos de empresas em aplicativos como o Google Maps;
  • Quadros de avisos em sites corporativos e de varejo de todos os tipos;
  • Sites de comunidades on-line onde os públicos comparam notas e compartilham informações;
  • Classificações de vendedores em resultados de pesquisas (pesquise “bicicletas para crianças” no Google e você verá as estrelas logo no topo).
Conversar com um vizinho é uma divulgação um para um. O boca a boca digital é um para milhões.
Se você tem uma boa experiência, ela é compartilhada e recompartilhada com milhões. Você posta e de repente, ela está se espalhando - Dave Reibstein

A conversa já está acontecendo. Agora, neste exato momento, as pessoas estão falando sobre produtos on-line. As empresas podem escolher não se envolver, mas isso é o mesmo que enfiar a cabeça na areia enquanto um concorrente agarra seus clientes.
O boca a boca on-line se tornou parte do sistema nervoso central de todas as empresas.
Pensamento simultâneo, não uma reflexão tardia
O que enfrentamos agora é um ritmo de mudanças sem precedentes. Grandes inovações que costumavam mudar nosso estilo de vida, talvez uma ou duas vezes em uma geração, agora acontecem quase que anualmente...
...Temos que pensar sobre como as vidas dos usuários finais estão mudando, quer esse usuário final seja um consumidor, um paciente, um médico ou qualquer outra pessoa. E para nos mantermos interessantes, precisamos ser parte de seu novo ecossistema -
Kim Kadlec - Vice-presidente mundial, Grupo de Marketing Global, Johnson & Johnson
Mitos

Ninguém procura fita adesiva na Internet.
...eu uso essa fita sempre porque ela fixa as coisas que eu quero juntar sem que seja vista. Uso esse produto há anos e continuarei usando por muitos anos - 1 dos quase 3.000 comentários online sobre a fita adesiva Scotch da 3M
Não se aplica ao meu setor.
... Um dia fizemos pesquisas no YouTube sobre locomotivas e softwares que automatiza linha de produção, e sabe de uma coisa? Apareceram centenas de vídeos, incluindo de concorrentes, em itens como pensamento inteligente para automação da linha de produção. Foi uma grande revelação.
...Nós vimos dados o suficiente para saber que os executivos de alto nível fazem suas próprias buscas antes de reunir-se com fornecedores em potencial - Beth Comstock, vice-presidente sênior, diretora de marketing da General Electric.

Pensamento Simultâneo: Os compradores de hoje usam as fontes do ZMOT juntamente com os estímulos clássicos e as fontes FMOT.

Nenhum dos três desaparecerá. Quanto mais informações disponíveis houver, mais os compradores procurarão. É um ciclo sem fim.

Cuidando do ZMOT na sua empresa
  • Defina alguém como responsável
  • Encontre seus momentos zero
  • Responda às perguntas que as pessoas estão fazendo
  • Otimize-se para o ZMOT
  • Seja rápido
  • Não se esqueça dos vídeos
  • Apareça!
Estamos presenciando uma fusão de todos os momentos da verdade.
Você analisará um produto na prateleira, usará seu celular para encontrar informações e ler análises e, então, talvez, você decida que o produto é realmente legal.
Então você recomenda (‘curte’) para seus amigos, tudo em questão de minutos.
A jornada de um consumidor, que costumava durar dias, semanas ou meses, acabou de acontecer em questão de segundos - Matt Moog - Fundador e CEO, ViewPoints Network 
Se identificou? Achou espaço no seu cliente para promover o ZMOT? Clica aqui e baixa o livro. É grátis.


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10 de nov de 2015

E-commerces gringos com checkouts inspiradores



Hoje em dia tem e-commerce de tudo e a medida que a oferta venda de produtos aumenta no meio digital, aumenta também a quantidade de pessoas que compram online.

E o que a gente encontra por ai? E-commerces atraentes que fazem brilhar os olhinhos do cliente mas que as vezes esquecem que depois de escolher o produto, ele vai ter que entrar num túnel - para muitos deles negro, tenebroso e duvidoso – do fechamento do carrinho, finalização da compra, o checkout.

Uma coisa é certa: Ninguém em sã consciência vai largar os dados do cartão de crédito num site qualquer. Observamos o grau de confiança que ele demonstra durante toda a navegação, mas é na hora de fechar a compra que dá o veredito.

Pensando nisso e por ser uma compradora online inveterada e diversificada (sério! Vou de figuras de ação a energia solar), resolvi trazer umas informações bem legais de um artigo que li. Ele apresenta uma lista de e-commerces gringos com checkouts simpáticos e inspiradore.

Para alguns pode ser mais do mesmo, para outros pequenas simplicidades que são esquecidas na hora do corre corre do projeto de e-commerce e para quem estiver começando no mundo das vendas online e precisa de dicas,  dará uma ideia clara de como criar uma página de checkout que aumente as conversões e transforme visitantes em clientes.

Vamos lá!

Apple
http://www.apple.com/




Ofere uma opção bem simpática chamada Guest Checkout que dá o conforto para o cliente de não precisar preencher todos os seus detalhes antes de fechar a compra. Alguns e-commerces brasucas tem a compra em 1 click. É disso que estamos falando!
O lado B desta feature é que os dados do usuário não ficam registrados.

Bellroy
http://bellroy.com/



Express checkout. Em 1 página você finaliza a compra e consegue ver todas as informações que está inserindo num único local. Simples e eficiente para os públicos que não tem tempo e nem muita paciência na hora de concluir uma compra online.

