2 de jul de 2013

Consumidores preferem o design adaptável


Uma pesquisa feita pela Netbiscuits  mostrou que as pessoas preferem navegar em celulares, smartphones e tablets, encontrando o conteúdo procurado em sites adaptados, ao contrario do que muitas marcas pensam, quando criam aplicativos que duplicam o site no intuito de tornar a navegação no conteúdo mais amigável..

Isto mostra que amigável mesmo é navegar no site original, portanto é muito importante estruturar o site para ser visto por vários devices. Talvez os aplicativos possam ficar restritos a apoio de marca em promoções e destaques de produtos/serviços.

Foram entrevistados 5000 consumidores de informação online em 10 mercados, incluindo o Brasil, para entender o comportamento destes dentro deste universo.

Alguns pontos interessantes desta pesquisa:
  •   De todos os entrevistados, apenas 27% dos consumidores costumam baixar aplicativos dos sites de suas marcas preferidas;
  •  76% dos entrevistados disseram que não navegariam em um webisite  que não fosse adaptado para celular;
  • Ao navegar ou procurar informações na web móvel, 79% dos entrevistados disseram que preferem ter a opção de usar um site móvel, não um aplicativo do site;
  • 18% que estavam felizes apenas usando aplicativos nativos. 
"Estes pontos de vista são essenciais na definição de como as marcas se envolver com seus clientes online" disse Sally Applin, um antropólogo social e Ph.D.

É um momento de pensar se vale a pena as marcas investirem em aplicativos que substituem seu site e que não possuem o conteúdo e a usabilidade natural do site.

Talvez a saída mais eficiente para que estas marcas saiam na frente, seja implementar um design adaptável para todas as telas em todos os ambientes de internet móvel. Não é mesmo?
Mais informações

18 de jun de 2013

Adeus ao neolítico da internet. O mundo está acordando

Ontem eu participei de um ato cívico, talvez com o mesmo fervor que nossos pais e avos tenham tido a décadas atrás. Sentada na minha sala, entre meus textos sobre experiência de usuário, felinas enlouquecidas e desenhos do bob esponja de fundo eu pude ver toda a movimentação do Brasil em torno de um ideal e ajudar compartilhando as informações em minhas redes sociais.

Milhões de brasileiros nas ruas e outros tantos online gritando pelos seus direito. Duas massas gigantescas, uma real e outra virtual, com uma única voz. E tudo isto por causa de um facilitador indispensável: a internet.
Pude ver as mídias sociais passando de vitrines de pessoas felizes  para algo mais real e urgente, onde os posts que não faziam menção ao ato cívico ficavam perdidos, esquecidos num mar de informações sobre o que se passava no Brasil e no mundo.

 Há tempos atrás eu falava dessa apropriação das ferramentas sociais que a internet permite, e estes últimos tempos pudemos perceber o cunho social em sua mais plena forma de exercício, ligando pessoas que talvez nunca se vejam pessoalmente, a modelos e causas importantes e definitivas para uma melhora quer seja local ou mundial.

Que fique claro que meu foco aqui não é a politica nem o descontentamento das pessoas com seus países, mas sim a facilitação que a internet permitiu esse expressar e muito mais, foi além, permitiu articular e concretizar.

Eu lembro também que eu falava sobre a fase de “testes” que a internet estava passando, o surgimento das celebridades e sua rápida ascendência e queda e como todos nós a explorávamos para encontrar seu sentido na nossa sociedade criada pelas mídias sociais. Tudo sempre começou conversando com nossos conhecidos, depois as marcas buscaram se apropriar de espaços dentro deste contexto e conversar com seus clientes  (talvez um começo do amadurecimento) e agora vemos também atividades de cunho democrático acontecendo. Primeiro eu conversei com meu vizinho, depois com a marca do meu carro e agora eu converso com e sobre meu país.

Isto que está acontecendo deixa claro para mim a importância e o “assentamento” da função da internet como veiculo de comunicação muito rápido e eficiente. A televisão, que até então era nosso modelo de informação instantânea, não consegue ser tão imediata mesmo com boletins especiais parando sua programação rotineira e os repórteres desse novo modelo de comunicação são os mesmos embaixadores das marcas dentro de suas mídias sociais.

