5 de set de 2014

Digital não é um departamento; é uma maneira de pensar.

Drew McLellan, um cabeção do digital nas gringas, escreveu um artigo bem legal e resolvi compartilhar com vocês.

As empresas, não somente agencias (que fique claro), estão aprendendo e construindo uma integração do digital dentro do tradicional marketing aplicado antigamente.

Isto não significa que não existam erros sendo cometidos diariamente, pois esta é uma lição a ser aprendida de forma empírica em muitos casos. E deslizes podem acontecer em qualquer organização, até nas de maior prestigio como o The New York Times.

E por este motivo, o The New York Times, que este artigo foi criado.

Há um tempo, acho que pelos idos de 2010, o NY Times deixou na rede alguns documentos sobre a nova interface do portal deixando claro que era moderninho e estava ligado no digital.

Bacana esse posicionamento, mas ainda hoje, o The NY Times, uma das mais importantes instituições jornalísticas do mundo, está lutando para criar uma integração digital adequada dentro de sua estrutura.

Essa informação foi dada pelo BuzzFeed, que teve acesso a um relatório interno da organização jornalística.

Então, o que isso pode ensinar para o resto do mundo?


Isso só torna mais claro que a combinação de mídia tradicional e digital não é fácil para qualquer empresa, e que até mesmo a mais prestigiada das organizações cometem erros comuns, incluindo o tratamento digital como algo que é separado - e muitas vezes secundário - do resto das operações.

Linhas divisoras
Ok, aposto que se chegou até este paragrafo já deve ter feito um rápido overview de empresas que inseriram o digital dentro do marketing. 

Você certamente percebeu que, embora muitas empresas tem no seu departamento, pessoas que se dedicam especificamente para as mídias digitais, ainda assim, é importante que todos os colaboradores desta empresa, independente do departamento que pertença, precisam pensar digitalmente.

Principalmente se este departamento for ligado a marketing, publicidade e criação em geral. Se eles estão focados em estratégia, criação, ou meios de comunicação, eles precisam saber o cenário digital e entender a cultura que permeia todo esse penso.

Por quê?
Porque digital não é um departamento. É uma maneira de pensar!


Lá no começo da era digital, quando se percebeu que dava para vender na internet, o marketing era usado como uma bandeira cool dos moderninhos e descolados, mas agora essa pose não cola mais: tem que saber integrar de forma orgânica. 

E não somente nas agencias (que tem a obrigação de estar pensando exaustivamente nessa integração harmoniosa), mas também as empresas que tem ou querem ter seus produtos e serviços expostos nas redes sociais e nos buscadores, por exemplo.

Momento óbvio
“... Falar que uma empresa de marketing faz digital é como dizer-lhes que os jornais têm escritores na equipe.”


Então...
A maioria dos clientes de agencias, as empresas, já percebeu pela sua própria rotina pessoal dentro da web, que existe um mix de canais e estratégias (incluindo as digitais) que podem comunicar de forma eficiente com os seus clientes, pois se comunica desta forma com eles.

E eles vão para as agencias com esta mentalidade, encontram equipes que não se conversam, pois o resultado acaba refletindo nas campanhas apresentadas e voltam para casa querendo resolver dentro de seus departamentos.

Eles sabem que a maioria dos potenciais clientes não fica mais apenas passeando em suas lojas físicas para comprar seus produtos/serviços.

Por experiência própria, já identificaram um padrão que é simples: os consumidores começam sua busca online e que a sua presença digital inteligente vai ajudar a fidelizar os clientes no início do ciclo de vendas.

E alguns até sabem de algumas ferramentas que fornecem relatórios muito profundos sobre o comportamento do cliente dentro dos canais digitais.

Projetando a estratégia da agencia
Como podem as agências integrar digital em suas estratégias tradicionais offline? Aqui estão três maneiras de fazer direito digital:

  • Integre o "departamento" digital com o resto da empresa. Separar diferentes disciplinas não apenas impede seus funcionários de se comunicar, mas também  impede de colaborar. Lembre-se, cada funcionário precisa ser digitalmente educado. Inicie o processo, permitindo que trabalhem juntos em um clima de harmonia para quem aprendam uns com os outros, aumentando o leque de ideias de estratégias, tanto online quanto offline.
  •  Participe de conferências digitais para se manter informado. Crie uma rotina de palestras de compartilhamento de conhecimento, frequentem fóruns de marketing digital e offiline para que desta forma cada membro da equipe aprenda algo novo.
  • Pense de forma holística. Evite criar oportunidades digitais artificiais. Em vez disso, deixe vir de forma natural. Mapeie o funil de vendas de um cliente, e identifique as oportunidades digitais e tradicionais que você tem. Então, construa um plano de marketing em torno delas.