Nixon 
http://www.nixon.com/us/en/



Esse exemplo é para os mais clássicos que ainda apostam nas etapas para concluir a compra. Ele utiliza uma barra de progresso que mostra para o cliente o tempo todo onde ele está e quanto falta para concluir.
Outra coisa bacana é que inclui links para política de transporte marítimo, política de devolução, detalhes sobre a garantia do produto e aviso de privacidade para trazer mais confiança aos clientes.

Amazon
http://www.amazon.com/



Isso é legal! Sign in enxuto. Você insere o e-mail ( que vai ter que inserir de qualquer jeito mesmo, sendo novo ou não por alí) e depois avisa se é cliente ou é novo cliente.

Made
http://www.made.com/



Tem um timer! Os designers deste site adicionaram um cronômetro de contagem regressiva na página para criar um senso de urgência nos compradores.

Além do timer, a página também mostra o quanto os consumidores estão economizando em suas encomendas, tornando-os mais confiantes sobre sua decisão de compra. Uma seduçãozinha para finalizarem a compra.

Zappos 
http://www.zappos.com/



Para gerar maior sensação de conforto e confiança na hora de fechar a compra, eles posicionaram selos de segurança, cadeado (simbolizando a compra segura) e logotipos de cartões de créditos tradicionais no mercado.
Além disso, para fechar a confiança com chave de outo, ele permite editar as compras durante o processo de fechamento e até mesmo remover itens.

Dune Londreshttp://www.dunelondon.com/



Resumo da compra no inicio do processo de compra. E ele ainda garante que os clientes saibam exatamente o quanto estão pagando à medida que passam pelo processo de checkout.
Esse recurso garante que os clientes não estão sendo pagando taxas escondidas. É uma experiência de compras clara e simples.

Simplyhike
http://www.simplyhike.co.uk/



Isto parece óbvio mas ainda não é! Sites com várias opções de entrega com valores, prazos claros é importantíssimo.

E várias opções de pagamento, incluindo paypal, pagsguro e boletos é algo a se considerar seriamente na hora de montar uma loja online.

Esse recurso ajuda a um e-commerce loja diminuição carrinho de compras abandono e aumentar as conversões.

Se você gostou e quer ler o artigo original com mais informações clica aqui



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26 de ago de 2015

Afinal, para onde mais podemos ir? Para as fábricas?

Hoje eu quero falar de um assunto diferente: Arquitetura de Informação em fábricas de softwares. 

A gente sabe que a área de AI está bem difundida no meio digital, dentro de agencias e empresas que tem negócios digitais, mas ainda engatinha quando se fala de arquiteto de informação trabalhando com os analistas, arquitetos e desenvolvedores de sistemas.

Mas Iris, sua louca! O que é uma fábrica de software? Tem linha de montagem e tudo?



Então, angustiado e curioso leitor, para você que não está acostumado com o termo, fique sabendo que ele não é tão comum assim fora do meio. É apenas o termo que se utiliza para descrever o trabalho mais processual que existe dentro de uma empresa, para criar, gerir e desenvolver um projeto de sistemas.

Dá uma olhada na definição da Wikipédia:
“Fábrica de software é um conjunto de recursos (humanos e materiais), processos e metodologias estruturados de forma semelhante àqueles das indústrias tradicionais, utilizando as melhores práticas criadas para o processo de desenvolvimento, testes e manutenções dos softwares.”
Talvez muitas pessoas entendam que o segmento não precisa de AI por só entregar telas com formulários. Outros,mais ousados e criativos, pensam que terão suas “asas” cortadas quando sugerirem algo fora da caixa.

Realmente, talvez o meio não seja terreno muito fértil para criatividades e inovações muito diferentes, mas precisa sim da orientação da arquitetura de informação e de uma usabilidade adequada, a medida que o usuário de sistemas precisa interagir (muitas vezes diariamente) com um sistema.

São muitas as possibilidades de agregar um valor e criar uma experiência bacana para o usuário, ainda que o cliente interno seja diferente e as demandas mais dependentes de linguagens, frameworks e implantação.

Seja qual for o motivo que tenha deixado este segmento órfão de AI’s uma coisa é certa: estamos chegando lá também.

Rumo ao desconhecido
Se você procura o ambiente descolado, ideias mirabolantes e grupos que pensam em projetos com o layout sendo a parte fundamental, esqueça. Esta aventura não é para você.

O cenário de uma fábrica de software tem uma visão muito mais voltada para o desenvolvimento do sistema do que pela forma. Como ele vai funcionar, quais regras e premissas cada tela deve obedecer para se chegar ao resultado esperado e por aí vai.

Atualmente, muitas fabricas entregam sistemas com interfaces criadas pelos próprios desenvolvedores do sistema que muitas vezes entendem muito da linguagem de formatação e construção do sistema mas pouco do usuário.

É aqui que aparece o instigante desafio: criar interfaces amigáveis de sistemas e inserir a cultura da usabilidade e arquitetura da informação, bem como a própria experiência do usuário, dentro deste contexto.

Os desafios

Assim como convencemos as empresas digitais de que estávamos somando na equipe e não atrapalhando, existe o desafio de mostrar a importância para a equipe de desenvolvimento de que o arquiteto de informação, embora tenha linguagem, métodos e cognições não tão lógicas e concatenadas, ainda assim é importante pois conhece o humano (aquele carinha que vai estar acessando o sistema) e portanto, pode traduzir em forma de caminhos e clicks, uma navegação mais confortável.

Quem é o AI dentro da fábrica?

O mais interessante é constatar que, muitas vezes, o arquiteto de informação é confundido com analista de requisitos ou analista de negócios pela proximidade de alguns entregáveis gerados. 