Fica muito claro que vivemos um momento impar e histórico não somente no quesito politico, até porque não é este o ponto do texto, mas no que diz respeito a comunicação social. Aquele período neolítico da internet onde as pessoas davam seus primeiros passos sociais com os outros povos porém ainda ficavam sem saber o que fazer,  está passando de fase. Estamos mais maduros no que diz respeito aos potenciais informativos e comunicativos que a rede pode oferecer e isto nos modifica.

E isto é grande e valioso e nós, que estudamos e aplicamos soluções para a internet estamos construindo uma historia muito significativa. Romantismos e idealismos a parte, este momento é aquele em que encontramos nosso lugar neste espaço cibernético e por isto, empresas, criativos, desenvolvedores, temos que ficar bem cientes de que o internauta tem voz, anda em grupos e é ouvido.

E isto não é tarefa de uma determinada expertise pois é uma mudança de pensamento e atinge a todos. O desenvolvedor, o designer, o dono da empresa e o atendimento tem que saber que as coisas estão mudando no digital e não podemos perder tempo em “modinhas” pois o seu internauta não está ligando para ela. Ele quer mais e além.

Se isto ainda não estava claro para algumas marcas que os últimos acontecimentos deste mês sirvam de alerta. O mundo acordou. Não foi só o Brasil.

Mais informações

28 de fev de 2013

Que cara tem um processo de UX



Então, como quase tudo na vida em que a proposta é a excelência ou simplesmente um resultado consistente é preciso pensar antes de fazer.

E pensar, seguido de uma organização das idéias traz para a ação, a cereja que encanta e uma experiencia positiva. Não pode ser diferente com os produtos digitais. E para gerar este elemento “cereja” é gerado a partir dos processos de UX. 

As vezes (e talvez pelo fato de profissionais UX serem novatos em muitos nichos), estes processos não são muito claros e definidos e fica a pergunta no ar: Qual a cara desses processos?

Falando de um modo macro, temos algumas fases claras para cumprir que são:

Estratégia Investigação Análise Design de Produção

Clareou? Não?

Aqui embaixo tem três gráficos bem legais de processos de UX. Se quiser pode copiar ou se inspirar para criar o seu próprio processo. Boas ideias!


Vieram daqui ó:
http://uxmastery.com/what-does-a-user-centred-design-process-look-like/
Mais informações

20 de fev de 2013

O que os Lideres de UX podem aprender com Phil Jackson

Estava eu lendo um artigo e não aguentei. Traduzi, “IRISei” e trouxe para compartilhar com vocês.O artigo foi escrito para os profissionais UX mas com certeza cabe a leitura para todos os lideres de áreas. Bom proveito!

Liderar uma equipe de profissionais talentosos de UX não é fácil. Administrar as energias criativas e os egos que vem com cada um deles, descobrir maneiras de nivelar o tratamento de toda a equipe considerando suas divergências, manter os projetos sob controle e ainda ter a consideração e admiração da equipe não é tarefa fácil. Aliás, não é tarefa e sim uma manobra radical de snowboard (para refrescar as idéias em tempos de calores extremos) nunca antes tentada.

Parece impossível né? Mas existem outras profissões de certa forma semelhantes: ser técnico da NBA.

Olha a realidade do cara: Disputar jogadores com o mercado, fãs enlouquecidos (tudo bem... os UX não estão com essa bola toda, eu sei), proprietarios que veem o campeonato como unica fonte de dinhe, digo, sucesso e o famoso drama da equipe que nunca é a mesma em duas temporadas seguidas. Drama. Muito drama!

Mas, dentro de toda essa loucura, existe um treinador bem sucedido: o grande Phil Jackson que é considerado o maior treinador de todos os tempo.
Ele definitivamente é o cara. Abrazucando a coisa toda, podemos dizer que ele é alguma coisa parecida com o nosso técnico da seleção de vôlei, o Bernardinho.



Com esse skill todo prosa, o que pode os UX leaders aprender com este grande mestre no que diz respeito a integração de equipes?

1 - Desenvolver a quimica da equipe com abordagens indiretas
Ao contrario do padrão consolidado no mercado que seria unir a equipe com reuniões obrigatórias, com o intuito de aprenderem a conviver e gostar uns dos outros, Phil sugere uma outra forma menos direta: cinemas, ler livros relacionados ao tema em grupo, saídas para se divertir em cassinos (realidade deles lá nas gringas! Não tente fazer isto no Brasil.) e por ai vai. Nesse modelo ele obteve participação total de sua equipe sem baixar o moral ou perder a química através do confronto direto das reuniões obrigatórias.