Acabando com a Divisão Digital
Digital é a forma como os clientes e os seus clientes se conectar ao mundo. É por isso que "digital" não é um termo mais relevante. É simplesmente como as coisas são feitas na vida de seus clientes e em uma agência de sucesso. Percebem?



Se você e seus clientes estão indo para bater a concorrência, você precisa mudar a estrutura de sua empresa para acomodar o mundo digital. Isso significa acabar com a divisão entre o digital e o tradicional em favor de uma abordagem completamente integrada.

Não viva no passado, quando marketing digital era uma novidade. Torne o "digital" de suas campanhas e estrutura integrados  ao mundo moderno.


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8 de ago de 2014

Como a UX pode influenciar no ROI de sua empresa


Todos nós sabemos que quando nossos clientes contratam um serviço de desenvolvimento ou criação de qualquer produto web, a coisa que ele mais quer é aumentar seu ROI.
Oi? RÓI? Dos Menudos
(só os nascidos nos anos 80 podem entender)
Então, para aqueles não familiarizados com o termo, ROI (rói) é a sigla para Return on Investment.
Na nossa tradução brazuca fica Retorno sobre Investimento  e consiste na observação da relação de dinheiro ganho e/ou perdido em um determinado investimento. Se você está acostumado a trabalhar com o Google Adwords deve ouvir direto este termo.
Então pensei na dificuldade que algumas empresas sentem em passar a importância da UX dentro do projeto e achei um artigo gringo super legal que dá alguns pontos importantes de defesa na hora de fechar o projeto.
Vamos a eles:
Os custos de desenvolvimento reduzido 
O planejamento cuidadoso no início do processo de concepção de um produto vai economizar tempo, dinheiro e esforço a longo prazo.
Um estudo realizado por Smith & Reinersten considerou que as decisões-chave do sistema de design feitas durante os primeiros 10% do processo de concepção de um produto pode determinar 90% do custo e desempenho do produto.
A dica: um investimento em UX, com direito a testes de usuários, irá salvar o projeto de correções impactantes no final.
Custos de suporte reduzidos
Um produto com melhor usabilidade minimiza potenciais problemas de suporte ao cliente e consequentemente, reduz os custos de suporte.
Um estudo realizado por Pressman constatou que 80% dos custos durante o ciclo de vida de um software se originam na fase de manutenção e para dar uma dramatizada no cenário, o estudo também constatou que a maioria desses custos surgem porque as necessidades de navegação do usuário não foram previstas e/ou satisfeitas.
Então colega, é a hora de chegar ao cliente e dizer que “Investir em usabilidade ajuda a resolver esses problemas durante a fase de projeto, onde podem ser tratados a um custo muito menor. “
Aumento de Vendas
Não estamos falando nenhuma novidade quando afirmamos que uma melhor usabilidade para os clientes faz com que fiquem mais propensos a consumir o produto/serviço oferecido, não é mesmo?
Vamos aos fatos: mais um estudo realizado pela Creative Good descobriu que proporcionar uma melhor experiência para seus clientes pode aumentar o número de compradores em 40%.
Outro estudo de UI descobriu que, ao fornecer "informação suficiente para os seus clientes na hora certa” você pode aumentar as vendas em seu site em até 225%.
#sonhodeconsumodasempresas
Conclusão
Agora já sabe como impressionar o cliente na hora de fechar o projeto! Na reunião você só precisa acrescentar os benefícios de se investir em usabilidade e fazer com que entendam que estes não terminam com o usuário. Vão além: um projeto de usabilidade adequado poupa dinheiro em suporte e desenvolvimento e também pode aumentar a receita da empresa com maiores vendas
Lembre seu cliente de que o  tempo e o dinheiro que irá investir em UX fornecerá uma série de benefícios a longo prazo.
Quer ler o artigo na integra clica aqui ó 
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21 de mai de 2014

Perdeu o foco do projeto? Metodologias ágeis nele!