Iris! Pelamor! Que povo é esse? Calma confuso leitor, vamos conhecer esses carinhas:



Novamente, as definições:
Analista de Requisitos - É um dos principais responsáveis entre a integração e alinhamento dos clientes e a equipe de desenvolvimento de software. Identifica as necessidades do negócio, define os requisitos, escreve especificações, desenha através de protótipos os requisitos permitindo ao gerente de projetos estimar, aos desenvolvedores projetar e construir, e aos testadores testar o produto.
Analista de Negócios - Tem o papel de elo de ligação entre os stakeholders e os objetivos organizacionais (análise e design de políticas, operações e processos) para facilitar as equipes envolvidas na criação e desenvolvimento aderente do sistema. Ele investiga os processos sistemas de negócios a fim de propor melhorias e soluções.
Se encontrou nas definições? Viu como é fácil sermos confundidos ;)

Porque eu, AI, deveria estar dentro de uma fábrica?

Vamos partir pelo princípio básico de utilização de tudo que é produto nessa vida: adaptação e facilidade de uso (a usabilidade).

Vamos pensar no usuário que vai utilizar um determinado sistema (produto digital): ele certamente já tem uma mínima vivencia em internet, pois utiliza outros sites, portais e mídias sociais. Está acostumado a entrar em sites com navegação intuitiva e simples como Facebook, site streaming de vídeos,  venda de carros, comparação de preços, e-commerces inteligentes que saltam as coisas que lhe interessa na hora que entra na página e por ai vai.

Disto tudo podemos perceber que o usuário hoje é acostumado com meios digitais, interagem de forma satisfatória e os próprios produtos digitais são elaborados pensando nessa experiência de sucesso durante o processo de busca e encontro daquilo que deseja.

Por conta disto, este mesmo usuário ao acessar um sistema, intuitivamente busca a facilidade de navegação de seu histórico cultural de internet, certo?

E quando este mesmo usuário vai para o trabalho e tem que interagir com um sistema desenhado sem arquitetura de informação consciente e sem usabilidade, fica confuso e decepcionado com a dificuldade de transitar entre as telas que encontrar por lá.



COMUNICADO IMPORTANTE!
Não estou querendo dizer com isto que é possível desenhar telas de sistemas com a mesma dinâmica de um site ou portal mas que podemos trazer elementos do cotidiano digital comum para dentro deles, de forma que torne a navegação mais próxima e acolhedora.

Por fim, algumas coisas que você deve saber antes de entrar na fábrica

- Mais do que nunca você vai precisar utilizar suas habilidades de comunicação e empatia pois trata-se de uma equipe cujo core é lógico, portanto todas as conversas, explicações e intenções terão este viés de lógica que o AI terá que trazer para o aspecto da comunicação do cliente/usuário final com o sistema a ser desenvolvido.

- Não acredite no mito de que fábrica de softwares é composta de nerds que usam óculos, não sabem falar com mulheres e não pensam em outra coisa além de computadores. O desenvolvedor de sistemas atual é dinâmico, tem seus hobbies que vão desde RPG à dança de salão e composição de samba enredo.

- Lembrando: existe um certo conservadorismo no que diz respeito às práticas de fábrica, logo, muitos colegas não conseguirão entender sua função e tentarão achar associações que te expliquem, tais como: analista de requisitos, analista de negócios e eventualmente, analista de sistemas.

- Alguns colegas mais juniores poderão achar que você vai interferir negativamente, pois não está inserido no escopo que eles estudaram. Neste caso, o tempo e sua capacidade de trabalho em grupo vão desmistificar este conceito.

- Não custa comentar mais uma vez: se você curte um clima de hipster descolados, que viajam todo ano para destinos alternativos e usam roupas estilosas, esta não é a sua praia. Na fábrica as pessoas são bem mais básicas.

Por fim, se você quer fazer a diferença em um meio que precisa de conceitos de comunicação mais voltados às pessoas este é o guichê! E aí? Quem topa embarcar nessa aventura?





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10 de mar de 2015

Dados, conteúdo e informação

“A informação não é uma moda passageira. Ele nem sequer foi inventada na era da informação. Como conceito, a informação é velha como a linguagem.”

As vezes, durante o trabalho, fico me questionando sobre as equipes UX que convivo e sobre a compreensão de todos sobre o que é a informação e o significado de sua arquitetura dentro de um projeto.

Tem um livro bastante interessante de Abby Covert, chamado “How to Make Sense of Any Mess” que coloca de forma simples e simpática, este ponto tão importante e crucial que é a arquitetura da informação nos projetos, que muitas vezes tem ficado esquecido em meio a tantos novos expertises e demandas do mercado. 

Abaixo vou trazer alguns pontos legais que gostaria de dividir com vocês;

 Primeira coisa que precisamos resgatar é o entendimento de que informação não é uma coisa.

Ela não é objetiva e sim subjetiva e representa tudo o que o usuário irá interpretar a partir do arranjo ou sequencia de “coisas” que encontra.

Exemplificando, imagine que está procurando por uma fatia de bolo de chocolate em uma confeitaria.

Quando você entra na loja, pode constatar que existem várais fatias de um apetitoso bolo de laranja, lindamente arranjadas no expositor. E ao lado delas, existe um prato com uma única fatia de bolo de chocolate.




Quando olha para a fatia solitária pensa logo que deviam existir mais fatias neste prato e que possívelmente compraram todas, restando apenas a que está sendo apresentada no balcão.