Trazendo para nossa realidade, sempre estamos muito sensíveis sobre o que pensam da qualidade e valor do nosso trabalho como membros de uma equipe e para evitar o risco da aproximação direta, vale tentar alguns métodos divertidos indiretos, tais como happy hour depois do trabalho, lançar mais elogios em reuniões, celebrar eventos pessoais (por exemplo aniversários) e o que mais a criatividade e o estilo de cada equipe permitir!

2 - Fazer todos se sentirem parte da equipe
Phil diz que dois jogadores mais difíceis de trabalhar foram Michael Jordan e Kobe Bryant. Ambos passaram anos em times em que eram as únicas estrelas e portanto o peso de cada jogo era colocado diretamente sob seus ombros, sem equipe de apoio compatível com o nível de cada um. Por conta disto, mesmo quando entravam em equipes com o nível adequado, o residual de suas experiencias anteriores se manteve, levando os colegas a se sentirem inadequados dentro do time.

Phil modificou isto sentando e conversando com ambos. Explicando que a marca de um grande jogador é a capacidade de fazer todos os seus colegas jogarem melhor e isto fez com que Jordan confiasse mais na equipe e o fez perceber que eram jogadores fortes. E Kobe também passou a reconhecer as habilidades de seus companheiros.

É dificil criar uma situação onde todos se sintam valorizados e respeitados, e fica mais evidente com membros mais juniores, pois eles podem se sentir desvalorizados ao lado de membros mais experientes. E para criar uma cultura de grupo onde todos se sintam valorizados, é preciso mais do que elogios regulares.

Antes de qualquer coisa todos devem saber quem é quem e o que faz cada um. E você, como líder  deve mostrar a especialidades de cada um e por que cada diferencial é tão somatório na equipe e fundamental para o sucesso do grupo. Também é uma boa idéia conversar regularmente com todos os membros de forma individual, para avaliar seu valor e tranquiliza-lo quanto a isto.



3 - Criar funções de liderança situacional para todos os membros da equipe
Quando Phil treinou a dupla Kobe e Shaq ele criou dois principais esquemas ofensivos, onde cada jogador seria a primeira opção e a decisão de qual esquema usar era simples: equipe com bom centro, Kobe atacaria, caso contrario, Shaq.

Você pode pensar em determinadas situações em que cada um dos membros de sua equipe pode lidar melhor. Todo mundo se destaca mais em algum aspecto e você pode usar isto como oportunidade para este membro. Assim você libera a criatividade e capacita as pessoas a falar, destruindo aqueles pensamentos pré concebido que geralmente equipes que não tem entrosamento possuem.

4 - Ensina-los a agir quando você não está presente
Durante as temporadas finais como treinador, Phil Jackson tinha muitos problemas de saúde que tornaram impossível para ele estar com sua equipe regularmente. Apesar disto eles ainda ganharam um campeonato e isto foi possível porque a sua equipe sabia agir quando ele não estava por perto.

Sejamos sensatos, a menos que você seja um deus com onipresença garantida no mercado, jamais conseguirá estar todo o tempo presente com sua equipe. E para certificar-se de que eles não ficarão correndo e gritando de um lado para o outro em sua ausência, sem saber o que fazer, é importante que exista uma transferência gradual de responsabilidade de cada membro. Isto não significa abrir mão de sua autoridade e sim dar-lhes bastante confiança em suas habilidades.

Quer um exemplo simples? Ao analisar um novo projeto, vá até algum membro de sua equipe e peça opinião sobre fluxo, depois vá a outro e pergunte o que acha sobre a interação. Coisas simples como estas demonstram que você confia neles para tomar decisões por conta própria.

Como a liderança é o seu trabalho e para garantir a integração positiva da equipe é importante mostrar a eles como trabalhar juntos e dar a cada um deles um senso de valor. Phil Jackson usou este modelo e teve sucesso. Um grande líder tem que entender os talentos de sua equipe, suas personalidades, o que precisam para se sentir satisfeitos e o valor de alcançar o objetivo final, juntos.

Quer ler também de onde veio o assunto todo?
http://uxmag.com/articles/lead-your-ux-team-like-phil-jackson


Mais informações
Página inicial