Hoje eu acordei com vontade de militar sobre métodos ágeis na gerencia de projetos que incluem forte presença de AI/UX, como se integram bem, dentro de cenários onde são desenvolvidos projetos de médio e grande porte e com equipes compostas por analistas e desenvolvedores de sistemas.


(Vou sempre me referir AI/UX tomando como premissa que trabalhamos sempre com esse dueto de expertises, ok?)

Eu sei que é um assunto pouco explorado no âmbito da AI/UX, principalmente para aqueles que têm um dia a dia dentro de agencias de publicidade (onde as equipes tem um perfil de comunicação) ou que trabalham em projetos com menor demanda de organização de conteúdo. Por este motivo pode até parecer uma longa conversa sobre sistemas, mas não é. Tenha fé e segue lendo.

No final da leitura, aqueles que não conhecem estarão apaixonados pelos métodos ágeis e serão os primeiros da equipe a apoiar quando adotado em seu ambiente de trabalho. Os que já conhecem vão relembrar os bons momentos que passaram nos Sprints. ;)

Já aviso que meu foco nesta conversa será o Scrum, pois é a única metodologia que tenho vivencia, porém não sou especialista. Tudo que vai ler a partir de agora é baseado em vivencias de uma arquiteta de informação e UX designer, então se houver termos mais simplistas, paciência. Respirem fundo e vamos lá.

O Cenário AI/UX  onde o perfil de desenvolvimento é mais forte

Revisando o cenário da arquitetura de informação atual, percebemos que nos receberam muito bem dentro de ambientes onde o desenvolvimento de sistema e suas particularidades eram, até então, a principal preocupação para entregar projetos de sucesso.

E isto não acontece porque somos bonitos e educados e sim porque a informação consistente na internet aumentou (e quando digo consistente quero dizer também relevante e operacionável).

Para que estas equipes não percam tempo com questões de conteúdo e informação, focando somente em desenvolver e implantar o sistema por trás da interface, com as soluções tecnológicas mais adequadas ao projeto, as empresas buscam integrar na equipe, um profissional que cuide da arquitetura de informação e experiência de usuário.

Existem outros fatores bem expressivos que contribuem para a integração da AI/UX dentro destes times, que vão além do aumento da demanda: novas linguagens de programação e formatação, aumento da inclusão digital, algoritmos do Google prestando muita atenção em conteúdo adequado, concorrência digital crescente, publico alvo mais exigente,e por ai vai.

Resumindo a ópera: todos estes acontecimentos mostram a necessidade de buscar soluções diferentes para o cliente,  com navegação mais interessante agregando uma experiência positiva.

Nem tudo mudou para melhor

Nem tudo são flores e coraçõezinhos, meu querido leitor. Embora a demanda de projetos digitais no mercado tenha aumentado expressivamente (e a tendência é seguir neste ritmo), a pressa de ver estes projetos finalizados também cresceu de maneira exponencial.

Agora é a corrida para ver quem entrega melhor e em menos tempo, pois o cliente quer o melhor projeto, com todas as fases de construção, isto inclui AI/UX, com prazos de entrega menores.

E o que acontece nesta correria toda? Arestas não aparadas e muitas das coisas que se previa no inicio do projeto ficam para trás.

Com estes prazos, aumento de demanda e integração de novas tecnologias, como o arquiteto de informação vai conseguir transitar dentro das fases do projeto até sua entrega sem que exista um método oficial para integrar a equipe?

Neste momento entra o mocinho da historia: um método ágil consegue fazer projetos de portais complexos em menos tempo e com qualidade.

Antes, alguns dados interessantes

No blog da IBM eu encontrei uns índices que são muito realistas para a condição de desenvolvimento  de soluções web para grandes portais, sem uma metodologia realista, que agilize os processos:

Eitcha Iris! Vai falar agora de desenvolvimento de sistemas?

Eitcha leitor! A arquitetura de informação não está dentro de um projeto que tem desenvolvimento de sistemas? Aiaiai. Aiaiai!

Vamos la:
·         32% são considerados sucesso
·         24% São cancelados, engavetados ou nunca utilizados.
·         44% atrasam, estouram o budget, não atendem as necessidades ou estão cheios de problemas.
·         20% dos projetos de sucesso têm suas funcionalidades consideradas uteis pelos usuários

Meio obvio que isto iria acontecer, não é? 