A maioria das pessoas iria pensar neste sentido pois foi criada uma crença social, baseada em evidencias que se repetiram ao longo dos dias do consumidor, que em um expositor, havendo um único produto, possívelmente os demais do mesmo tipo já foram comercializados. Certo?

Agora imaginemos esta mesma única fatia de bolo estratégicamente colocada no meio do prato e cercada de pequenos fios de chocolate. Alguns desavisados poderiam pensar que trata-se de uma fatia “especial”, uma receita única que foi desenvolvida e está ao alcançe daquele que a comprar.



O que aconteceu neste exemplo é que, quando reorganizamos o prato de bolo, com a inteção de mudar a forma como as pessoas interpretam a mensagem que ele está passando estamos arquitetando informações.

Percebam que, embora no exemplo dado acima, pudemos organizar as fatias com a intenção de mudar o significado da comunicação, não estamos realmente fazendo a informação seguir o curso planejado pois isto é uma tarefa que só os usuários podem fazer.

São eles que apropriam o significado informativo apresentado. Isso nos remete a um outro ponto bastante importante que tem ficado esquecido também: Informações não são dados ou conteúdos. Os dado são fatos, observações e perguntas sobre algo.

É o penso que o usuário está colocando para entender a informação que está sendo apresentada. No exemplo do bolo é a reflexão que ele irá fazer para entender se a fatia é a ultima disponível para venda, se é um produto especial, etc.

Já o conteudo pode ser a própria fatia, os fios de chocolate, palavras, documentos, imagens, videos ou seja lá o que estiver organizando. A informação é a resposta que cada pessoa deu para este conjunto de dados e conteúdos.

E tem uma outra questão importante que também está atrelada a informação: A ausência de conteúdo ou dados pode ser tão informativa quanto a presença dos mesmos.

Ainda no exemplo da fatia de bolo de chocolate, caso estivesse no expositor apenas o espaço vazio, com a etiqueta informando o preço, ainda assim, estão sendo fornecidas informações arquitetadas para que o usuário conclua da forma que melhor contextualizar a “não informação”.

Ainda neste exemplo, o usuário pode pensar que o produto é muito popular, logo está esgotado ou simplesmente que não existem bolos de chocolates para serem vendidos nesta confeitaria.

 Neste caso o espaço vazio entre os demais bolos expostos é o conteúdo e a impressão e observações que as pessoas fazem acerca desta ausencia são os dados e a conclusão é a informação decodificada.

Neste exercicio de pensar juntando dados e conteúdos, surge mais uma vez a informação e nos exemplos acima, pudemos perceber que pode ser projetada para atender diferentes necessidades.

Mais um exemplo bacana: Se você rasgar o conteúdo de seu livro favorito e jogar as palavras no chão, a pilha resultante não é o seu livro favorito. Se você definir cada palavra de seu livro favorito e organizar as definições em ordem alfabética, você teria um dicionário, não o seu livro favorito.

Se você organizar cada palavra de seu livro favorito, reunindo as palavras definidas de forma semelhante, você tem um dicionário de sinônimos, e não o seu livro favorito.

Nem a sopa de letrinhas no chão, nem o dicionário nem o dicionário de sinônimos é nada parecido com o seu livro favorito, porque foi a arquitetura das palavras criadas quando o autor escreveu o livro que determinou como você iria interpretar e utilizar a informação resultante.

 E vamos falar de usuários: aqueles cabras que se relacionam com as informações. Quando usamos a palavra usuários, estamos nos referindo a alguém que está consumindo algo, no caso em questão: a informação.

O que podemos resumir desta conversa toda a partir deste ponto é que: a Informação é trasmutada pelo usuário de acordo com o que ele interpreta e entende dos dados e conteúdos fornecidos a ele. Certo?

Outra coisa importante que nunca podemos esquecer: O usuário é, na grande maioria das vezes, uma pessoa.

E quando se trata de pesoas interpretando coisas, percebemos como são complexas e cheias de contradições estas criaturas podem ser, pois são únicas e baseiam suas crenças, julgamentos e entendimentos nas memórias e aprendizados culturais, sociais e tudo aquilo que contribuiu para sua construção enquanto pessoa.

Por conta disto tudo, temos uma maneira particular e única de interpretar e se relacionar com o mundo ao redor e com as informações que dele provém.

E para a arquitetura de informação, cujo sentido acontece através da interpretação que as pessoas dão a um conjunto de dados e contextos, isto se torna desafiador.

 E digo mais, só a arquitetura de informação vai além da manipulação dos conteúdos e ultrapassa corajosamente as bordas da realidade atual, perguntando, pesquisando e inspirando mudanças na forma como as pessoas abordam e interagem com a informação web.

Em tempos de excesso de contextos, conteúdos e dados, se torna fundamental que a informação seja organizada de forma que as pessoas entendam do modo mais objetivo e simples possivel.

Para que isso aconteça, seja qualquer coisa que você for dentro de um projeto digital, antes de tudo, seja AI.

 Leia um artigo com esta informação e muito mais aqui 
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5 de set de 2014

Digital não é um departamento; é uma maneira de pensar.

Drew McLellan, um cabeção do digital nas gringas, escreveu um artigo bem legal e resolvi compartilhar com vocês.

As empresas, não somente agencias (que fique claro), estão aprendendo e construindo uma integração do digital dentro do tradicional marketing aplicado antigamente.

Isto não significa que não existam erros sendo cometidos diariamente, pois esta é uma lição a ser aprendida de forma empírica em muitos casos. E deslizes podem acontecer em qualquer organização, até nas de maior prestigio como o The New York Times.

E por este motivo, o The New York Times, que este artigo foi criado.

Há um tempo, acho que pelos idos de 2010, o NY Times deixou na rede alguns documentos sobre a nova interface do portal deixando claro que era moderninho e estava ligado no digital.

Bacana esse posicionamento, mas ainda hoje, o The NY Times, uma das mais importantes instituições jornalísticas do mundo, está lutando para criar uma integração digital adequada dentro de sua estrutura.

Essa informação foi dada pelo BuzzFeed, que teve acesso a um relatório interno da organização jornalística.

Então, o que isso pode ensinar para o resto do mundo?


Isso só torna mais claro que a combinação de mídia tradicional e digital não é fácil para qualquer empresa, e que até mesmo a mais prestigiada das organizações cometem erros comuns, incluindo o tratamento digital como algo que é separado - e muitas vezes secundário - do resto das operações.

Linhas divisoras
Ok, aposto que se chegou até este paragrafo já deve ter feito um rápido overview de empresas que inseriram o digital dentro do marketing. 

Você certamente percebeu que, embora muitas empresas tem no seu departamento, pessoas que se dedicam especificamente para as mídias digitais, ainda assim, é importante que todos os colaboradores desta empresa, independente do departamento que pertença, precisam pensar digitalmente.

Principalmente se este departamento for ligado a marketing, publicidade e criação em geral. Se eles estão focados em estratégia, criação, ou meios de comunicação, eles precisam saber o cenário digital e entender a cultura que permeia todo esse penso.

Por quê?
Porque digital não é um departamento. É uma maneira de pensar!


Lá no começo da era digital, quando se percebeu que dava para vender na internet, o marketing era usado como uma bandeira cool dos moderninhos e descolados, mas agora essa pose não cola mais: tem que saber integrar de forma orgânica. 

E não somente nas agencias (que tem a obrigação de estar pensando exaustivamente nessa integração harmoniosa), mas também as empresas que tem ou querem ter seus produtos e serviços expostos nas redes sociais e nos buscadores, por exemplo.

Momento óbvio
“... Falar que uma empresa de marketing faz digital é como dizer-lhes que os jornais têm escritores na equipe.”


Então...
A maioria dos clientes de agencias, as empresas, já percebeu pela sua própria rotina pessoal dentro da web, que existe um mix de canais e estratégias (incluindo as digitais) que podem comunicar de forma eficiente com os seus clientes, pois se comunica desta forma com eles.

E eles vão para as agencias com esta mentalidade, encontram equipes que não se conversam, pois o resultado acaba refletindo nas campanhas apresentadas e voltam para casa querendo resolver dentro de seus departamentos.

Eles sabem que a maioria dos potenciais clientes não fica mais apenas passeando em suas lojas físicas para comprar seus produtos/serviços.

Por experiência própria, já identificaram um padrão que é simples: os consumidores começam sua busca online e que a sua presença digital inteligente vai ajudar a fidelizar os clientes no início do ciclo de vendas.

E alguns até sabem de algumas ferramentas que fornecem relatórios muito profundos sobre o comportamento do cliente dentro dos canais digitais.

Projetando a estratégia da agencia
Como podem as agências integrar digital em suas estratégias tradicionais offline? Aqui estão três maneiras de fazer direito digital:

  • Integre o "departamento" digital com o resto da empresa. Separar diferentes disciplinas não apenas impede seus funcionários de se comunicar, mas também  impede de colaborar. Lembre-se, cada funcionário precisa ser digitalmente educado. Inicie o processo, permitindo que trabalhem juntos em um clima de harmonia para quem aprendam uns com os outros, aumentando o leque de ideias de estratégias, tanto online quanto offline.
  •  Participe de conferências digitais para se manter informado. Crie uma rotina de palestras de compartilhamento de conhecimento, frequentem fóruns de marketing digital e offiline para que desta forma cada membro da equipe aprenda algo novo.
  • Pense de forma holística. Evite criar oportunidades digitais artificiais. Em vez disso, deixe vir de forma natural. Mapeie o funil de vendas de um cliente, e identifique as oportunidades digitais e tradicionais que você tem. Então, construa um plano de marketing em torno delas.


Acabando com a Divisão Digital
Digital é a forma como os clientes e os seus clientes se conectar ao mundo. É por isso que "digital" não é um termo mais relevante. É simplesmente como as coisas são feitas na vida de seus clientes e em uma agência de sucesso. Percebem?



Se você e seus clientes estão indo para bater a concorrência, você precisa mudar a estrutura de sua empresa para acomodar o mundo digital. Isso significa acabar com a divisão entre o digital e o tradicional em favor de uma abordagem completamente integrada.

Não viva no passado, quando marketing digital era uma novidade. Torne o "digital" de suas campanhas e estrutura integrados  ao mundo moderno.