Hoje a gente vive num crescente descobrimento tecnológico voltado para a internet. Desta forma fica difícil mensurar , em um modelo de gerenciamento de projeto mais rígido, a complexidade dele como um todo, apenas em algumas reuniões de levantamento de requisitos e imersões. Sem contar que o cliente, que é também um usuário de internet, vê as tecnologias aplicadas em outros sites e  pode solicitar  uma novidade que vai alterar o escopo a qualquer momento.

Logo, projetos de grande porte que são gerenciados de forma mais resistente tem a tendência de apresentar problemas. Neste ponto entra a metodologia ágil para flexibilizar e juntar as equipes para conversarem durante todas as fases e se inteirarem constantemente sobre o que acontece dentro do projeto.

Eu não estou dizendo que esta é a regra. Com certeza existem exceções de grandes projetos web que foram brilhantemente concebidos sem uso de métodos ágeis, mas infelizmente a maioria deles tendem a perder o foco durante seu desenvolvimento.

O Scrum encontra a AI/UX

Eu confesso que há um tempo participei de um projeto que tinha como metodologia ágil o Scrum e sinceramente foi amor à primeira vista, sabe por quê? Porque tem tudo a ver com nossos ideais e formatos de estudo.


Como assim, Iris?  Calma confuso leitor. Vou explicar neste longo, lindo e ágil post, mas primeiro vamos fazer aquela “conceituaçãozinha” básica para aquecer. Vamos pensar nas seguintes premissas:

Metodologias ágeis – Tem por função acelerar  o desenvolvimento do sistema com objetivo da melhoria constante do projeto, trazendo para a equipe e clientes benefícios como aumento da comunicação, organização diária para cumprimento de metas, diminuição de falhas, respostas rápidas a mudanças e aumento de produtividade.
Scrum – É um dos métodos ágeis que existem e é mais utilizado por ser mais fácil de aplicação e adaptação, ao mesmo tempo que permite uma boa adesão em vários tipos de projetos.  O trabalho é dividido em iterações (que é uma das principais características dos métodos ágeis) que são chamadas de Sprints.  ( Tem um site bem simpático que te explicará tudo http://www.brq.com/metodologias-ageis/)

Pausa para a meditação:

O arquiteto de informação, principalmente aqueles que têm no perfil a experiência de usuário não fica envolvidos em todas as fases do projeto até sua entrega final?

Onde o Scrum entra para auxiliar a AI/UX

O Scrum visa o entrosamento da equipe e a ampla divulgação das informações do projeto no time para garantir uma entrega que atenda a demanda. Isto acontece de maneira sistemática dentro da metodologia, com reuniões diárias onde se conversa sobre o andamento do projeto.

Para a arquitetura de informação que está constantemente conversando com as áreas para garantir que o projeto siga dentro das diretrizes propostas, o Scrum  contribui para que este processo se torne nativo e todos se sintam parte do projeto tornando a integração uma consequência natural do andamento do projeto e não uma imposição de áreas. 
O Scrum abrange a totalidade da equipe, ou seja: sua integração orgânica com o projeto. Visando a tomada de decisão e interação com suas fases e trazendo para um "lider" (Scrum master) a responsabilidade de garantir a integração da equipe e o funcionamento das etapas (sprints)!

Nem preciso dizer que a quantidade de refação diminui muito e o projeto fica muito mais aderente às necessidade do cliente e seu público. Sem contar que a entrega passa a ser mais realista e rápida quando todos conseguem ver o que acontece e as decisões podem ser tomadas mais rapidamente quando surge algum viés no processo. Isto traz a sensação de pertencimento e a tão sonhada transparência. Adoro!

Epilogo

Até agora estou querendo dizer a você, colega de classe, que vive organizando as informações, buscando formas de trazer uma experiência realmente emocional e significativa para os usuários, é que quanto mais complexo o sistema, isto se reflete na perda do controle do escopo, consequentemente atingindo o trabalho da AI/UX.

E para assegurar um melhor desenvolvimento do projeto e das expectativas do cliente, do time e a nossa, enquanto especialistas, é importante pensar e aplicar metodologias ágeis na gerencia do projeto. Não de forma "modular" onde se tenta aplicar alguns conceitos apenas, mas em sua totalidade visando sempre o resultado de sucesso.

E quando você ouvir falar de Scrum ou outro método ágil em seu ambiente de trabalho, não fuja com medo de perder o controle da sua função no time. Sorria e abrace a causa! A chance dos seus conhecimentos serem aplicados com muito mais eficiência dentro de projetos complexos chegou!
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