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8 de ago de 2014

Como a UX pode influenciar no ROI de sua empresa


Todos nós sabemos que quando nossos clientes contratam um serviço de desenvolvimento ou criação de qualquer produto web, a coisa que ele mais quer é aumentar seu ROI.
Oi? RÓI? Dos Menudos
(só os nascidos nos anos 80 podem entender)
Então, para aqueles não familiarizados com o termo, ROI (rói) é a sigla para Return on Investment.
Na nossa tradução brazuca fica Retorno sobre Investimento  e consiste na observação da relação de dinheiro ganho e/ou perdido em um determinado investimento. Se você está acostumado a trabalhar com o Google Adwords deve ouvir direto este termo.
Então pensei na dificuldade que algumas empresas sentem em passar a importância da UX dentro do projeto e achei um artigo gringo super legal que dá alguns pontos importantes de defesa na hora de fechar o projeto.
Vamos a eles:
Os custos de desenvolvimento reduzido 
O planejamento cuidadoso no início do processo de concepção de um produto vai economizar tempo, dinheiro e esforço a longo prazo.
Um estudo realizado por Smith & Reinersten considerou que as decisões-chave do sistema de design feitas durante os primeiros 10% do processo de concepção de um produto pode determinar 90% do custo e desempenho do produto.
A dica: um investimento em UX, com direito a testes de usuários, irá salvar o projeto de correções impactantes no final.
Custos de suporte reduzidos
Um produto com melhor usabilidade minimiza potenciais problemas de suporte ao cliente e consequentemente, reduz os custos de suporte.
Um estudo realizado por Pressman constatou que 80% dos custos durante o ciclo de vida de um software se originam na fase de manutenção e para dar uma dramatizada no cenário, o estudo também constatou que a maioria desses custos surgem porque as necessidades de navegação do usuário não foram previstas e/ou satisfeitas.
Então colega, é a hora de chegar ao cliente e dizer que “Investir em usabilidade ajuda a resolver esses problemas durante a fase de projeto, onde podem ser tratados a um custo muito menor. “
Aumento de Vendas
Não estamos falando nenhuma novidade quando afirmamos que uma melhor usabilidade para os clientes faz com que fiquem mais propensos a consumir o produto/serviço oferecido, não é mesmo?
Vamos aos fatos: mais um estudo realizado pela Creative Good descobriu que proporcionar uma melhor experiência para seus clientes pode aumentar o número de compradores em 40%.
Outro estudo de UI descobriu que, ao fornecer "informação suficiente para os seus clientes na hora certa” você pode aumentar as vendas em seu site em até 225%.
#sonhodeconsumodasempresas
Conclusão
Agora já sabe como impressionar o cliente na hora de fechar o projeto! Na reunião você só precisa acrescentar os benefícios de se investir em usabilidade e fazer com que entendam que estes não terminam com o usuário. Vão além: um projeto de usabilidade adequado poupa dinheiro em suporte e desenvolvimento e também pode aumentar a receita da empresa com maiores vendas
Lembre seu cliente de que o  tempo e o dinheiro que irá investir em UX fornecerá uma série de benefícios a longo prazo.
Quer ler o artigo na integra clica aqui ó 
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21 de mai de 2014

Perdeu o foco do projeto? Metodologias ágeis nele!


Hoje eu acordei com vontade de militar sobre métodos ágeis na gerencia de projetos que incluem forte presença de AI/UX, como se integram bem, dentro de cenários onde são desenvolvidos projetos de médio e grande porte e com equipes compostas por analistas e desenvolvedores de sistemas.


(Vou sempre me referir AI/UX tomando como premissa que trabalhamos sempre com esse dueto de expertises, ok?)

Eu sei que é um assunto pouco explorado no âmbito da AI/UX, principalmente para aqueles que têm um dia a dia dentro de agencias de publicidade (onde as equipes tem um perfil de comunicação) ou que trabalham em projetos com menor demanda de organização de conteúdo. Por este motivo pode até parecer uma longa conversa sobre sistemas, mas não é. Tenha fé e segue lendo.

No final da leitura, aqueles que não conhecem estarão apaixonados pelos métodos ágeis e serão os primeiros da equipe a apoiar quando adotado em seu ambiente de trabalho. Os que já conhecem vão relembrar os bons momentos que passaram nos Sprints. ;)

Já aviso que meu foco nesta conversa será o Scrum, pois é a única metodologia que tenho vivencia, porém não sou especialista. Tudo que vai ler a partir de agora é baseado em vivencias de uma arquiteta de informação e UX designer, então se houver termos mais simplistas, paciência. Respirem fundo e vamos lá.

O Cenário AI/UX  onde o perfil de desenvolvimento é mais forte

Revisando o cenário da arquitetura de informação atual, percebemos que nos receberam muito bem dentro de ambientes onde o desenvolvimento de sistema e suas particularidades eram, até então, a principal preocupação para entregar projetos de sucesso.

E isto não acontece porque somos bonitos e educados e sim porque a informação consistente na internet aumentou (e quando digo consistente quero dizer também relevante e operacionável).

Para que estas equipes não percam tempo com questões de conteúdo e informação, focando somente em desenvolver e implantar o sistema por trás da interface, com as soluções tecnológicas mais adequadas ao projeto, as empresas buscam integrar na equipe, um profissional que cuide da arquitetura de informação e experiência de usuário.

Existem outros fatores bem expressivos que contribuem para a integração da AI/UX dentro destes times, que vão além do aumento da demanda: novas linguagens de programação e formatação, aumento da inclusão digital, algoritmos do Google prestando muita atenção em conteúdo adequado, concorrência digital crescente, publico alvo mais exigente,e por ai vai.

Resumindo a ópera: todos estes acontecimentos mostram a necessidade de buscar soluções diferentes para o cliente,  com navegação mais interessante agregando uma experiência positiva.

Nem tudo mudou para melhor

Nem tudo são flores e coraçõezinhos, meu querido leitor. Embora a demanda de projetos digitais no mercado tenha aumentado expressivamente (e a tendência é seguir neste ritmo), a pressa de ver estes projetos finalizados também cresceu de maneira exponencial.

Agora é a corrida para ver quem entrega melhor e em menos tempo, pois o cliente quer o melhor projeto, com todas as fases de construção, isto inclui AI/UX, com prazos de entrega menores.

E o que acontece nesta correria toda? Arestas não aparadas e muitas das coisas que se previa no inicio do projeto ficam para trás.

Com estes prazos, aumento de demanda e integração de novas tecnologias, como o arquiteto de informação vai conseguir transitar dentro das fases do projeto até sua entrega sem que exista um método oficial para integrar a equipe?

Neste momento entra o mocinho da historia: um método ágil consegue fazer projetos de portais complexos em menos tempo e com qualidade.

Antes, alguns dados interessantes

No blog da IBM eu encontrei uns índices que são muito realistas para a condição de desenvolvimento  de soluções web para grandes portais, sem uma metodologia realista, que agilize os processos:

Eitcha Iris! Vai falar agora de desenvolvimento de sistemas?

Eitcha leitor! A arquitetura de informação não está dentro de um projeto que tem desenvolvimento de sistemas? Aiaiai. Aiaiai!

Vamos la:
·         32% são considerados sucesso
·         24% São cancelados, engavetados ou nunca utilizados.
·         44% atrasam, estouram o budget, não atendem as necessidades ou estão cheios de problemas.
·         20% dos projetos de sucesso têm suas funcionalidades consideradas uteis pelos usuários

Meio obvio que isto iria acontecer, não é? 

Hoje a gente vive num crescente descobrimento tecnológico voltado para a internet. Desta forma fica difícil mensurar , em um modelo de gerenciamento de projeto mais rígido, a complexidade dele como um todo, apenas em algumas reuniões de levantamento de requisitos e imersões. Sem contar que o cliente, que é também um usuário de internet, vê as tecnologias aplicadas em outros sites e  pode solicitar  uma novidade que vai alterar o escopo a qualquer momento.

Logo, projetos de grande porte que são gerenciados de forma mais resistente tem a tendência de apresentar problemas. Neste ponto entra a metodologia ágil para flexibilizar e juntar as equipes para conversarem durante todas as fases e se inteirarem constantemente sobre o que acontece dentro do projeto.

Eu não estou dizendo que esta é a regra. Com certeza existem exceções de grandes projetos web que foram brilhantemente concebidos sem uso de métodos ágeis, mas infelizmente a maioria deles tendem a perder o foco durante seu desenvolvimento.

O Scrum encontra a AI/UX

Eu confesso que há um tempo participei de um projeto que tinha como metodologia ágil o Scrum e sinceramente foi amor à primeira vista, sabe por quê? Porque tem tudo a ver com nossos ideais e formatos de estudo.


Como assim, Iris?  Calma confuso leitor. Vou explicar neste longo, lindo e ágil post, mas primeiro vamos fazer aquela “conceituaçãozinha” básica para aquecer. Vamos pensar nas seguintes premissas:

Metodologias ágeis – Tem por função acelerar  o desenvolvimento do sistema com objetivo da melhoria constante do projeto, trazendo para a equipe e clientes benefícios como aumento da comunicação, organização diária para cumprimento de metas, diminuição de falhas, respostas rápidas a mudanças e aumento de produtividade.
Scrum – É um dos métodos ágeis que existem e é mais utilizado por ser mais fácil de aplicação e adaptação, ao mesmo tempo que permite uma boa adesão em vários tipos de projetos.  O trabalho é dividido em iterações (que é uma das principais características dos métodos ágeis) que são chamadas de Sprints.  ( Tem um site bem simpático que te explicará tudo http://www.brq.com/metodologias-ageis/)

Pausa para a meditação:

O arquiteto de informação, principalmente aqueles que têm no perfil a experiência de usuário não fica envolvidos em todas as fases do projeto até sua entrega final?

Onde o Scrum entra para auxiliar a AI/UX

O Scrum visa o entrosamento da equipe e a ampla divulgação das informações do projeto no time para garantir uma entrega que atenda a demanda. Isto acontece de maneira sistemática dentro da metodologia, com reuniões diárias onde se conversa sobre o andamento do projeto.

Para a arquitetura de informação que está constantemente conversando com as áreas para garantir que o projeto siga dentro das diretrizes propostas, o Scrum  contribui para que este processo se torne nativo e todos se sintam parte do projeto tornando a integração uma consequência natural do andamento do projeto e não uma imposição de áreas. 
O Scrum abrange a totalidade da equipe, ou seja: sua integração orgânica com o projeto. Visando a tomada de decisão e interação com suas fases e trazendo para um "lider" (Scrum master) a responsabilidade de garantir a integração da equipe e o funcionamento das etapas (sprints)!

Nem preciso dizer que a quantidade de refação diminui muito e o projeto fica muito mais aderente às necessidade do cliente e seu público. Sem contar que a entrega passa a ser mais realista e rápida quando todos conseguem ver o que acontece e as decisões podem ser tomadas mais rapidamente quando surge algum viés no processo. Isto traz a sensação de pertencimento e a tão sonhada transparência. Adoro!

Epilogo

Até agora estou querendo dizer a você, colega de classe, que vive organizando as informações, buscando formas de trazer uma experiência realmente emocional e significativa para os usuários, é que quanto mais complexo o sistema, isto se reflete na perda do controle do escopo, consequentemente atingindo o trabalho da AI/UX.

E para assegurar um melhor desenvolvimento do projeto e das expectativas do cliente, do time e a nossa, enquanto especialistas, é importante pensar e aplicar metodologias ágeis na gerencia do projeto. Não de forma "modular" onde se tenta aplicar alguns conceitos apenas, mas em sua totalidade visando sempre o resultado de sucesso.

E quando você ouvir falar de Scrum ou outro método ágil em seu ambiente de trabalho, não fuja com medo de perder o controle da sua função no time. Sorria e abrace a causa! A chance dos seus conhecimentos serem aplicados com muito mais eficiência dentro de projetos complexos chegou!
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2 de jul de 2013

Consumidores preferem o design adaptável


Uma pesquisa feita pela Netbiscuits  mostrou que as pessoas preferem navegar em celulares, smartphones e tablets, encontrando o conteúdo procurado em sites adaptados, ao contrario do que muitas marcas pensam, quando criam aplicativos que duplicam o site no intuito de tornar a navegação no conteúdo mais amigável..

Isto mostra que amigável mesmo é navegar no site original, portanto é muito importante estruturar o site para ser visto por vários devices. Talvez os aplicativos possam ficar restritos a apoio de marca em promoções e destaques de produtos/serviços.

Foram entrevistados 5000 consumidores de informação online em 10 mercados, incluindo o Brasil, para entender o comportamento destes dentro deste universo.

Alguns pontos interessantes desta pesquisa:
  •   De todos os entrevistados, apenas 27% dos consumidores costumam baixar aplicativos dos sites de suas marcas preferidas;
  •  76% dos entrevistados disseram que não navegariam em um webisite  que não fosse adaptado para celular;
  • Ao navegar ou procurar informações na web móvel, 79% dos entrevistados disseram que preferem ter a opção de usar um site móvel, não um aplicativo do site;
  • 18% que estavam felizes apenas usando aplicativos nativos. 
"Estes pontos de vista são essenciais na definição de como as marcas se envolver com seus clientes online" disse Sally Applin, um antropólogo social e Ph.D.

É um momento de pensar se vale a pena as marcas investirem em aplicativos que substituem seu site e que não possuem o conteúdo e a usabilidade natural do site.

Talvez a saída mais eficiente para que estas marcas saiam na frente, seja implementar um design adaptável para todas as telas em todos os ambientes de internet móvel. Não é mesmo?
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18 de jun de 2013

Adeus ao neolítico da internet. O mundo está acordando

Ontem eu participei de um ato cívico, talvez com o mesmo fervor que nossos pais e avos tenham tido a décadas atrás. Sentada na minha sala, entre meus textos sobre experiência de usuário, felinas enlouquecidas e desenhos do bob esponja de fundo eu pude ver toda a movimentação do Brasil em torno de um ideal e ajudar compartilhando as informações em minhas redes sociais.

Milhões de brasileiros nas ruas e outros tantos online gritando pelos seus direito. Duas massas gigantescas, uma real e outra virtual, com uma única voz. E tudo isto por causa de um facilitador indispensável: a internet.
Pude ver as mídias sociais passando de vitrines de pessoas felizes  para algo mais real e urgente, onde os posts que não faziam menção ao ato cívico ficavam perdidos, esquecidos num mar de informações sobre o que se passava no Brasil e no mundo.

 Há tempos atrás eu falava dessa apropriação das ferramentas sociais que a internet permite, e estes últimos tempos pudemos perceber o cunho social em sua mais plena forma de exercício, ligando pessoas que talvez nunca se vejam pessoalmente, a modelos e causas importantes e definitivas para uma melhora quer seja local ou mundial.

Que fique claro que meu foco aqui não é a politica nem o descontentamento das pessoas com seus países, mas sim a facilitação que a internet permitiu esse expressar e muito mais, foi além, permitiu articular e concretizar.

Eu lembro também que eu falava sobre a fase de “testes” que a internet estava passando, o surgimento das celebridades e sua rápida ascendência e queda e como todos nós a explorávamos para encontrar seu sentido na nossa sociedade criada pelas mídias sociais. Tudo sempre começou conversando com nossos conhecidos, depois as marcas buscaram se apropriar de espaços dentro deste contexto e conversar com seus clientes  (talvez um começo do amadurecimento) e agora vemos também atividades de cunho democrático acontecendo. Primeiro eu conversei com meu vizinho, depois com a marca do meu carro e agora eu converso com e sobre meu país.

Isto que está acontecendo deixa claro para mim a importância e o “assentamento” da função da internet como veiculo de comunicação muito rápido e eficiente. A televisão, que até então era nosso modelo de informação instantânea, não consegue ser tão imediata mesmo com boletins especiais parando sua programação rotineira e os repórteres desse novo modelo de comunicação são os mesmos embaixadores das marcas dentro de suas mídias sociais.

Fica muito claro que vivemos um momento impar e histórico não somente no quesito politico, até porque não é este o ponto do texto, mas no que diz respeito a comunicação social. Aquele período neolítico da internet onde as pessoas davam seus primeiros passos sociais com os outros povos porém ainda ficavam sem saber o que fazer,  está passando de fase. Estamos mais maduros no que diz respeito aos potenciais informativos e comunicativos que a rede pode oferecer e isto nos modifica.

E isto é grande e valioso e nós, que estudamos e aplicamos soluções para a internet estamos construindo uma historia muito significativa. Romantismos e idealismos a parte, este momento é aquele em que encontramos nosso lugar neste espaço cibernético e por isto, empresas, criativos, desenvolvedores, temos que ficar bem cientes de que o internauta tem voz, anda em grupos e é ouvido.

E isto não é tarefa de uma determinada expertise pois é uma mudança de pensamento e atinge a todos. O desenvolvedor, o designer, o dono da empresa e o atendimento tem que saber que as coisas estão mudando no digital e não podemos perder tempo em “modinhas” pois o seu internauta não está ligando para ela. Ele quer mais e além.

Se isto ainda não estava claro para algumas marcas que os últimos acontecimentos deste mês sirvam de alerta. O mundo acordou. Não foi só o Brasil.

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